Associação de Estudos Huna

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O Poder do Agora: MANAWA

Preste atenção… não pisque.

Pense por um momento no que tem te incomodado agora.
PARE.
APRENDA com isso.
DESCUBRA o que há por trás.
TRANSFORME.

Busque dentro de si as memórias de apoio — momentos em que tudo fluiu, em que você se sentiu pleno, capaz, inteiro.
Anote-os. Honre-os.

Use a fórmula simples e poderosa: A, B, C, D e E

  • AAfirmado: declare com clareza o que deseja.
  • BBem especificado: detalhe com precisão sua intenção.
  • CCircunstância: onde, quando, com quem?
  • DDatado: estabeleça um tempo real.
  • EEcológico: livre de negatividade, em harmonia com você e com o todo.

Lembre-se: estamos em constante relação de troca com o universo.
Faça a sua parte.
Não existe vítima.

Confie, como se tudo dependesse de Deus.
Aja, como se tudo dependesse de você.

Construir um futuro glorioso é a maior resposta que podemos dar ao dom da vida.
Honre o que diz com o que faz.
Alinhe palavra e atitude.

Todos nós carregamos camadas de negatividade, mas também somos centelhas divinas, unidos a tudo o que É.
Sem culpa, sem medo: encare seu UNIHIPILI — o banco de memórias e emoções, o guardião das lembranças profundas.

Memórias negativas não são obstáculos, são degraus.
A experiência espiritual nos ensina que nossa essência é divina, e por isso, tudo pode ser transmutado.

  • Além da percepção da fraqueza, está a força.
  • Além da dor, há prazer e alegria.
  • Além do medo, há segurança e proteção.
  • Além da aceitação das carências, está a realização — no AGORA.

O AGORA tem o poder de moldar o amanhã.

Encarar honestamente a si mesmo — camadas e camadas de decepções, crenças, ignorância — é também abrir espaço para aderir cada vez mais ao seu EU SUPERIOR, o AUMAKUA, e caminhar rumo à libertação suprema e à autorresponsabilidade.

Assumir, AGORA, os pensamentos, sentimentos e experiências — positivas e negativas — é reconhecer-se criador da própria realidade, num estado de consciência que transcende a dualidade.

ALOHA NUI LOA
🌺 Com amor profundo, com presença plena.

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Aloha e Mahalo

Aloha e Mahalo
[Pronúncia: loh’ hah e mah hah’ loh]
Por Antônio Carlos Cardoso (*)

Se você quiser aprender duas palavras em havaiano, aprenda estas: Aloha e Mahalo. Estas são duas das mais importantes palavras na língua havaiana, representando um tanto quanto dos valores culturais.

No pensamento havaiano, as palavras possuem o mana [pronúncia: mah’ nah], que significa o poder espiritual ou divino de cada um, e aloha e mahalo estão entre as palavras mais sagradas e poderosas. Use estas palavras frequentemente, pois elas podem melhorar e transformar a sua vida.

Mas seja cuidadoso ao usá-las, use APENAS se você verdadeiramente sentir aloha ou mahalo. Não explore estas palavras para ganhos pessoais, nem as coloque de forma frívola, usando-as sem necessidade ou sinceridade.

Aloha e mahalo são quase que indescritíveis e indefiníveis como palavras únicas, difícil elas serem entendidas, elas devem ser experimentadas, sentidas.

O mais profundo e sagrado significado está sugerido na raiz gramatical destas palavras. Lingüistas diferem em opinião quanto ao significado e origem, mas o que escrevo aqui me foi dito pelo Kupuna (ancião) do Halau (escola) que faço parte.

