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Awa – A Bebida Feita Com Ti

Nana I Ke Kumu – Em Busca da Origem

Autores: Mary Kawena Pukui E.W. Haertig, M.D. Catherine A. Lee

Folhas de Ti

As folhas de ti são folhas verdes de uma planta tropical da família do lírio (Cordyline Terminalis), que eram utilizadas para proteger contra o mal e para invocar a proteção dos deuses. Eram também usadas para várias finalidades domésticas.

Derivação: Originalmente, ki. Não há outra origem conhecida. “Sempre que mulheres havaianas vão a um lugar sagrado (local de um templo muito antigo), colocam de forma muito disfarçada as folhas de ti dentro dos sutiãs. Assim, sentem-se a salvo”. Mary Pukui declarou isso em 1969.

Dois anos antes o jornal local noticiou o caso de três jovens mulheres que foram “visitadas por espíritos malignos”. Auxiliadas por um policial havaiano, as mulheres usaram folhas de ti e borrifaram os aposentos com a purificadora água fresca e sal (p’kai) para se livrarem da presença dos espíritos.

Um membro da diretoria do Centro relembra uma experiência ocorrida em 1959: “Estávamos na Ilha Havaí quando o Kilauea Iki entrou em erupção. Todos correram para ver o vulcão. Uma de nossas parceiras ficou com muito medo de ir porque estava menstruada e o sangue menstrual é tabu (kapu) e uma ofensa à Pele, deusa do vulcão. Mas havia uma professora japonesa entre nós que conhecia todos os costumes havaianos… Ela caminhou um pouco e trouxe uma folha de ti para a companheira usar e, assim, ela pode ir conosco. A folha de ti consertou a situação.

Os três exemplos demonstram a continuidade da crença de que as folhas verdes de ti possuem qualidades místicas que protegem contra espíritos, liberam tabus e invocam as bênçãos, suplantando a ira dos deuses. A origem dessa crença perdeu-se no tempo. No entanto, sabe-se que o uso das folhas de ti em cerimônias religiosas era feito sob a lei dos deuses (k’n’wai akua).

Mrs. Pukui relata alguns dos usos tradicionais do ti: “Antes das folhagens serem colocadas no altar da hula’i, os pilares de manutenção eram envolvidos com folhas de ti… Uma pessoa que transportasse comida, especialmente carne de porco depois do anoitecer, estava sujeita a ser atacada por fantasmas famintos. Folhas de ti atadas em volta do alimento davam proteção total… A bebida awa oferecida aos espíritos durante uma sessão era preparada e servida em folhas de ti. O espírito que possuía o médium dizia o número e a disposição das folhas”.

A origem havaiana no Taiti está implícita na menção de Mrs. Pukui sobre a caminhada no fogo no Havaí a qual ainda é praticada no Taiti, onde se usa as folhas de ti. “Ti era importante na caminhada no fogo. Ninguém seria capaz de andar no leito de lava que era resfriado apenas o suficiente para suportar o peso do caminhante, sem que este levasse nas mãos folhas de ti. Minha bisavó costumava andar na lava quente dessa forma e nunca se queimou. Nossa linhagem familiar vem dos sacerdotes de Pele e Pele é a deusa dos vulcões. Assim, as folhas de ti invocavam a proteção de Pele.

Mrs. Pukuik conta-nos a historia do uso do ti para remover o kapu sobre o sangue menstrual. O ti protegia a mulher menstruada quando precisava cruzar os domínios de Pele. Meias curtas, braceletes e uma lei (grinalda) feitas de folhas de ti eram usadas pela mulher. De ambos os lados caminhava um homem segurando um talo de folhas de ti como um kahili (estandarte de penas da realeza). Estes eram os procedimentos para emergências de viagem. Comumente, as mulheres menstruadas eram segregadas na hale pe’a (casa menstrual ou local para menstruadas). Mas mesmo ai, o ti tinha sua utilidade.

