Associação de Estudos Huna

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Consciência Energética

Vamos considerar os três aspectos da nossa consciência: UHANE, desta dimensão, UNIHIPILI, da dimensão psíquica e AUMAKUA, da dimensão superior ou paraíso.

Todos interligados compondo esse ser manifesto neste plano de materialidade.

Só podemos apreciar o mundo das “causas”, através da projetiva dos “efeitos”, que constituem esse nosso mundo.

Somos a pedra bruta a ser lapidada por nós mesmos, nas necessidades existenciais.

Na hiper-física, saímos da ordem cronológica de passado, presente e futuro, para o eterno infinito, sempre “presente”.

Enquanto ignoramos a verdade somos apenas animais de dois pés. Quando desenvolvemos a “sabedoria”, passamos a ser homens/mulheres, heróis, semi-deuses.

Nessa ideia de “n” dimensões, vamos abrindo possibilidades no espaço abstrato que, concebido pela divindade criadora, está em qualquer parte e lugar em essência, presença e potência.

Vamos nos ver galgando, um a um, os degraus de uma escada, ou cadeia de DNA, em forma de espiral. Reflexo do cosmos em nós mesmos, vamos criar o mundo desejado.

Lá, já no alto da nossa escada, de uma cadeia de mundos mais elevados, cujas luzes projetam nas mentes, sombras.

Pressentidos pela intuição, invisíveis seres, se põem em nosso lado, dentro da unidade transcendente que liga todas as essências.

Chegamos junto ao poço da vida, não um poço material, mas símbolo de puras águas cristalinas de sabedoria oculta, de MANA, que desce dos céus, que anima os elementos que sustentam a vida.

Sentimos o espírito planetário que faz mover essa bola de lodo, que chamamos TERRA.

Esse espírito que nos fala no sono e no sonho, pois que a alma não dorme e sim liberta-se do corpo e viaja pelos espaços astrais.

Esse espírito que nos escuta agora, em cada pedido “prece-ação”.

Nós humanos temos três vidas distintas: uma animal, corpórea e terrestre; outra humana, lunar e psíquica; outra divina, espiritual e solar. Sujeitos a duas mortes, a física que priva do corpo material e a psíquica que liga definitivamente a alma ao espírito.

O espírito é imortal e oportuniza a experiência nos planos densos, com descidas e subidas, sendo criador de si próprio, co-autor de toda criação.

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O Físico, O Xamã e o Místico

Sabemos que o DNA emite fótons, uma partícula hipotética, eletromagnética, e que a luz é de dupla natureza, tanto partícula como onda.

Essa luz produz cor viva, uma luminescência e uma profundidade holográfica.

As ondas geradas pelo estado meditativo: alfa e teta, criam um campo energético: a consciência que vai além do tempo e espaço e desloca-se por meio das dimensões.

Porque não ir para lá para ver e colher informações?

Imagine uma escada de luz e suba: – Eu estou em mim, eu estou no meu espírito, os hologramas, os mundos dos sonhos, através das porta gamas, que o cérebro pode abrir de uma maneira consciente. São elas que dão acesso aos mitos, micro buracos negros que o cérebro gera.

Podemos perceber o mundo não somente por aparelhos fabricados, mas através das profundezas de nosso inconsciente que nos permite entrar em contato com outras realidades.

Para ter acesso ao mundo de dentro é preciso interromper o diálogo mental.

O mundo do alto (interior), projeta-se sobre o mundo de baixo (exterior), o que está em cima é como o que está em baixo.

Tudo é a linguagem universal, a da luz.

O corpo etérico é como um envoltório do corpo físico, numa distância de mais ou menos 15 cm. É como a camada de ozônio da terra que queima as energias nocivas que entram na atmosfera, o corpo etérico faz a mesma função. Há pontos na testa que ajudam a fortalecer esse corpo de proteção.

Agora conceba TA’AROA, na Huna, a caverna dos ancestrais.

TA’AROA, o ser cósmico, pegou sua coluna vertebral, sua energia central, para criar as cadeias de montanhas, suas vísceras para criar os flancos das montanhas, seus intestinos para criar os bancos de nuvens.

Esta é a razão por que quando se olha para o céu polinésio, em noite de lua cheia, vemos ali, distintos rostos, mãos, sinais particulares ou grupos de seres, que desfilam silenciosamente no firmamento esbranquiçado pela claridade de Hina, a deusa da lua.

TA’AROA também utilizou seus intestinos para criar as lagostas, os camarões, as enguias que povoam as águas doces e salgadas.

Nesse meio tempo, a duração de PO diminuía. Apareceram as dimensões, comprimento, largura e profundidade.

O ancestral criador agitou-se e de seu corpo de energia jorraram bilhões de partículas douradas, que se densificaram para formar a areia das planícies, do leito dos rios, das florestas selvagens, para ajoelhar-se e repousar.