Em um nível espiritual, ALOHA é a invocação para o divino e MAHALO é a prece divina. Ambas são o conhecimento para aproximar-se da divindade ALOHA [Alo = presença, frente, rosto] + [há = respiração] “A presença da respiração divina” MAHALO [Ma = dentro] + [há = respiração] + [alo = presença, frente, rosto]

“Que você esteja dentro da respiração divina.” Pense nelas como palavras únicas de bênçãos e preces. O que segue abaixo é a tradução aproximada destas palavras, usando o português para defini-las:

ALOHA:

  1. Aloha, amor, afeição, compaixão, misericórdia, simpatia, pena, sentimento, caridade; saudação, lembranças, amor, amante, o mais amada(o); amar, apaixonar-se por, mostrar pesar, misericórdia; venerar, lembrar com afeição. Olá, Tchau, até logo, Passe bem.

Aloha oe! [ah loh’ hah oe!]: Que você seja amado! Saudação para alguém, dar boas-vindas.
Aloha kâua! [ah loh’ hah KAH’oo (w)ah!]: Que oconteça amizade ou amor entre nós! Saudações para você e para mim!
Aloha kâkou! [ah loh’ hah KAH’ kou!]: O mesmo que acima, só que para mais de uma pessoa.
Ke aloha nô! [ah loh hah NOH’]: Aloha com certeza!
Aloha! [ Ah loh’ hah!] Como saudação.
Aloha au iâ `oe [ah loh’ hah vau’ ee (Y)AH’ oe]: Eu amo você!

MAHALO

  1. Obrigado, gratidão; agradecer. Mahalo nui loa. [mah hah’ loh noo'(w)ee loh'(w)ah]: Muito obrigado. Ôlelo mahalo [OH’ leh loh mah hah’ loh]: Cumprimentos.
    Mahalo â nui [mah hah’ loh (W)AH’ noo'(w)ee]: Muito obrigado.
  2. Admiração, estima, respeito; admirar, rezar, apreciar.
    O wau nô me ka mahalo [oh vau NOH’ meh kah mah hah’loh]: Respeitosamente

Fontes de pesquisa: Pukui, Mary Kawena & Elbert, Samuel H., HAWAIIAN DICTIONARY, University of Hawai`i Press, Honolulu.

(Boletim Huna, n° 124)

  • Colaboração da associada Solange Dal Pizzol De Toni

() *Antônio Carlos Cardoso é profundo conhecedor do folclore e das tradições havaianas. Professor de dança da Hula(1). Ele já esteve participando ativamente de eventos promovidos pela Associação de Estudos Huna em nossos seminários com sua esposa e grupo de dança havaiana

(1) – Hula: A dança hula é uma forma de arte havaiana que expressa canções ou poemas cantados através de movimentos corporais e gestos. É uma dança narrativa que representa visualmente o significado das palavras, acompanhada de cantos e instrumentos tradicionais. A hula é profundamente enraizada na cultura havaiana e pode ser tanto uma forma de entretenimento quanto uma prática espiritual e religiosa.

Elaborando mais sobre a dança hula:
História e Significado:
A hula tem uma longa história, sendo parte integrante da cultura havaiana por séculos. Antes do contato com o Ocidente, era usada em cerimônias religiosas para homenagear deuses e chefes, contar histórias e explicar fenômenos naturais.

Tipos de Hula:
Existem dois estilos principais de hula: o hula kahiko (antigo) e o hula ‘auana (moderno). O hula kahiko é mais tradicional, acompanhado por instrumentos antigos e cânticos, enquanto o hula ‘auana é mais influenciado pela cultura ocidental e foca mais nos movimentos e na expressão.

Movimentos e Gestos:
A hula é caracterizada por movimentos fluidos dos quadris, braços e mãos, que representam o significado das canções e poemas. Cada movimento e gesto tem um significado específico e pode representar elementos da natureza, sentimentos ou histórias.

Música e Cantos:
A hula é acompanhada por cantos (oli) e canções (mele), que podem ser entoados por um cantor ou um grupo. Os instrumentos tradicionais, como a cabaça, o pahu (tambor) e as varas de bambu, também são usados para criar o ritmo e a atmosfera da dança.
Cultura e Espiritualidade:
A hula não é apenas uma forma de dança, mas também uma parte importante da identidade cultural havaiana. É uma forma de expressar a conexão com a natureza, os ancestrais e a própria espiritualidade.