Queen Li li ‘uokalani Children’s Center “Como um sinal de que estavam em contato com haumia (sangramento), mas protegidas por uma planta respeitada pelos deuses, as mulheres que levavam alimentos para todas na hale pe’a, usavam folhas de ti, Mrs. Pukui, explica.

Ti era também usada para exorcizar um espírito do mal, especialmente quando possuía (noho) uma criança ou alguém incapaz de falar. Mrs. Pokui, relata: “O kahuna fazia com que o possuído deitasse com os pés voltados para a entrada. A seguir batia nele de forma suave, da cabeça aos pés com as folhas de ti. Depois disso, agitava as folhas fora da porta, como se estivesse sacudindo um pano de limpar pó. Isso era feito para mover o espírito possessor para fora da casa. A cerimônia se chamava kuehu (sacudir). A fim de proteger o paciente de outras molestações, folhas de ti eram colocadas sob a esteira de dormir”. Ou: “Quando uma criança pequena estava possuída, o kahuna ou os pais podiam colocar folhas de ti em água com sal e dar para criança beber”. Estes eram os usos sagrados e simbólicos do ti.

As versáteis folhas eram também usadas sem nenhuma irreverência em todos os tipos de atividades domésticas, desde corda para embalar alimentos, até remédios para tosse. Comidas preparadas nas folhas de ti continuam a deliciar tanto os havaianos, quanto os turistas amantes do lu’au. O ti também servia como bandeira de tréguas em batalhas. Ti como ritual, símbolo de proteção é ainda hoje utilizado por aqueles que se identificam com o passado havaiano. Usa-se sempre a folha verde (o ti colorido foi importado muito mais tarde e não possui o tradicional valor de proteção. De fato, o ti colorido é usado em túmulos na Samoa Ocidental e a opinião de que se trata de uma planta para funeral chegou ao Havaí).

Em algumas comunidades havaianas bem isoladas, as mulheres menstruadas usam lei (adornos) feitos com folhas de ti na privacidade de seus lares. Uma jovem mulher que ainda fala e pensa em havaiano explica: “Quando fico inquieta ou amedrontada e tenho a sensação de que algo está junto a mim, no mesmo local, uso folhas de ti”. Nessa situação, as folhas de ti são usadas frescas e ligadas fora sem nenhum cerimonial, quando murcham.

Como em muitos conceitos religiosos havaianos, a crença no simbolismo protetor do ti é muitas vezes misturada ou disfarçada nas interpretações cristãs. Um bom exemplo é dado por um cliente do Centro, atemorizado por um ‘umi, (sensação de sufocamento durante a noite) e que colocou a bíblia em baixo da esteira em vez das folhas de ti e dormiu muito bem sem a sensação ou medo de estrangulamento. No entanto, muitos outros clientes que reportam um intenso medo porque estão vendo fantasmas ou ouvindo vozes dos espíritos esquecem-se completamente das folhas de ti como proteção. Essa lembrança do que é temível e o esquecimento do que é tranquilizador tornou-se atualmente um tema recorrente na cultura havaiana.

Vida, Morte e Huna

Vida, Morte e Huna

Através dos tempos, filósofos, cientistas, teólogos e todos os que pararam para pensar nos porquês das coisas, têm se questionado sobre a experiência e o sentido da vida e da morte.

Os Adeptos do Absurdo decidiram que a vida e a morte não têm significado, então a melhor coisa que se tem a fazer é ignorar a morte até que ela ocorra e, se você ainda estiver vivo, ignorá-la logo após ter ocorrido.

Os Adeptos da Resistência vêem a vida como boa e a morte como má e fazem tudo o que podem para prolongar a vida e evitar a morte, sem considerar a qualidade de vida ou o desejo de morrer.

Os Adeptos do Pós-Vida dizem que a vida é um lugar de provação. Se você segue as regras, terá uma vida diferente e melhor após a morte, mas se você contraria as regras, terá uma vida diferente e pior após a morte.

