O Corpo

O Corpo

O corpo não é magro ou gordo, alto ou baixo, saudável ou doente por acaso. Todas essas características são mentais, lançadas por nós sobre nossa imagem. Nós e nossa alma não nascemos ontem, viemos de tempos imemoriais, além do que percebemos ou pensamos como tempo.

As características que temos ao nascermos eram nossas, foi nosso eu interior que as escolheu, elas se alteram a cada momento.

Não chegamos ao nascimento sem uma história. Nossa individualidade sempre foi latente dentro de nossa alma, e a “história” que faz parte de nós está escrita dentro da memória inconsciente, não reside apenas em nossa psique. Está fielmente decodificada em nossos genes e cromossomos, ativada no sangue que corre em nossas veias.

Somos conscientes, alertas e participantes em um número muito maior de realidades do que sabemos, enquanto nossas almas se expressam através de nós. Nossas consciências diurnas usuais, a consciência dos nossos egos, elevam-se como uma flor do “subsolo”, desta camada inconsciente de nossa própria realidade. Embora não tenhamos consciência disso, nossos egos emergem, depois voltam a cair nos nossos inconscientes, do qual outros egos se elevam como novos em um desabrochar da terra na primavera.

Não temos agora o mesmo ego que tínhamos a cinco anos atrás, não estamos conscientes da mudança, o ego sai daquilo que somos. Nossos egos são uma parte da ação de cada um de nós como ser e de nossas consciências.

O olho não pode ver a mudança de suas próprias cores e expressões, não está consciente do fato de que vive e morre constantemente a mudança de estrutura atômica. Nosso ego não tem consciência que mudam, morrem e renascem continuamente.

Fisicamente, uma célula retém sua identidade, mesmo enquanto a matéria que a compõe é continuamente alterada. Ela se reconstrói segundo seu próprio padrão de identidade, mas faz parte de uma ação emergente e viva, respondendo mesmo em meio a suas mortes numerosas.

Vários nomes são dados a formas estruturais psicológicas, nada significam, mas sim as estruturas por trás deles, elas retêm a nossa identidade, padrão de singularidade, mesmo mudando, morrendo e renascendo constantemente.

Agradecimentos ao grupo Meta-física e ao amigo Luiz Garavello