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Vida É Um Sonho
Sonho
Básico De Vida
A
definição de que “vida
é um sonho” foi descrita por
Serge Kahili King em várias de suas obras,
para explicar como se pode modificar a vida modificando
os sonhos, durante a vida atual.
Após pesquisar durante anos e, como resultado
de observações em nossas experiências
com regressão de memórias em pacientes
de consultório, chegamos a várias conclusões,
dentre elas, a de que de um modo geral e de acordo
com nosso desenvolvimento espiritual a frase “vida
é um sonho” refere-se a uma situação
de vida muito ampla.
Para melhor estudo e conceituação dividimos
a definição em duas partes, tendo como
paradigma que o ser humano durante um período
de vidas sucessivas está de um certo modo limitado
em seu desenvolvimento. As limitações
descritas em forma de desafios por Serge King em seu
livro Urban Shaman na Sexta Aventura quando fala “Na
busca da visão em Milu”, liga cada desafio
a um dos sete Princípios do xamanismo havaiano
da seguinte maneira: Princípio Ike, desafio
ignorância, Kala, limitações,
Makia, confusão, Manawa, procrastinação,
Aloha, raiva, Mana, medo e Pono, dúvida. A
partir dessa concepção, criamos o conceito
de que durante esse estado espiritual – nos
períodos de reencarnação na terra
-, “a vida é um sonho básico”
– memórias a serem vivenciadas e reformuladas
através das experiências -.
Cremos que essa interpretação de que
a vida é um sonho básico, não
modifica em nada a de que “vida é um
sonho”, pois ela se completa após o desenvolvimento
do sonho básico de vida (crescimento espiritual),
com a mudança da linguagem intelectual consciente
para a linguagem intuitiva inconsciente, que é
a responsável pela evolução espiritual.
Introdução
- O que seria então o “sonho básico
de vida?”
No período entre a última morte e a
concepção da vida atual, o ser humano
passa por um período de aprendizado em Po (Plano
Espiritual), quando tem a oportunidade de revisar
as memórias gravadas no kino-aka do unihipili
com a colaboração do uhane, sob orientação
do Aumakua e de mestres encarregados dessa tarefa
de preparo para a reencarnação.
Após a morte passa por diversas fases, desde
um período de desligamento - quando entra em
um estado de repouso semelhante a um profundo sono-,
até sua saída para a concepção
após um longo aprendizado.
Pelas experiências que tivemos nas regressões,
essa situação fica muito clara. Em alguns
pacientes que vivenciaram memórias de vidas
passadas foi possível acompanhar esse preparo,
bem como as reformulações feitas no
aprendizado, tudo de acordo com suas necessidades
de crescimento e evolução. Como se trata
de memórias, vivenciam situações
como alguém que geralmente necessita de contenção,
tratamento e aprendizado escolar, como se fosse um
espectador, revivendo situações anteriormente
experienciadas e que agora são vistas de uma
maneira que possa reformulá-las. Delas tiram
um aprendizado e uma nova proposta para uma nova vida.
Chamamos esta fase em Po de intervida.
Nesse preparo está incluído as memórias
genéticas programadas que servem como base
do desenvolvimento e crescimento fetal e, após
o nascimento, base para todas as experiências
da própria vida - num espaço tempo diferente
do vivido em Po -. E também, tudo que vivenciará
em seu crescimento e em relação ao meio
em que vai viver – Rede sociométrica
–, que geralmente está ligado às
memórias de vidas anteriores, mostrando que
o ser humano cresce em grupos afins ou de reformulação
espiritual.
Em Po, na sua programação de vida, usa
de seu livre arbítrio - de acordo com suas
possibilidades de discernimento -, para seu aprendizado;
daí, a orientação de mestres.