Os Adeptos das Vidas Cíclicas afirmam que a essência de uma pessoa experimenta a vida e a morte, em um ciclo repetitivo, até que pela graça divina, pelo esforço individual ou pela evolução gradual não existe mais necessidade de nenhuma das duas.

Naturalmente, com os humanos sendo tão criativos, há muitas variações e alternativas para o que foi dito acima. Aqui está uma delas derivada dos Princípios de Huna.

Primeiro, a vida e a morte existem como experiências. Os sentidos e as consequências da vida e da morte são decididos por você com base no que outra pessoa lhe ensinou ou em suas próprias conclusões. Não importando o que a vida e o que a morte possam de fato ser, suas crenças sobre elas irão governar os seus pensamentos e suas ações relacionadas a elas.

Segundo, o Huna assume que a existência é infinita e, dessa forma, a vida e a morte, o tempo e o espaço são diferentes nomes para diferentes tipos de experiências.

Terceiro, uma crença é apenas uma forma de organizar suas percepções ou expectativas para permitir a você certas experiências e não permitir outras. Reorganizando suas percepções e expectativas sobre a vida e a morte você poderá mudar a forma de experimentá-las.

Quarto, toda experiência está acontecendo agora. O tempo é meramente uma crença. Para as pessoas do passado, neste momento você ainda não nasceu. Para as pessoas do futuro, neste momento você já está morto.

Quinto, vida e morte são parte do impulso em direção à realização que chamamos amor. O amor muda como o amante e o amado e sem mudança não há existência.

Sexto, o poder da vida e da morte vem de dentro. Não de dentro da personalidade ou do corpo, mas da nossa fonte espiritual infinita. Fatores “externos” podem influenciar o momento certo ou o modo de vida e de morte, mas não provocam a experiência.

Sétimo, sem dar importância ao que qualquer outra pessoa diga sobre a vida e a morte, o que realmente importa para você é o que você pensa. Você tem o direito de escolher qualquer conjunto de idéias ou crenças sobre a vida e a morte que façam sentido para você e que o ajudem a lidar com essas experiências.

por Serge Kahili King
do texto original “Life, Death and Huna”
Tradução de Luiz Carlos Jacobucci (Brasil)

O Corpo de Deus

Aka é uma palavra Havaiana que se refere à essência da matéria ou ao que poderia ser chamado de “substância divina”. Ela está relacionada linguística e conceitualmente com a palavra em Sânscrito akasia e pode ser comparada, de certa forma, à “matéria astral” ou “matéria etérica”.

Sob o aspecto esotérico, aka exerce duas funções principais. Uma é a de adquirir forma em resposta aos pensamentos. Em outras palavras, o conceito é que os pensamentos dão forma ao aka. Quanto mais fraco for o pensamento, menos substancial será a forma; quanto mais intenso for o pensamento (quanto mais energia estiver associada a ele), mais substancial será a forma.

A segunda função é a de atuar como um meio perfeito para transmissão de energia. No caso dos cordões aka, a ideia é que sempre que você pensar em uma pessoa, local ou objeto, você envia uma linha de força através do aka onipresente, uma porção do qual se transforma no que pode ser chamado de cordão aka. Através desse cordão você pode enviar ou receber ideias e/ou energia psico-emocional e informações de qualquer um dos sentidos.

Um outro conceito nesta linha de raciocínio diz que tudo com o que você entra em contato através de qualquer dos sentidos resulta na criação automática de um cordão aka “pegajoso” que atua como uma ligação contínua entre você e o que você contatou, que será ativado pelo pensamento e que tornará mais fácil um futuro contato. As pessoas, locais e objetos com os quais você mantém contatos mais frequentes produzem uma grande quantidade de cordões, o que ajuda a explicar porque o contato mental é mais fácil com eles.

