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Infância e as Crenças

Infância e as Crenças

É necessária uma aquiescência a crenças, especialmente no início da vida, mas não há razão para ficarmos presos a crenças ou experiências da infância. O problema de algumas dessas crenças é que, embora algumas sejam obviamente reconhecidas como prejudiciais ou tolas, outras ligadas a elas podem não ser tão facilmente compreendidas.

Imaginemos a crença no pecado original, não é óbvio o fato de que muitos de nossos atos são motivados por uma crença na culpa. Existe uma ligação entre as crenças, mas não estamos acostumados a examiná-las. Podemos dizer: “Estou acima de meu peso porque me sinto culpado sobre algo do meu passado.” Poderemos tentar descobrir o que aconteceu, mas nesse caso, o problema é uma crença na própria culpa.

Não precisamos carregar uma crença específica, nossa civilização tem por base ideias de culpa e punição. Muitos de nós têm medo de que, sem um sentimento de culpa, não haja disciplina interior e o mundo enlouqueça. O mundo está enlouquecido, não a despeito de nossas ideias de culpa e punição, mas, em grande parte, por causa delas.

Ideias passadas por nossos pais estruturam nossas experiências de aprendizado, estabelecem fronteiras seguras dentro das quais atuamos em nossos primeiros anos de vida e nos dias atuais.

Estrutura das Crenças

Estrutura das Crenças

Formamos a estrutura de nossa experiência por meio:

  • Crenças,
  • Expectativas.

As idéias pessoais sobre nós mesmos e a natureza da realidade afetarão:

  • Pensamentos,
  • Emoções.

Tomamos crenças sobre a realidade como verdadeiras. Em geral não questionamos, parecem autoexplicativas, aparecem na mente como declarações óbvias para serem examinadas, com frequência aceitas, sem perguntas. Não reconhecemos como crenças sobre a realidade, consideradas como características da própria realidade. Em geral essas idéias parecem irrefutáveis, fazendo parte de nós, não especulamos sua legitimidade, tornam-se suposições invisíveis, colorem e formam nossa experiência pessoal.

Alguns não questionam suas crenças religiosas, aceitando-as como fato. Outros acham comparativamente fácil reconhecer tais suposições interiores quando elas aparecem em um contexto religioso, mas tem pouco discernimento no que se refere a outros tipos de crenças.

É mais simples reconhecer as crenças em relação à religião, política ou assuntos semelhantes, do que identificar as mais profundas crenças sobre nós mesmos, sobre quem e o que somos, particularmente em relação à nossa própria vida. Muitos de nós, somos completamente cegos para as próprias crenças a respeito de si e da natureza da realidade.

Podemos ter pistas sobre nossos pensamentos conscientes, muitas vezes nos recusamos a aceitar certos pensamentos que vêm à nossa mente porque conflitam com outras idéias geralmente aceitas. Nossa mente consciente está sempre tentando apresentar-nos um quadro claro, mas muitas vezes permite que idéias preconcebidas bloqueiem essa inteligência.

Crenças

Crenças

Criamos experiências através das crenças sobre nós e da natureza da nossa realidade, com nossas expectativas, atitudes diante de nós mesmos e da vida em geral.

Elas formam a “tonalidade sensível” que governa grandes áreas de nossa experiência, dão a coloração emocional geral que caracteriza o que nos acontece, ou seja, somos o que nos acontece.

Nossos sentimentos são transitórios, por baixo deles, encontram-se certas realidades emocionais exclusivamente nossas, como profundos acordes musicais. Nossos sentimentos cotidianos oscilam com as tonalidades sensíveis que lhes caracterizam, mas continuam subjacentes.

Às vezes sobem à superfície, em ritmos longos, não podemos chamar estas sensações de positivas ou negativas, são tonalidades, representam porções íntimas de nossa experiência. Não significa que sejam ocultas ou que devam sê-lo, representam o núcleo a partir do qual formamos nossa experiência.

O Magnetismo do Banho

O contato da água no corpo provoca um estímulo magnético que percorre todo o organismo, deixando-o calmo, e preparando-o para o sono reparador ou para as lutas de cada dia.

O banho diário, quando encontra na mente apoio, torna-se um passe.

Além das virtudes curativas da água, enxertar-se-ão fluidos magnéticos, de acordo com a irradiação da alma.

A disciplina dos pensamentos é uma fonte de bem-estar na hora da higiene do instrumento carnal.

No instante do banho é preciso que se entenda a necessidade da alegria, que nosso pensamento sustente o amor, até um sentimento de gratidão à água que nos serve de higiene.

Visualize, além da água que cai em profusão, como fluidos espirituais banhando todo o seu ser.