Uma vez reencarnado, o livre arbítrio é
simbolicamente representado pela vontade, mola propulsora
de todas as ações. Fica assim claro,
que não há um determinismo, mas uma
condição de execução do
que trouxe como memórias (programação)
e que estão em estado de latência em
seu DNA, para serem desenvolvidas de acordo com o
potencial trazido que orientará o crescimento
corporal e psicológico.
Formação
das memórias aprendidas ou experienciais
Através dos estímulos recebidos nas
vivências e de acordo com a intensidade com
que se manifestam são transformados em ações,
quer sejam por atos ou mentalmente em pensamentos
em novas memórias, agora denominadas de “memórias
aprendidas ou experienciais” – Serge King
- gravadas no nível de camadas musculares e
que são enviadas ao cérebro para decodificações.
O resultado são as respostas que estimulam
as ações, quer sejam físicas
ou mentais. As memórias genéticas programadas
funcionam até um certo período da vida
como formadoras da estrutura anatomofisiológica
e estão no nível celular. Entende-se
como nível celular toda a estrutura anatômica
representada por todo o organismo. A dinâmica
corporal conduz o individuo a viver fisiologicamente
dentro do modelo dado pelas memórias genéticas
programadas; numa complexa ação conjunta
contribuem para formar as memórias aprendidas,
num continuum espaço/tempo de experiências.
Essa situação diferencia o ser humano
(Homo sapiens) dos outros animais. O desenvolvimento
de tudo que existe na natureza depende das memórias
genéticas programadas criadas filogeneticamente*1
(próprias de cada espécie) e ontogeneticamente*2
(próprias de cada individuo). Essa concepção
está de acordo com os ensinamentos de Max Freedom
Long que diz: “Tudo na natureza tem Aumakua
e unihipili, mas somente o homem possui uhane”.
O que diferencia o ser humano dos demais animais é
que eles possuem memórias que lhes dão
um pensamento dedutivo (responsável pelos instintos)
e o ser humano, além disso, possui o pensamento
indutivo que propicia as descobertas que vão
além das necessidades que se restringem à
conservação da espécie. No ser
humano desenvolve-se também uma nova situação
devida às memórias pneumogenéticas*3
, próprias do crescimento e desenvolvimento
espiritual no sonho básico de vida atual e
que é própria de cada individuo.
Esse conceito é fruto de pesquisas realizadas
nas obras de vários estudiosos do conhecimento
Huna, tais como, Leinani Melville, Serge King, Max
Freedom Long, Mary Pukui e em nossas vivências
como terapeuta e nos estudos e práticas efetuadas
em conjunto com o Grupo Pirâmide de Santos.
Desenvolvimento
- O que seria então o “sonho básico
de vida?”
Após essa introdução falaremos
de como entendemos e sentimos o que é sonho
básico de vida.
Sendo básico supõe-se que as memórias
genéticas programadas trazem em potencial,
as bases para a atuação do individuo
através dos valores e padrões aprendidos
em Po e oriundos de memórias de vidas passadas.
Esses valores e padrões serão vivenciados
em uma época bem diferente das vidas anteriores
e por isso, têm a propriedade de se adaptarem
aos padrões sociais vigentes nas diversas experiências
no curso da vida.
Leinani Melville divide Po em sete planos, sendo três
celestiais e quatro espirituais. Interessa-nos os
planos espirituais e principalmente o Po espiritual
da Terra onde somos preparados para reencarnarmos
em Ao (Terra - plano das manifestações).
O mundo visível, mundo das manifestações
onde habitamos (Terra) é uma imagem do real
que é Po (Planos Espirituais). Com isso queremos
dizer que vivendo o sonho básico, estamos vivendo
uma imagem da realidade que é invisível.
Isso quer dizer que a essência do unihipili,
uhane e Aumakua estão em Po e que as manifestações
são puramente imagens, portanto ilusões
da percepção dada pelos cinco sentidos
corporais que atuam através do intelecto; assim,
tudo é forma-pensamento.
Como é essa dinâmica?