Entretanto, esta é uma explicação simplista e pragmática que atende as pessoas não-tecnológicas. Se aplicada como uma hipótese, ela irá ser útil e é nisso que os kahunas práticos estão mais interessados. Mas há uma abordagem mais refinada utilizada por alguns kahunas atuais no que diz respeito às ligações psíquicas entre pessoas, locais e objetos. Esta abordagem, que também se baseia no código Huna, diz que a essência aka de qualquer coisa física atua como um transceptor de rádio ou televisão. Ela irradia ou transmite sua própria frequência ou padrão de energia e recebe e retém impressões de outros padrões que irradiam em direção a ela. Quando você pega uma pedra, por exemplo, o campo aka da pedra retém uma impressão do seu padrão de energia e o seu campo aka retém uma impressão do padrão da pedra.

Daí em diante, independente de onde você estiver, ao pensar nessa pedra é como se você sintonizasse um sinal único de rádio/tv e estabelecesse uma ligação ressonante com ela. Se você concentrar seus pensamentos nessa pedra, tudo ocorre como se você estivesse transmitindo seu o próprio sinal específico ou “enviando um cordão aka”.

Quanto mais energia for associada a tais contatos, mais fortes serão as impressões recebidas ou os sinais transmitidos. A intensidade da impressão depende: (1) da natureza do contato (um toque físico deixa uma impressão mais energética do que uma mera aproximação); (2) da frequência do contato (um número alto de contatos deixa uma impressão mais forte); e (3) da quantidade de energia emocional presente durante o contato (o manuseio da pedra durante um estado emocional intenso irá produzir uma impressão mais forte). Assim, ao segurar objetos manuseados por outros, as primeiras impressões recebidas e as mais intensas serão aquelas que foram impressionadas com mais energia. Princípios similares são aplicados na emissão de pensamentos para o exterior. O aka pode ser analisado cientificamente, mas é importante lembrar da sua natureza espiritual. Eu disse em algum outro lugar que “somos os dedos de Deus sentindo a Sua criação”. A parte da criação de Deus que mais nos interessa agora é o universo físico que é formado por aka. Se somos os dedos de Deus, então conhecemos e respeitamos o fato de que o aka e o mundo físico dos nossos sentidos são o corpo de Deus.

 Direitos Reservados da Aloha International, Organização criada pelo Dr. Serge Kahili King
Tradução para o idioma português (Brasil) feita por Luiz Carlos Jacobucci (lcjacobucci@gmail.com)

Aloha e Mahalo

(Este material nos foi passado pelo Antônio Carlos Cardoso)

Aloha e Mahalo

[Pronúncia: ah loh’ hah e mah hah’ loh]

Se você quiser aprender duas palavras em havaiano, aprenda estas. Estas são duas das mais importantes palavras na lingua havaiana, representando um tanto quanto dos valores culturais.

No pensamento havaiano, as palavras possuem o MANA [pronúncia: mah’ nah], que significa o poder spiritual ou divino de cada um, e ALOHA e MAHALO estão entre as palavras mais sagradas e poderosas.

Use estas palavras frequentemente, pois elas podem melhorar e transformar a sua vida. Mas seja cuidadoso ao usá-las, use APENAS se você verdadeiramente sentir ALOHA ou MAHALO. Não explore estas palavras para ganhos pessoais, nem as coloque de forma frívola, usando-as sem necessidade ou sinceridade.

ALOHA e MAHALO são quase que indescritíveis e indefiníveis como palavras únicas, difícil elas serem entendidas, elas devem ser experimentadas.

O mais profundo e sagrado significado está sugerido na raiz gramatical destas palavras. Linguistas diferem em opinião quanto ao significado e origem, mas o que escrevo aqui me foi dito pelo Kupuna (ancião) do Halau (escola) que faço parte.

