A Natureza da Realidade Segundo Seth (parte 2)

Temos uma mente “consciente” e podemos, se quisermos, mudar o foco da própria consciência. É preciso ter um senso de responsabilidade pelos próprios pensamentos conscientes, que é a forma de mudar a crença de que somos condicionados inconscientemente.

Algumas dessas crenças tiveram origem na infância, mas não estamos à mercê delas, a menos que acreditamos estar.

Como a imaginação segue as “crenças”, observe se não está em um círculo vicioso, no qual constantemente pinta quadros mentais que reforçam aspectos “negativos” da sua vida. A única saída é estar consciente das suas crenças de modo a harmonizá-las com o tipo de realidade que você deseja vivenciar.

A imaginação e a emoção se seguirão automaticamente, a fim de reforçar as novas crenças.

Crenças sobre a realidade não são necessariamente atributos da realidade. Faça uma distinção clara entre você e suas crenças. Acredite que foram elas que materializaram sua consciência.

Para mudar o que não lhe agrada, mude a crença original, tendo bastante consciência de que se as materializações físicas das velhas crenças ainda perduram, você precisa persistir nas novas crenças até que estas se materializem. Abrace alegremente a ideia e imagine acontecendo em sua mente, saiba que todos os eventos são “mentais” e “psíquicos” primeiro e depois acontecem em termos físicos. Mas não se force conscientemente, a imaginação e a emoção são seus grandes aliados.

E muita cautela para não cair na autodesvalorização, do tipo: eu não sou ninguém, rico sempre rico, pobre sempre pobre e por aí a fora.

Estar atento para desviar o pensamento de ideias negativas para positivas ajuda a equilibrar a concentração e a ganhar consciência do que está criando pra si.

Se você consegue tornar razoavelmente concisos e exatos, os julgamentos e avaliações que são feitas “minuto a minuto”, faz com que cresça a mente “consciente”, o conhecimento e a imaginação, que enriquecem o raciocínio consciente e, por consequência, a experiência emocional.

Suas crenças formam sua realidade, seu corpo e as condições dele, seus relacionamentos pessoais, seu ambiente e, coletivamente, sua civilização e seu mundo.