Associação de Estudos Huna

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Somos Todos Um

Tudo o que existe no Universo é consciência, incluindo você. Sua consciência ou Centelha Divina é quem realmente você é, e não o seu ego.

O ego não é uma entidade à parte. É apenas um processo mental que organiza sua história e lhe dá um sentido de identidade. Faz com que se identifique com seu corpo, nome, filiação, estado civil, profissão, nível de escolaridade, classe social, crenças e religião. O ego traduz um processo de contração da consciência.

O ego funciona através de condicionamentos que são respostas aprendidas, automáticas e repetitivas a um mesmo estímulo. É movido pelo medo e, por isso, privilegia a competição.

O ego serve para resolver questões práticas da vida, é um subordinado útil quando bem organizado. Mas, na maioria das pessoas o ego é quem controla as suas motivações e atitudes.

Quem vive orientado pelo ego pensa primeiro em seus próprios interesses, quer ter razão em tudo e ganhar todas as disputas. Apenas sobrevive, sem criatividade, manifestando uma vida repetitiva e cheia de drama. Todo o sofrimento do ser humano está apoiado no controle do ego, que resiste à realidade e que é separatista por natureza.

A Centelha Divina é seu aspecto mais amplo e sábio, o seu verdadeiro ser. É eterna e está em evolução contínua. Funciona através da criatividade ilimitada, pois tem conexão direta com o Todo. É movida pelo amor, por isso privilegia a cooperação.

Quem está orientado pela Centelha Divina realmente vive, tem o domínio de sua realidade. A cada instante podemos escolher entre ego e Centelha Divina, e essa escolha determina o tipo de vida que criamos.

É importante saber que só existe uma única Consciência que se manifesta de diferentes maneiras. Ela é uma única onda que está em tudo o que existe, nos seres animados e inanimados. Desde um elétron a uma galáxia, tudo tem consciência, mas em diferentes graus. Essa é a explicação para a expressão: somos todos um.

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Exercício: Lidando com a Dor

Lidando com a Dor

Sinta sua dor, seja física, seja psíquica. Que emoção ou dor emocional: raiva, indignação, depressão, lhe causa? Localize a dor no corpo. Os sentimentos ocorrem no corpo e na mente ao mesmo tempo. Perceba essa interação e as sensações que lhe causam dor: Tensão? Contração no estômago? Aperto no peito? Preste atenção e localize-a em um ponto específico do corpo.

Coloque a mão, na parte do corpo, onde localizou a dor e diga: – “Aqui dói”. Se ela estiver em mais de um lugar, toque nessa parte e volte a dizer: – “Aqui também dói”.

Em nosso interior temos o PODER para fazer com que a dor desapareça de qualquer lugar. Nossas “reações” aos acontecimentos externos se localizam no corpo. Criamos emoções que geram dores. Quando entendemos isso, podemos escolher como “reagimos aos acontecimentos”. Você não precisa responder com hostilidade, ansiedade, decepção, depressão, pois você já sabe que essas emoções geram contrações musculares, alteram os hormônios e resultam em dor. E esses efeitos são de nossa responsabilidade e então decide modificar os pensamentos, que geram emoções, que causam desconforto ou dor.

Então, respire e em cada EXALAÇÃO, libere a dor. Respire, EXALE, deixe-a ir. EXALE A DOR.

Não responsabilize ou culpe ninguém por sua dor emocional ou dor física. Lembre que ninguém foi responsável ou a causa da sua dor emocional, mas a sua forma de “reagir” a elas é que causaram a dor.

Agora, dedique algum tempo para ser grato ao fato de você transcender tudo isso e atingir um nível mais elevado de consciência espiritual.

E optando por um caminho de sempre maior sincronicidade, que é o contato com seu EU MAIOR, ou EU SUPERIOR, AUMAKUA.

AUMAMA

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Raiva

Raiva

Uma das emoções mais destrutivas é a raiva. A meta última da transformação e auto-conhecimento é a ILUMINAÇÃO, que é o estado perpétuo de consciência da UNIDADE. A CONSCIÊNCIA CONSTANTE de que você e todos no universo, estão ligados por fios de energia, na grande teia cósmica.

A raiva traz danos a nós e aos demais, pois é a direção oposta da iluminação e da consciência da UNIDADE.

Altera sua harmonia física, mental, existencial, e só diz respeito ao EGO, tirando você da sincronicidade com o Todo, te emperra, quando não te puxa para trás, te afasta das mensagens transformadoras do universo.

