Convivendo Consigo Mesmo

Tudo o que pensamos, sentimos e fazemos – assim como as nossas omissões – têm consequências, não só para nós próprios, mas também para os que nos rodeiam e até para o resto da humanidade. Perceber este processo plenamente, assumir a responsabilidade por ele, e então orientá-lo para o bem, é a melhor forma de fazer um estudo prático sobre a lei do carma em nossa vida. (…)

A influência que eu exerço sobre os outros acabará retornando para mim. Se em geral mantenho emoções saudáveis – como bom humor, otimismo e uma atitude solidária – isto fará com que a convivência com os outros seja agradável, e assim será também a convivência comigo mesmo. Afinal, somos companheiros de nós mesmos pela vida toda, e a qualidade desta convivência é uma questão de carma, isto é, de causa e efeito.

Somos nossos próprios professores, e devemos estimular constantemente nosso próprio aprendizado. Isto se faz tendo uma visão generosa de nós mesmos e investindo no nosso potencial interior, que é imenso. Então será muito mais fácil conviver com os outros e com toda a vida fora de nós.

Reproduzido da obra “O Poder da Sabedoria”, de Carlos Cardoso Aveline, Editora Teosófica, Brasília, 2001, Cap. 3, p. 22.