Bem-vindo Subconsciente – Graças ao Ho’oponopono

Por Jens Weskott

Como todo conhecimento, a Sabedoria Huna evoluiu e incorporou mudanças. Entre outras coisas, isso vale para a tradicional técnica de resolução de conflitos Ho’oponopono. A venerada kahuna Morrnah Simeona, que lecionou na Universidade de Havaí, concentrou-se nos conflitos interiores das pessoas. Colocou o foco no papel relevante do subconsciente e seu contato – através do Supraconsciente – com a Divindade.

Morrnah Simeona

Acima dos três níveis da mente – Subconsciente (Unihipili), Consciente (Uhane) e Supraconsciente (Aumakua) – reafirmou a presença e a ação da Divindade na condução de uma vida harmoniosa. Enquanto à vontade, ao ego e ao longamente enaltecido consciente era retirado seu papel de controlador.

Revolução? Não, evolução em direção a uma psicologia espiritual diferente. Antes de falecer em 1992, Morrnah deu cursos e apresentou sua psicologia nas Nações Unidas. A fundação por ela criada está hoje a cargo de Ihaleakala Hew Len, Ph.D., formado em psicologia pela Universidade de Iowa.

O ponto de partida é a constatação que nosso subconsciente está sobrecarregado por memórias repetitivas, um processo que segundo Morrnah já começou muitas gerações atrás e causa os problemas pessoais atuais. Limpar – e transmutar – tais memórias é uma tarefa que o consciente pode pedir à Divindade, a fim de voltar ao ‘estado zero’ ou ‘vazio’ do subconsciente.

É próprio do subconsciente que esse ‘vazio’ pode ser ocupado seja por memórias ou por inspiração. Paralelamente à nova visão do subconsciente, há uma reavaliação da mente consciente. O Dr. Len o diz assim: “Sua mente consciente tenta entender tudo. Mas ela somente percebe 15 bits de informação enquanto há 15 milhões de bits circulando em cada instante. Sua mente consciente não tem nem idéia do que realmente está acontecendo”.

O intelecto, a mente consciente, acredita ser o solucionador de problemas. No livro ‘A Ilusão de Quem Usa: Reduzindo o Tamanho da Consciência’, o jornalista científico Tor Norretranders traça uma imagem diferente da consciência. Cita estudos e pesquisas, particularmente do prof. Benjamin Libet, da Universidade da Califórnia em São Francisco, revelando que as decisões são tomadas antes que a consciência as faça. E que o intelecto não é ciente disso, acreditando ser apenas ele que decide.

Nas palavras do Dr. Len, a mente consciente não tem o controle sobre o que é experimentado. Inspiração e memória ditam o que a mente consciente experimenta. Insiste, então, em pedir à Divindade sem parar para transmutar as memórias. E cita exemplos ilustres: transmutar ao vazio (Budha), ao limpo (Shakespeare), à pureza (Jesus) e ao silêncio (Goethe). Segundo ele, essa é nossa única tarefa. Não é preciso fazer mais nada além de limpar, apagar, apagar…

“Busque primeiro o Reino (o vazio/limpo/pureza/silêncio) e o tudo restante (Inspiração) será acrescentado automaticamente.”

Essa psicologia transformadora vem do mesmo Havaí que abrigou gerações de xamãs kahunas agindo em segredo. Mas, quão diferente é a versão atual! Houve uma mudança radical desde suas remotas origens até os nossos dias. O subconsciente, tão execrado por Freud e seus fiéis sucessores, virou um membro nobre da casa humana! Sim, é ele que comanda o semáforo. Deixa abrir a caixa de memórias a fim de que seja, simbolicamente, limpa. O consciente pode continuar achando que é ele quem toma as decisões. Mera ilusão. Sujeito a enganos, ele deixa de ser confiável.

Surge aqui um novo ser humano, desprendido, purificado, renovado, à espera de ser plasmado pela Divindade de iluminação ou, nos termos do novo Ho’oponopono de Identidade Própria, um subconsciente impregnado pela Intuição, e não mais vítima das memórias repetitivas.

Diferente do caminho Huna tradicional, não é mais o intelecto que planeja metas concretas. O Dr. Len afirma que “limpar visando um resultado não funciona”. O praticante de Ho’oponopono Al McAllister, autor de e-book do mesmo nome, comenta: “Mas quando você limpa por limpar, pode ser agradavelmente surpreendido pelo que a Divindade escolher como resultado para você. Isso libera a mente consciente de ter que decidir o que deve ou não ser limpo”.

Com o Ho’oponopono estamos assumindo a responsabilidade pelas memórias em comum que compartilhamos com outras pessoas. O intelecto não tem capacidade de assimilar e avaliar toda a informação que se apresenta em relação a qualquer problema, portanto, não sabemos o que está acontecendo em momento algum.

Quando dizemos à Divindade: “Se há algo em mim que estou vivenciando as pessoas de um determinado modo, quero liberar essas coisas: ao se liberar essas coisas, mudamos nosso mundo interior, e isso em contrapartida faz com que o mundo inteiro mude”.

Cita o Dr. Len: “Ao aparecer um problema, o intelecto sempre busca alguém ou alguma coisa para culpar. Continuamos procurando lá fora (de nós) a origem de nossos problemas. Não percebemos que a origem está sempre dentro de nós”.

Morrnah Simeona, a professora do Dr. Len, ensinava que “nós estamos aqui somente para trazermos paz para nossa própria vida, e se trazemos paz para nossa própria vida, tudo em nossa volta encontra seu próprio lugar, seu próprio ritmo de paz”, e isso é tudo que é Ho’ponopono.

De acordo com o Dr. Len, “Ho’oponopono é sobre se entregar e confiar, porque resultados são trabalhos do intelecto. Expectativas são somente memórias se repetindo, e nada na vida acontece acidentalmente. É a Divindade que está orquestrando os eventos, e nosso trabalho é estar em paz”.

“Se insistimos em determinar metas, precisamos estar sempre limpando para aceitarmos se soltar e permitir que nossa vida siga o caminho a ser seguido. Se somos inflexíveis, e temos nossa mente em somente uma meta, perdemos as muitas oportunidades (Inspirações) que provém do Divino”.

Dr. Len: “É imperativo realizar que a pessoa que pratica o processo Ho’oponopono não está curando, e sim que o Ho’oponopono é o processo de se permitir que a Divindade, que criou tudo e sabe de tudo, cancele as memórias que vivenciamos como problemas”.

O Dr. Len continua dizendo que “somos todos Seres Divinos, mas a mente só pode servir a um mestre de cada vez. Pode servir as memórias repetindo os problemas, ou pode servir a Divindade que são as Inspirações”.

“O intelecto tem esta escolha: pode funcionar comandado pelos problemas, ou pode funcionar comandado por Inspiração”.

“O processo Ho’oponopono só precisa de uma pessoa: A Paz começa comigo. E com ninguém mais. Todos querem estar em sintonia consigo mesmo, e só quando conseguirem poderão cumprir seu destino”.

Jens Weskott é pesquisador, autor, renomado especialista em Huna.

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