Portanto é melhor se afastar dessa forma de turbulência, explodir a raiva resulta em quase nada, a não ser destilar veneno, o que a faz crescer ainda mais.

O objetivo não é avivar a raiva e nem enterrá-la, reprimindo-a. Mas transformá-la, como qualquer emoção negativa.

Primeiro admita que você está sentindo, em que parte do corpo? Sinta-a o mais objetivamente possível. Respire, identifique-a como uma DOR emocional e vá liberando-a, para abrir caminho para a sincronicidade, o seu contato com o EU MAIOR.

IKE LA’A KEA

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Uma Oração para os Novos Tempos

Que honremos o fato de ter nascido, e que saibamos desde cedo que não basta rezar um Pai Nosso para quitar as falhas que cometemos diariamente. Essa é uma forma preguiçosa de ser bom. O sagrado está na nossa essência, e se manifesta em nossos atos de boa fé e generosidade, frutos de uma percepção profunda do universo, e não de ocasião. Se não estamos focados no bem, nossa aclamada religiosidade perde o sentido.

Que se perceba que quando estamos dançando, festejando, namorando, brindando, abraçando, sorrindo e fazendo graça, estamos homenageando a vida, e não a maculando. Que sejam muitos esses momentos de comemoração e alegria compartilhados, pois atraem a melhor das energias. Sentir-se alegre não deveria causar desconfiança, o espírito leve só enriquece o ser humano, pois é condição primordial para fazer feliz a quem nos rodeia.

Que estejamos abertos, se não escancaradamente, ao menos de forma a possibilitar uma entrada de luz pelas frestas – que nunca estejamos lacrados para receber o que a vida traz. Novidade não é sinônimo de invasão, deturpação ou violência. Acreditemos que o novo é elemento de reflexão: merece ser avaliado sem preconceito ou censura prévia.

Que tenhamos com a morte uma relação amistosa, já que ela não é apenas portadora de más notícias. Ela também ensina que não vale a pena se desgastar com pequenas coisas, pois no período de mais alguns anos estaremos todos com o destino sacramentado, invariavelmente. Perder tempo com picuinhas é só isso, perder tempo.

Que valorizemos nossos amigos mais íntimos, as verdadeiras relações pra sempre.

Que sejamos bem-humorados, porque o humor revela consciência da nossa insignificância – os que não sabem brincar, se consideram superiores, porém não conquistam o respeito alheio que tanto almejam. Ria de si mesmo, e engrandeça-se.

Que o mar esteja sempre azul, que o céu seja farto de estrelas, que o vinho nunca seja proibido, que o amor seja respeitado em todas as suas formas, que nossos sentimentos não sejam em vão, que saibamos apreciar o belo, que percebamos o ridículo das ideias estanques e inflexíveis, que leiamos muitos livros, que escutemos muita música, que amemos de corpo e alma, que sejamos mais práticos do que teóricos, mais fáceis do que difíceis, mais saudáveis do que neurastênicos, e que não tenhamos tanto medo da palavra felicidade, que designa apenas o conforto de estar onde se está, de ser o que se é e de não ter medo, já que o medo infecciona a mente.

Que nosso Deus, seja qual for, não nos condene, não nos exija penitências, seja um amigo para todas as horas, sem subtrair nossa inteligência, prazer e entrega às emoções que nos fazem sentir plenos.

A vida é um presente, e desfrutá-la com leveza, inteligência e tolerância é a melhor forma de agradecer – aliás, a única.

Martha Medeiros

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Medo é a Crença no Mal

Nego submeter-me ao medo,
Que tira a alegria de minha liberdade,
Que não me deixa arriscar nada,
Que me torna pequeno e mesquinho,
Que me amarra,
Que não me deixa ser direto e franco,
Que me persegue,
Que ocupa negativamente a minha imaginação,
Que sempre pinta visões sombrias.
No entanto, não quero levantar barricadas
por medo do medo.
Eu quero viver, não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por medo de ser sincero.
Quero ser firme porque estou seguro.
E não porque encobri meu medo.
E quando me calo quero fazê-lo por amor.
E não por temer as consequências de minhas palavras.
Não quero acreditar em algo só por medo de acreditar.
Não quero filosofar por medo de que algo possa atingir-me de perto.
Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.
Não quero impor aos outros, pelo medo de que possam impor a mim.
Por medo de errar não quero tornar-me inativo.
Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável, por medo de não me sentir seguro no novo.
Por convicção e amor, quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer.
Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.
E quero muito crer no reino que existe em mim.

Rudolf Steiner