O Físico, O Xamã e o Místico

Sabemos que o DNA emite fótons, uma partícula hipotética, eletromagnética, e que a luz é de dupla natureza, tanto partícula como onda.

Essa luz produz cor viva, uma luminescência e uma profundidade holográfica.

As ondas geradas pelo estado meditativo: alfa e teta, criam um campo energético: a consciência que vai além do tempo e espaço e desloca-se por meio das dimensões.

Porque não ir para lá para ver e colher informações?

Imagine uma escada de luz e suba: – Eu estou em mim, eu estou no meu espírito, os hologramas, os mundos dos sonhos, através das porta gamas, que o cérebro pode abrir de uma maneira consciente. São elas que dão acesso aos mitos, micro buracos negros que o cérebro gera.

Podemos perceber o mundo não somente por aparelhos fabricados, mas através das profundezas de nosso inconsciente que nos permite entrar em contato com outras realidades.

Para ter acesso ao mundo de dentro é preciso interromper o diálogo mental.

O mundo do alto (interior), projeta-se sobre o mundo de baixo (exterior), o que está em cima é como o que está em baixo.

Tudo é a linguagem universal, a da luz.

O corpo etérico é como um envoltório do corpo físico, numa distância de mais ou menos 15 cm. É como a camada de ozônio da terra que queima as energias nocivas que entram na atmosfera, o corpo etérico faz a mesma função. Há pontos na testa que ajudam a fortalecer esse corpo de proteção.

Agora conceba TA’AROA, na Huna, a caverna dos ancestrais.

TA’AROA, o ser cósmico, pegou sua coluna vertebral, sua energia central, para criar as cadeias de montanhas, suas vísceras para criar os flancos das montanhas, seus intestinos para criar os bancos de nuvens.

Esta é a razão por que quando se olha para o céu polinésio, em noite de lua cheia, vemos ali, distintos rostos, mãos, sinais particulares ou grupos de seres, que desfilam silenciosamente no firmamento esbranquiçado pela claridade de Hina, a deusa da lua.

TA’AROA também utilizou seus intestinos para criar as lagostas, os camarões, as enguias que povoam as águas doces e salgadas.

Nesse meio tempo, a duração de PO diminuía. Apareceram as dimensões, comprimento, largura e profundidade.

O ancestral criador agitou-se e de seu corpo de energia jorraram bilhões de partículas douradas, que se densificaram para formar a areia das planícies, do leito dos rios, das florestas selvagens, para ajoelhar-se e repousar.

Numa espécie de encantamento, mugido vibratório, criou a substância da terra, Hawai’i, o espaço invocado que repleta, tornou-se a terra, por sua invocação. Hawai’i, o lugar de nascimento dos deuses, dos reis e dos seres humanos.

Cada parte do holograma vivo encerra a substância do todo.

Uma frequência ligeiramente superior, tornou-se TANE, o ser que se tornou consciente.

TANE, do décimo céu, lá onde corre a via láctea, a água, pela boca dos deuses.

Para os polinésios, somente a palavra é verdadeira, é uma realidade, não um conto.

Para dar graças as belas energias fecundadoras que sustentam a vida é bom guiar a consciência até a memória original.

IKE LA’A KEA
(Permaneça na Luz)