O impulso dessa energia destampa em nosso íntimo a lembrança da fé, da esperança, da solidariedade, do contentamento e do trabalho.

Por este motivo, banho e passe, conjugados, são uma magia divina ao alcance de nossas mãos.

O chuveiro seria como um médium da água e dele sai o fluido que vivifica o corpo.

Poder-se-á vincular o banho ao passe, e ele poderá ser uma transfusão de energias eletromagnéticas, dependendo do modo pelo qual nós pensamos enquanto nos banhamos.

Uma mente ordenada na alta disciplina e pela concentração, em segundos, selecionará, em seu derredor, grande quantidade de magnetismo espiritual e os adicionará, pela vontade, na água que lhe serve de veículo de limpeza física, passando a ser útil na higiene psíquica.

Observem que, ao tomar banho, sentimo-nos comovidos, a ponto de nos tornarmos cantores!

E a alegria advinda da esperança nos chega da água, que é portadora dos fluidos espirituais, que lhes são ajustados por bênção do amor.

O lar é o nosso ninho acolhedor, e nele existem espíritos de grande elevação, cuja dedicação e carinho com a família nos mostrará como Deus é bom.

Essa assistência atinge, igualmente, as coisas materiais, desde a harmonização até o preparo das águas que nos servem.

Quantas doenças surgem e desaparecem sem que a própria família se conscientize disso?

É a misericórdia do Senhor pelos emissários de Jesus, operando na dimensão oculta para os homens, e encarregados de assistir ao lar.

Eles colocam fluidos apropriados nas águas para o banho, e nas que bebemos.

E, quando eles encontram disposições mentais favoráveis, alegram-se pela grande eficiência do trabalho.

Na hora das refeições, é sagrado e conveniente que as conversas sejam agradáveis e positivas.

No momento do banho, é preciso que ajudemos, com pensamentos nobres e orações, para que tenhamos mãos mais eficientes operando em nosso favor.

Se quisermos quantidade maior de oxigênio nitrogenado, basta pensarmos firmemente que estamos recebendo esses elementos, e a natureza nos dará isto, com abundância.

É o “pedi e obtereis”, do Cristo.

E, com o tempo, estaremos mestres nessa operação que pode ser considerada uma alquimia.

A alegria tem também bases físicas.

Um corpo sadio nos proporcionará facilidades para expressar o amor.

Quando tomar o seu café pela manhã, tome convicto(a) de que está absorvendo, juntamente com os ingredientes materiais, a porção de fluidos curativos, de modo a desembaraçar todo o miasma pesado que impede o fluxo da força vital em seu corpo.

E sairá da mesa disposto(a) para o trabalho, como também para a vida.

Despeça-se de sua família com carinho e atenção, e deixe que vejam o brilho otimista nos seus olhos, de maneira a alegrar a todos que o amam; assim, eles lhe transmitirão as emoções que você mesmo despertou neles e isso lhe fará muito bem.

Lembre-se de que um copo de água que tome, onde quer que seja, pode ser tomado e sentido como um banho e passe internos.

Não se esqueça de bebê-lo com alegria e amor, lembrando com gratidão de Quem lhe deu essa água tão necessária, pois se ela vem rica de dons espirituais, aumentará a sua conexão com o divino poder interno.

É muito bom estar consciente a cada coisa que nos acontece e estar agradecido, se sentindo abençoado(a) e cheio(a) de amor.

A consciência, a gratidão e o amor são dois caminhos paralelos, que a felicidade percorre com alegria.

André Luiz – Chico Xavier

A Criatividade

A Criatividade

A alegria da criatividade flui através de nós como respiramos, nossas mais ínfimas experiências dependem dela.

Nossos sentimentos têm realidades eletromagnéticas, se lançam para fora, afetando a atmosfera, agrupam-se por meio de atração, criando áreas de eventos e circunstâncias que se aglutinam “em matéria”, na forma de objetos ou como eventos no “tempo”.

Alguns sentimentos e pensamentos são traduzidos como estruturas que que chamamos de objetos, onde percebemos como espaço. Outros são traduzidos como estruturas psicológicas, chamadas de eventos, onde percebemos existir no que chamamos de tempo.

Espaço e tempo são postulados básicos, aceitamos ambos, presumindo que nossa realidade esteja enraizada em uma série de “momentos” e em uma “dimensão de espaço”. Nossa experiência interior é traduzida nesses termos. A duração de um evento ou objeto no espaço ou tempo é determinada pela intensidade dos pensamentos ou emoções que lhe dão origem. A duração no espaço, porém, não é a mesma que no tempo, embora possa parecer que sim.