Em um nível espiritual, ALOHA é a invocação para o divino e MAHALO é a prece divina. Ambas são o conhecimento para aproximar-se da divindade.

ALOHA [Alo = presença, frente, rosto] + [hâ = respiração]

“A presença da respiração divina.”

MAHALO [Ma = dentro] + [hâ = respiração] + [alo = presença, frente, rosto]

“Que você esteja dentro da respiração divina.”

Pense nelas como palavras únicas de bênçãos e preces.

O que segue abaixo, é a tradução aproximada destas palavras, usando o português para defini-las:

ALOHA. 1. Aloha, amor, afeição, compaixão, misericórdia, simpatia, pena, sentimento,  caridade; saudação, lembranças, amor, amante, o mais amada(o), amado(a); amar, apaixonar-se por, mostrar pesar, misericórdia; venerar, lembrar com afeição. Olá, Tchau, até logo, Passe bem…

Aloha `oe!  [ah loh’ hah oe!]

Que você seja amado! Saudação para alguém, dar boas-vindas.

Aloha kâua! [ah loh’ hah KAH’oo (w)ah!]

Que aconteça amizade ou amor entre nós! Saudações para você e para mim!

Aloha kâkou!  [ah loh’ hah KAH’ kou!]

O mesmo que acima, só que para mais de uma pessoa.

Ke aloha nô!  [ah loh hah NOH’]

Aloha com certeza!

Aloha!  [ Ah loh’ hah!]

Saudação.

Aloha au iâ `oe. [ah loh’ hah vau’ ee (Y)AH’ oe]

Eu amo você.

MAHALO. 1. Obrigado, gratidão; agradecer.

Mahalo nui loa. [mah hah’ loh noo'(w)ee loh'(w)ah]

Muito obrigado.

`Ôlelo mahalo  [OH’ leh loh mah hah’ loh]

Cumprimentos.

Mahalo â nui  [mah hah’ loh (W)AH’ noo'(w)ee]

Muito obrigado.

  1. Admiração, estima, respeito; admirar, rezar, apreciar.

`O wau nô me ka mahalo,  [oh vau NOH’ meh kah mah hah’loh]

Respeitosamente.

Fonte: Pukui, Mary Kawena & Elbert, Samuel H., HAWAIIAN DICTIONARY, University of Hawai`i Press, Honolulu, 1986.

A Terceira Inteligência

“O tempo deixa perguntas, mostra respostas, esclarece dúvidas, mas acima de tudo, o tempo traz verdades.”

No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções. A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.

Drª Dana Zohar – Oxford

No livro QS Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polemico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado “Ponto de Deus” no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. Afirma Dana: “A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual”.

Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, coautor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para português. QS – Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Ela falou à EXAME em Porto Alegre durante o 300º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suécia, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo. Eis os principais trechos da entrevista:

O que é inteligência espiritual? É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações. De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência?

Os cientistas descobriram que temos um “Ponto de Deus” no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influência a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional.

Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.

Qual a diferença entre QE e QS? É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.

Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:

  1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo
  2. São levadas por valores. São idealistas
  3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade
  4. São holísticas
  5. Celebram a diversidade
  6. Têm independência
  7. Perguntam sempre “por quê?”
  8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo
  9. Têm espontaneidade
  10. Têm compaixão

Uma Terapia Familiar Havaiana

por Kuoha (adaptado)

Nós ocidentais sempre tendemos a pensar que as grandes descobertas, nos mais vários campos das atividades humanas, são originárias desta banda de cá do mundo. Uma puxada de sardinha para nossa brasa, nada de mais, isso é típico do ser humano. Em parte porque realmente os novos processos tecnológicos demonstram isso de forma evidente. Mas não devemos nos deixar levar só por esse aspecto.

A Huna nos mostra claramente que tudo está interligado, tudo tem uma origem, um acervo comum da humanidade. No campo da terapia, hoje difundida como um fenômeno moderno, amplamente usada na solução dos problemas de ordem emocional com várias escolas de psicologia e psiquiatria.