Através das memórias genéticas
programadas recebemos após a concepção
tudo que necessitamos para o desenvolvimento do ser
humano. Primeiro sob a forma fetal e após o
nascimento, na vida atual. A formação
do corpo (kino) está garantida por leis que
desenvolvem o feto de acordo com sua situação
filo, onto e pneumogenética (ser humano) e
que estão nas memórias genéticas
programadas. Sendo as memórias as responsáveis
pela formação do corpo, conclui-se que
o corpo é um modelo do unihipili que é
o guardião das memórias. Sendo as memórias
preparadas para esse sonho básico, a manifestação
corporal é fruto da imagem do unihipili cuja
essência permanece em Po. Assim, o corpo é
um modelo da imagem do unihipili que abriga também
o uhane que se manifestará após o nascimento.
Aumakua está ligado a esse modelo corporal
por cordões-aka por onde atua como o guardião
ancestral, o pai infalível, mas que continua
em Po; ele é a fonte que conserva a vida e
nos dá as oportunidades de atuarmos em nossa
programação feita em Po. Não
há nisso nenhum determinismo, pois atuamos
segundo nossa vontade, a mola propulsora que conhece
os potenciais de nossas memórias e cria as
oportunidades para nossas ações no dia
a dia. Segundo essa dinâmica somos os únicos
responsáveis por nós mesmos e vivemos
de acordo com nossas intenções e atitudes.
As experiências gravadas como memórias
no corpo são decodificadas cerebralmente de
acordo com as solicitações do uhane
que recebe as respostas e executa as ações
desejadas, acrescentando dados às memórias
solicitadas ou as reformula para o crescimento do
ser; uhane é o responsável pela ordenação
e decisão, através da percepção
consciente que nos conduz pelos pensamentos.
Assim, o sonho básico de vida vai crescendo
em conhecimento e desenvolvendo os valores e padrões
trazidos de Po. A finalidade primordial do sonho básico
é o desenvolvimento intelectual que traz sempre
novos conhecimentos de maneira geral o que propicia
a reformulação das memórias que
podem aos poucos transformar os valores criando novos
conceitos individuais e sociais, até que se
tenha a percepção de que existe uma
nova linguagem e que, essa nova linguagem pode pela
transformação dos valores dada pela
reformulação das memórias, iniciar
a verdadeira mudança do ser humano que é
a mudança de padrões, substituindo os
trazidos nas memórias genéticas programadas
por novos que guiarão suas experiências
de vida de forma diferente e que, após a morte
física contribuirão para as futuras
reencarnações com conceitos que formarão
novos e melhores sonhos básicos de vida. O
reverso também pode acontecer quando as ações
praticadas não conduzem a um conhecimento que
não fira a si mesmo e ao próximo.
Conforme ensinava Max Freedom Long devemos trabalhar,
agindo para a harmonização do unihipili
e uhane sendo essa a maneira de crescermos espiritualmente.
Os ensinamentos deixados por Jesus mostram que neles
estão contidos os mistérios da Psicofilosofia
Huna*4 , principalmente
por ter sido um pregador do amor, do compartilhar
com o próximo, da solidariedade humana, da
visão de um mundo de paz e harmonia, mas sempre
com base na crença de um Pai divino que está
em tudo.
Creio que por isso Max Freedom Long e Serge King dedicaram
artigos à Sua figura, denominando-O de o grande
kahuna. Para nós Ele é algo bem maior
do que um grande kahuna; é o Grande Aumakua
que se fez carne e habitou entre nós.
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*1
- São memórias responsáveis
pela estrutura física/mental próprias
para a manutenção da espécie.
*2
- Memórias que mantêm a estrutura
anatofisiologica próprias de cada individuo.
*3
- São memórias referentes ao crescimento
espiritual, geneticamente programadas em Po.
*4
- Psicofilosofia Huna – reúne conceitos
e princípios filosóficos, de povos
muito antigos, que remontam à origem
do homem na Terra. |
Dr.
Sebastião de Melo
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