Para Voarmos Como Uma Borboleta, Temos Que Ter a Ousadia de Sair do Casulo…

Seria vital que todos aprendessem qual é o verdadeiro valor da mudança para que não tivessem receio de se modificar… Assim, como trocamos de roupas quando estão velhas, deixamos de lado aqueles sapatos que não nos servem mais, mudamos de estilo, mudamos de sentimentos, não deveríamos temer a transformação de nós mesmos…

Temos que ter em mente que, querendo ou não, simplesmente mudamos… A mudança é uma ousadia e, portanto, devemos estar sempre dispostos a ousar. É ousando que aprendemos que nada evolui se nós mesmos não evoluirmos e ultrapassarmos os nossos próprios medos, as verdadeiras barreiras que nos impedem de crescer…

Para voarmos como uma borboleta, temos que ter a ousadia de sair do(s) casulo(s)…

Os casulos são os nossos medos, os nossos receios, os nossos verdadeiros impedimentos, que nos fazem pisar em terra firme, porém nos impedem de alçar voos…

A mudança é algo característico do ser humano e isso não quer dizer que para isso tenhamos que mudar a nossa essência, significa apenas que certas coisas não nos servem mais e que devemos fazer uma limpeza interna, destruindo sentimentos que não nos acrescentam e todo o resto que não vale a pena, deixando apenas florir em nós aquilo que nos impulsiona a evoluir e a viver a vida sem receios, com a certeza de que uma mudança sempre significará um passo na direção certa, mesmo que o caminho que iremos trilhar nos pareça incerto…

Mudar é se revestir de forças para enfrentar as situações para as quais não estamos preparados. Assim, devemos encarar a mudança como uma condição para a nossa evolução…

Na vida só evolui quem não tem medo de ousar, quem não tem medo de sonhar e lutar para que seus sonhos se concretizem, mesmo que para isso sejam necessárias várias e constantes metamorfoses de si…

Por isso, eu me permito mudar todos os dias… Com isso, eu sou tudo o que já fui um dia, mas sinto que me renovo a cada manhã, eu me transformo porque as mudanças me fazem surgir nova para enfrentar um novo dia… No novo dia, eu me enxergo na mesma vida do ontem, mas de uma forma diferente, com um olhar que já não vê como ontem porque prefere ver um novo dia com as esperanças renovadas, a fé fortificada e a certeza de que mudei. E é por isso que tenho dificuldades quando me pedem para fazer uma descrição da pessoa que sou…

As descrições não cabem toda a minha essência porque seria demarcar um “eu” que sou naquele instante, mas no segundo seguinte já não sou mais aquela, não sou feita por oscilações, mas por evoluções de mim mesma, por mudanças que me revitalizam…

Dessa maneira, penso que descrições são vagas e limitadas porque desconsideram que cada experiência me faz nova e me renova… Sou incompletude porque, a cada passo que dou, sinto que fui contemplada com mais um pouquinho de vida e litros de experiências…

Por isso, nem mesmo as palavras mais profundas seriam capazes de desvendar a minha essência…

Ela não é mutável, mas eu sou metamorfose constante!

Patrícia Regina de Souza