O velho ditado “roupa suja se leva em casa” retrata bem os problemas de ordem familiar, sentenciados sob uma ótica restritiva que devem ser mantidos no restrito âmbito dos familiares envolvidos. Isso é um dos grandes fatores de dificuldade na busca compartilhada da luz comum no fim do túnel.

Outro ditado que diz que “santo de casa não faz milagre” revela as dificuldades e os aspectos emocionais dos indivíduos de um mesmo grupo familiar e seus Eus Básicos, a dificuldade na busca de uma solução compartilhada entre seus membros. De um modo geral a terapia de hoje consiste em duas pessoas que se encontram. Elas estarão a sós, em convivência particular de horas, numa discussão buscando os vários aspectos da alma. Um ambiente de poderosa troca emocional, na segurança de um ambiente de “confessionário” ou no conforto simples de um quarto com um querido amigo.

A maioria dos terapeutas com frequência aponta que a parte mais dura do processo é o confronto vindo de medos mais profundos e seus segredos mais íntimos. Os que passam por esse processo, enfrentam e lidam quando orientados de forma adequada no apoio de seus terapeutas. Mas o paradoxo que se apresenta é: como o “novo” indivíduo irá lidar com sua “velha família”? Como se comportar diante de velhos jogos de poder estabelecidos na velha ordem familiar? Parece razoável que a saída está na busca de uma solução comum ao grupo buscada em uma arena comum. A terapia familiar hoje existente esbarrou em um método que leva a solução de forma individual, oferecendo uma busca de ordem muitas vezes solitária usando os “próprios materiais individuais”. Isso se não for orientado por um terapeuta bem qualificado, poder trazer mais mutilações ou problemas.

Como encontrar um processo sem perigo e indolor que envolva todos familiares? A resposta pode estar a milhares de quilômetros de distância do grupo familiar envolvido. Em um solitário grupo de ilhas minúsculas no meio do oceano Pacífico, enterradas em raízes de uma cultura milenar e com vasta prática de terapia familiar, isso muito antes de se ouvir falar em psicanálise ou no conceito da família desajustada.

Para as pessoas do antigo Hawaii o conceito de Ohana – família, era muito real. Família não era só os relacionados consanguíneos, mas tudo que é vivente e seus próprios deuses. Cada família tinha seu próprio Aumakua ou deus ancestral que assistia do alto a família, como um grande e amoroso espírito parental, que tudo vê. Esses fortes vínculos familiares produziam benefícios a todos os que se mantivessem unidos a família. Era um forte tricô de todas as gerações. Adorar os antepassados tinha forte significado na educação religiosa da família.

Porém como em todas as famílias humanas, ocorriam dificuldades de vez em quando, briga entre parentes ou intrigas familiares. Nesses casos o mais idoso e experiente da família consultaria um Kahuna Lapa’au, ou sacerdote terapeuta havaiano, para promover uma terapia familiar – Ho’oponopono. Todos em comum acordo participariam reunidos em grupo e de boa vontade, com verdadeiro desejo de solucionar os problemas, pré-requisito essencial na resolução das dificuldades. O Ho’oponopono difere da terapia moderna em três aspectos:

1) Uso da oração e o envolvimento dos deuses no processo.
2) O ato de perdão.
3) A forma apropriada de restituição.

GCMT – Grupo Cura Mútua Telepática

ORIGEM DO GCMT

Na Polinésia, os templos muitas vezes eram grandes plataformas elevadas, pavimentadas de pedra e sobre elas havia várias casas de sapé, cada uma dedicada a um fim especial.
Uma dessas casas era reservada para o bem da tribo como um todo. Era nesta casa que após purificações ritualísticas preliminares das pessoas que se tinham reunido os sacerdotes se ocultavam e realizavam o misterioso ritual de trançar fibras de casca de coco para formar uma corda forte. Uma vez trançada, simbolizava a união dos fios Aka para fornecer força ampliada e enviar as preces ao POE AUMAKUA.
Desta idéia, do significado da corda ou do cordão trançado foi desenvolvido por Max Freedom Long a formação dos grupos de GCMT.