Um evento ou objeto que existe brevemente no espaço pode ter uma duração muito maior no tempo. Pode ter uma importância e uma intensidade muito maiores existindo em nossas memórias, muito depois de ter desaparecido no espaço.

Um evento ou objeto não existe simplesmente de modo simbólico dentro de nossas mentes ou memórias, esta realidade, continua como um evento no tempo. A realidade do objeto no espaço não é aniquilada, desde que exista dentro de nossas mentes.

Um objeto preferido, pode ser vividamente lembrado. O espaço do objeto pode carregar sua impressão. Conforme nossa identificação com um objeto, pode persistir em nós, mesmo depois do mesmo ter desaparecido.

O Dom

O Dom

Nossa experiência no mundo físico, flui do centro de nossa psique interior, então é percebida. Eventos, circunstâncias e condições externas são como um tipo de feedback, alterando-se o estado da psique, automaticamente alteram as circunstâncias físicas. Pensamentos, sentimentos e quadros mentais podem ser chamados de “eventos externos em gestação”, pois de uma forma ou de outra, cada um deles se materializa na realidade física.

Mudamos constantemente, até as circunstâncias que parecem ser as “mais permanentes”, variamos nossa atitude em relação a elas. Toda experiência exterior se originou de dentro de nós.

Existem as interações com as outras pessoas, todas aceitamos, ou atraímos com pensamentos, atitudes ou emoções. Isto aplica-se em todas áreas de nossa vida, antes e depois dela.

Temos o dom milagroso de criar nossas experiências. Nesta vida, estamos aprendendo a lidar com a inexaurível energia que está a nossa disposição. A realidade coletiva e individual são materializações, parte do progresso humano que forma o mundo.

Ancore-se

Acorde e se ancore: você é luz e tem de cintilar.

Desperte a douta bússola interna que se contorna em coração. Invista-se da esquadra de sonhos que engendrou. Tonifique-se das velas hasteadas que, no autoenfrentamento, conquistou. Esteja fundado na certeza inabalável de que você é um herdeiro do amor.

Ancore a sua ancestralidade. Embeba-se dos passos; sejam eles retos, sejam eles tortos; que trilhou a sua linhagem. Honre, convictamente, aqueles que te antecederam, que teceram estas rijas redes que hoje possibilitam esta sua marcha reluzente. Não se esqueça, amada semente, de semear. Faça-se cultivar, faça-se florear.

Ancore-se de presença. Desfaça-se das ataduras que imobilizam o fluxo autoamoroso, livre-se da pesada máscara que te faz um pedinte de afetos. Acesse em si a fonte inesgotável do autoapreço que no seu cerne há. Veja como é puro e abundante este recurso natural, este amor que no simples Ser circula, renova-se, instala-se. Esta é a energia vital que flui, com harmonia, do seu Eu Superior para cada partícula astral de que você se faz. Expanda a sua paz.

Ancore-se da coragem divina de ser o potencial criativo que, por natureza e direito, você é . Em ti se encontra todo o código da criação, todo o infinito das formas: no progresso dos que vivem com propósito, concentre-se em acessá-las. Em ti prescrevem-se todas as curas para todos os males. Em ti mapeiam-se todas as respostas para todas as questões. Não se afaste do que é fato: você é a Verdade. Com retidão, caminharás.

Ancore-se no seu poder pessoal. Habitue-se a resgatar, diária e repetidamente, a singularidade inerente ao seu modo de dilatar a consciência em tudo e em todos. Ninguém detém a sua espada, ninguém guerreia a sua batalha. São estas suas impressões digitais que imprimem a sua missão. São estes seus impulsos corajosos que te fazem, guerreiro, um missionário da luz.

Ancore a inviolável pureza. Depreenda que, no descamar das máscaras do ego protetor, revela-se a essência; e, de basilar e imprescindível, só há o amor – o autoamor, o amor que se esparge, o amor que transcende. Encorpore-se da delicada e irrefreável natureza cósmica que te alinha e te conecta com tudo o que há. Você é pó de estrela, você é a lua e é o ar.

Ancore-se, manifestação divina. Ancore-se, Deus encarnado. Faça a luz luzir, faça o brilho brilhar. Cumpra a missão, e a missão é transformar.

Canalizado por Ana Flávia Torquetti – 16/10/2017

O Corpo

O Corpo

O corpo não é magro ou gordo, alto ou baixo, saudável ou doente por acaso. Todas essas características são mentais, lançadas por nós sobre nossa imagem. Nós e nossa alma não nascemos ontem, viemos de tempos imemoriais, além do que percebemos ou pensamos como tempo.