Apresentações e Treinamento:
Atualmente, a hula pode ser vista em apresentações públicas, festivais e cerimônias, e também ensinada em escolas e grupos de dança. O treinamento de hula envolve anos de dedicação e prática para dominar os movimentos e a técnica, além de aprender sobre a cultura e a história havaiana.

https://youtu.be/PKHgrO-nkCo?si=pduHHLouAQlZg879

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EU SOU

“Sou aquilo que penso ser.” – IKE

Minha vida é moldada por aquilo que digo de mim mesmo.
Quem eu sou no mundo reflete o que penso ser.
O que tenho no mundo é o que acredito poder ter.
O conteúdo da minha mente é minha escolha.
E, com consciência, descarto, corto e anulo tudo o que não contribui.

KALA – a liberdade de liberar.

O que os outros pensam de mim pertence à narrativa deles – fala mais sobre eles do que sobre quem EU SOU.

Na minha jornada, faço questão de carregar apenas aquilo que escolho com sabedoria, algo que verdadeiramente me sirva e me fortaleça.

Hoje, uma nova corrente de pensamento tem ganhado espaço dentro do campo da ciência:
As medicinas vibracionais se tornam cada vez mais reconhecidas, partindo da constatação de que tudo é energia, frequência e vibração.

Somos muito mais que corpo e mente.
Os conflitos emocionais profundos são, muitas vezes, a raiz das enfermidades e o reflexo do pouco desenvolvimento do corpo consciencial — ou espiritual.

Pensamentos de baixa frequência — como tristeza, medo, mágoa, raiva, competitividade —, quando repetidos e reprimidos, se somatizam no corpo em forma de estresse, e o corrompem.

Hoje, mesmo pessoas de inteligência comum reconhecem:
A causa das enfermidades está na mente, nos sentimentos e na alma.

Julgamentos, recriminações e queixas constantes ferem, antes de tudo, aquele que julga, recrimina e se lamenta.
A tristeza que projetamos volta primeiro para nós mesmos.

Cada um de nós é, simultaneamente, a causa do problema e a solução.

IKE LA‘A KEA
A clareza é força. A luz é consciência desperta.

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Alquimistas

Querendo ou não, sabendo ou não, todos somos alquimistas.
A grande jornada é nos tornarmos alquimistas conscientes — e isso começa com uma premissa essencial: trazer luz ao caminho através da prática do amor.
O amor é a chama sutil e poderosa que nos guia para fora do deserto e das trevas da nossa própria ignorância.

Expandir o amor é permitir que ele transborde e irradie naturalmente.
Somos feitos de Terra, Água, Fogo e Ar — e a matéria, por sua natureza, é inerte. É pelo movimento que ela se transforma, pois é o movimento que desperta e estimula os elementos que a constituem.

Ao compreender o corpo, reconhecemos a alma que o anima — pois é a alma que manifesta o corpo.
Sonhos, projetos, aspirações… são pulsações da alma em movimento.

Paracelso já dizia:
“As plantas não curam. O que cura é a alma da planta em sintonia com a alma da pessoa.”

No coração da alquimia, tudo o que é vivo é formado pelos elementos — e a alma se manifesta por meio deles.
Por isso, não dizemos que uma pessoa é algo, mas sim que ela está.

  • Uma pessoa deprimida? Falta-lhe Fogo.
  • Uma pessoa que não realiza? Falta-lhe Terra.
  • Uma pessoa que não se adapta? Falta-lhe Água.
  • Uma pessoa que não comunica? Falta-lhe Ar.

Nosso corpo, nosso Avatar, é o nosso laboratório alquímico.
E nossos cadinhos, os recipientes da transformação, são dois elementos etéricos:
Pensamento e Sentimento.

Como nos lembra o Primeiro Princípio Huna, IKE:

“O mundo é o que você pensa que ele é.”
E talvez o maior desafio ainda seja vencer a ignorância — o não conhecer a si mesmo.