CARACTERÍSTICAS DO GCMT

Uma das características da experiência é a emergência do sentimento de que unidos desta forma nos contatos telepáticos e fazendo um contato via Unihipili com o POE AUMAKUA, nos tornamos uma entidade grupal. Estamos “trançados” em união com nossos fios Aka e passaremos a compartilhar a união ou “unidade” conhecida pelos Eu Superiores.
Sentindo-nos unidos em um “corpo” compartilhando amor, proximidade e camaradagem ao contatar e trabalhar com nossos Eus Superiores, via Unihipili nós estamos sendo guiados, ajudados a nos curar e curar-mos os outros.

OS GRUPOS

A primeira experiência com GCMT no Brasil, deu-se em Canarana – MT, com o grupo da pioneira Ceres Elisa da Fonseca Rosas no dia 2/4/1989. Lá funcionou até maio de 1990. Após esta data, Ceres passou este encargo para o grupo Paz de Veranópolis. Consta no livro de registros que o primeiro trabalho de CMT deu-se no dia 5/9/1990. Na época fazia-se uma vez por mês este tipo de trabalho. Porem já a algum tempo, devido ao grande número de solicitações e aos resultados positivos, passou-se a realizar o GCMT toda a semana.
Temos conhecimento de que outro grupo no Rio de Janeiro tem este tipo de experiência.

COMO É FEITA A CMT

O grupo reúne-se desde às 20 horas toda a quarta feira e inicia a preparação para a Cura Mutua Telepática, preparando o ambiente físico, colocando o Tapete com os princípios Huna, alguns objetos, os testemunhos das pessoas que desejam a cura (assinaturas, objetos de uso pessoal, fotografia, cabelo, e outros) no centro do círculo. Anota-se no livro de registros o nome da pessoa e quadro mental desejado. Na hora marcada, 20h45min às 21h o grupo sentado em círculo, entra em sintonia com os demais que participam juntos telepaticamente. Procura-se harmonizar Uhane – Unihipili para que as preces sejam levadas ao Poe Aumakuas. Faz-se um kala para ter sentimento de mérito. Com respirações acumula-se mana. O coordenador do grupo lê o nome da pessoa a ser curada e o quadro mental desejado, após o grupo faz respirações e repete o nome da pessoa. O quadro mental vai servir de molde ou semente para as preces se tornarem realidades. A repetição do nome serve como um mantra para “trançar” os fios Aka. Visa-se sempre o aprendizado da pessoa com relação à situação que esta está vivendo para que haja cura definitiva. Após ter trabalhado todos os quadros mentais encerra-se o ritual de cura visualizando uma chuva de bênçãos derramada pelos Poe Aumakuas simbolizando que as preces foram acolhidas e já plasmadas. Em seguida o grupo compartilha alguma experiência significativa que ocorreu.

PARTICIPE DO GCMT

Se você deseja participar do grupo telepaticamente, entre em sintonia conosco no dia e hora marcada. Envie seu quadro (de preferência junto com um testemunho) ou o daquelas pessoas que você conhece, e que desejam ser ajudadas , Entre em sintonia com o grupo todas as quartas feiras, das 20h45min às 21h. Se você quiser aprimorar sua participação para a Cura Mútua Telepática, prepare um copo de vidro com água, magnetizando-a com as suas intenções, utilizando a energia de suas mãos, e/ou a energia do sol. Esta água deverá então ser sorvida, gole a gole, durante 15 minutos para regar as sementes pensamentos. A água é um elemento de vida, é energia vital e programada é geradora de saúde.

HUNA KA MANA LOA IKE AO NEI