As características que temos ao nascermos eram nossas, foi nosso eu interior que as escolheu, elas se alteram a cada momento.

Não chegamos ao nascimento sem uma história. Nossa individualidade sempre foi latente dentro de nossa alma, e a “história” que faz parte de nós está escrita dentro da memória inconsciente, não reside apenas em nossa psique. Está fielmente decodificada em nossos genes e cromossomos, ativada no sangue que corre em nossas veias.

Somos conscientes, alertas e participantes em um número muito maior de realidades do que sabemos, enquanto nossas almas se expressam através de nós. Nossas consciências diurnas usuais, a consciência dos nossos egos, elevam-se como uma flor do “subsolo”, desta camada inconsciente de nossa própria realidade. Embora não tenhamos consciência disso, nossos egos emergem, depois voltam a cair nos nossos inconscientes, do qual outros egos se elevam como novos em um desabrochar da terra na primavera.

Não temos agora o mesmo ego que tínhamos a cinco anos atrás, não estamos conscientes da mudança, o ego sai daquilo que somos. Nossos egos são uma parte da ação de cada um de nós como ser e de nossas consciências.

O olho não pode ver a mudança de suas próprias cores e expressões, não está consciente do fato de que vive e morre constantemente a mudança de estrutura atômica. Nosso ego não tem consciência que mudam, morrem e renascem continuamente.

Fisicamente, uma célula retém sua identidade, mesmo enquanto a matéria que a compõe é continuamente alterada. Ela se reconstrói segundo seu próprio padrão de identidade, mas faz parte de uma ação emergente e viva, respondendo mesmo em meio a suas mortes numerosas.

Vários nomes são dados a formas estruturais psicológicas, nada significam, mas sim as estruturas por trás deles, elas retêm a nossa identidade, padrão de singularidade, mesmo mudando, morrendo e renascendo constantemente.

Agradecimentos ao grupo Meta-física e ao amigo Luiz Garavello

Meditação Contínua

O DNA é um computador quântico, cujas informações podemos acessar meditando. Cada pensamento é uma informação e tem a energia potencial de uma oração.

Toda intenção é uma consciência instalada dentro dela mesma, padrões emocionais, confrontando-se dentro de si.

Alinhar esses processos e alinhar mente e coração, permite você entrar em processo de criação positiva, criar formas coerentes, conexões com a mente superior ou super consciência que está diretamente correlacionada com o coração.

Assim é a meditação: deixar ser o que é, sem resistência, sem interferências, um reflexo holográfico do que você quer viver. Deixar ser e deixar fluir, observando simplesmente as emoções, relaxando e em silêncio, permitindo que a meditação se faça por si mesma.

Através do fluxo de pensamentos, você observa de um lugar silencioso ao fundo, por trás dos diálogos internos, observando o que surge.

Concentração é o caminho da habilidade. O tempo em que faz o que gosta, passa rapidamente, flui, porque não há resistência e esse é um estado meditativo. O dia acaba e você diz, já acabou? Você se sente cheio de energia e nenhum stress.

Quando brigamos com aquilo que fazemos, criamos resistência, tensão, o tempo não passa nunca e perdemos energia, cansamos e o resultado final é stress. Aí você reclama, resiste e nada flui.

Normalmente buscamos lá fora um preenchimento de uma insatisfação, um vazio que é dentro. E isso surge porque mente e coração estão distanciados. A ponte entre eles que se faz com os sete sentidos e está desconectada ou rompida.

Os prazeres externos que são efêmeros, amortecem os sentidos e não conseguimos tocar a riqueza da vida. Podemos aprender a tocar mais harmoniosamente a nossa vida, então nossos sentidos ficam mais afinados e aguçados, quando estamos tranquilos e relaxados.

Num nível mais profundo, acessamos camadas mais e mais profundas de nós mesmos, acessamos informações transcendentes e todos os corpos vão se beneficiar muito disso.

Você abre cada célula do seu corpo e abre o seu coração. Corpo e mente se fundem em uma só energia e a quietude os unifica. As moléculas do seu corpo se abrem como pétalas de flor e tudo fica mais rico, saudável e alegre. Assim você pode meditar trabalhando, dirigindo, andando. Mente, corpo e sentidos em uníssono. O espaço aberto à meditação nos proporciona alegria infinita.

Mesmo com problemas lá fora, preservamos nossa fonte de abundante energia. Nos sentimos e nos tornamos outra pessoa, porque atingimos outros estados de consciência. A gota de água imersa no oceano sabe que é gota e sabe que é oceano. As ondas cerebrais se fazem coerentes, o foco meditativo é puro deleite e fluidez completa, sincrônica e integrada.