As duas agulhas do Xamã-Alquimista, tecelão de sonhos,
Pensamento e Sentimento
tecem juntas a grande teia da vida.

A magia é a sabedoria aplicada.
E com MANA, MANA-MANA e MANA-LOA,
manifestamos a consciência desperta: IKE AO NEI.

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Kala e o perdão

Tenho falado muitas vezes sobre as formas de desbloquear o caminho, a senda ao Eu Superior (Aumakua), como um alvo importante dentro da HUNA. Porém descobri, felizmente, que a condição número um é PERDOAR A SI PRÓPRIO.

Através de nossa vida, desde a mais tenra infância, vimos fazendo escolhas conscientes ou inconscientes, que nos levam a cometer ou realizar atos que classificamos como BONS ou MAUS, às vezes até mesmo um simples pensamento. Essa classificação é feita de acordo com nossos condicionamentos sociais, familiares, espirituais etc. Esses atos ou simples pensamentos quando considerados maus pelo Eu Básico(Unihipili) podem causar-nos uma sensação de culpa, na maioria das vezes sem percebermos ou darmos conta disso. De modos que, para que se quebre esse esquema.

ESCOLHER 》ERRAR (ou acertar) 》CULPAR-SE (ou recompensar-se) por muitos chamados de karma e que nós da HUNA sabemos poder ser resgatado totalmente, é preciso quebrar o padrão do circulo vicioso acima através do PERDÃO. Esse perdão começa por nós próprios.

Como é que posso me sentir digno de receber o que desejo, ser merecedor, se não me perdôo por aquilo que Eu Básico (Unihipili) classificou como MAU segundo seus arquivos ainda não racionalizados pelo Eu Médio (Uhane)?

Então sugiro que, ao acordar todas as manhãs e também ao deitar-se, você repita em voz alta, sempre que possível:

EU. … (seu nome), ME AMO, ME PERDÔO E ME ACEITO TOTAL E COMPLETAMENTE.

Um cuidado adicional deverá ser tomado pelas mulheres casadas que mudaram de nome: descobri, ao fazer essas afirmações, que, e mim, meu Eu Básico ainda conservava o nome de solteira. Não havia reconhecido ou aceitado meu nome de casada, alterado por questões vibratórias, eliminando totalmente o sobrenome de solteira.

Então é preciso dizer: “EU FULANA/O DE TAL….. MAS AGORA FULANA/O DE TAL.. etc. São pequenos detalhes que nos ensinam a nos relacionarmos com nosso Eu Básico, quando começamos a aplicar a HUNA de verdade em nosso viver diário.

PROCESSO DE KALA
(desbloqueio)

Perdoe-se totalmente.
Liberte-se totalmente de qualquer culpa: “Perdoe a todos por tudo, totalmente -Não conserve mágoas -Não culpe a ninguém por nada -Aceite total responsabilidade -Creia totalmente em si próprio/a. Aceite e permaneça desejoso/a de usar a energia Universal como sua própria. -Dê total AMOR, sem restrições”.

Então descobrimos que nós não podemos ter tudo o que desejamos, mas PODEMOS TER (repito) PODEMOS TER TUDO que acreditamos MERECER, de acordo com nosso próprio julgamento, feito com base na memória do Eu Básico (leia este parágrafo várias vezes). Porque tudo é uma questão de merecimento.

E continue aplicando a HUNA todos os dias, todos os momentos e todos os segundos de sua preciosa vida!

-ALOHA-
Ceres Elisa da Fonseca Rosas

  • Ceres foi quem trouxe a Huna para o Brasil e também uma das fundadoras da Associação de Estudos Huna no Brasil. Também é autora do livro “Caminho ao Eu Superior Segundo os kahunas”
    Se quiser baixar o livro clique aqui https://doceru.com/doc/n85x8x8s e digite os caracteres do código que nas vai aparecer.