Numa espécie de encantamento, mugido vibratório, criou a substância da terra, Hawai’i, o espaço invocado que repleta, tornou-se a terra, por sua invocação. Hawai’i, o lugar de nascimento dos deuses, dos reis e dos seres humanos.

Cada parte do holograma vivo encerra a substância do todo.

Uma frequência ligeiramente superior, tornou-se TANE, o ser que se tornou consciente.

TANE, do décimo céu, lá onde corre a via láctea, a água, pela boca dos deuses.

Para os polinésios, somente a palavra é verdadeira, é uma realidade, não um conto.

Para dar graças as belas energias fecundadoras que sustentam a vida é bom guiar a consciência até a memória original.

IKE LA’A KEA
(Permaneça na Luz)

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O Último Porquê

Texto escrito e gravado por Pierre Weil não muito depois de sua vinda ao Brasil. Um livro dele com a mesma abordagem é o Meu Deus, quem é você? (editora Vozes) lançado em 1988, cuja resenha descreve: “Através de pequenas reflexões, o autor tematiza duas questões fundamentais da vida humana: o que é Deus e o que é o Homem. O homem pergunta a Deus. Este, respondendo-lhe, o conduz para o interior de si mesmo, onde se encontra a fonte de todas as respostas.”.

O Último Porquê

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Pensamento

A tão falada “Lei da Atração”, também é a lei da “Presença”, do “Perdão”, da “Graça Redentora”.

E isso supera a promoção no emprego, o carro novo, ou qualquer outra coisa que essa lei possa atrair.

Como o ímã atrai o metal, nós atraímos circunstâncias, pessoas, situações, de acordo com o que pensamos, pois já sabemos: o que pensamos com emoção, materializamos.

Por isso devemos ser mais esperançosos do que preocupados – “Tudo é possível ao que crê”. Tudo que pedires em oração, dizia o Mestre, creiam que já o receberam e assim se sucederá.

Winston Churchill, o estadista, declarou: “Você cria o seu próprio universo enquanto segue adiante”.

O pensamento tem PODER, a palavra tem PODER, então pergunte-se: “o que tenho pensado e falado insistentemente?”

Temos milhares de pensamentos por dia, pela MEDITAÇÃO, podemos aquietá-los, equilibrá-los, cultivá-los.

As emoções são o termômetro dos pensamentos, se você se sente BEM, é porque seus pensamentos predominante são BONS. Do contrário, reavalie, reconsidere, observe-se, sinta-se, em síntese, faça aquilo que te faz bem e evite o que faz mal, simples assim.

É difícil admitir que boa parte das circunstâncias da nossa vida são afetadas por forças dentro de nós.

Nosso principal aprendizado é dominar essas forças, começando pelo “pensamento”.

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Uma Terapia Familiar Havaiana

por Kuoha (adaptado)

Nós ocidentais sempre tendemos a pensar que as grandes descobertas, nos mais vários campos das atividades humanas, são originárias desta banda de cá do mundo. Uma puxada de sardinha para nossa brasa, nada de mais, isso é típico do ser humano. Em parte porque realmente os novos processos tecnológicos demonstram isso de forma evidente. Mas não devemos nos deixar levar só por esse aspecto.

A Huna nos mostra claramente que tudo está interligado, tudo tem uma origem, um acervo comum da humanidade. No campo da terapia, hoje difundida como um fenômeno moderno, amplamente usada na solução dos problemas de ordem emocional com várias escolas de psicologia e psiquiatria.

O velho ditado “roupa suja se leva em casa” retrata bem os problemas de ordem familiar, sentenciados sob uma ótica restritiva que devem ser mantidos no restrito âmbito dos familiares envolvidos. Isso é um dos grandes fatores de dificuldade na busca compartilhada da luz comum no fim do túnel.

Outro ditado que diz que “santo de casa não faz milagre” revela as dificuldades e os aspectos emocionais dos indivíduos de um mesmo grupo familiar e seus Eus Básicos, a dificuldade na busca de uma solução compartilhada entre seus membros. De um modo geral a terapia de hoje consiste em duas pessoas que se encontram. Elas estarão a sós, em convivência particular de horas, numa discussão buscando os vários aspectos da alma. Um ambiente de poderosa troca emocional, na segurança de um ambiente de “confessionário” ou no conforto simples de um quarto com um querido amigo.

A maioria dos terapeutas com frequência aponta que a parte mais dura do processo é o confronto vindo de medos mais profundos e seus segredos mais íntimos. Os que passam por esse processo, enfrentam e lidam quando orientados de forma adequada no apoio de seus terapeutas. Mas o paradoxo que se apresenta é: como o “novo” indivíduo irá lidar com sua “velha família”? Como se comportar diante de velhos jogos de poder estabelecidos na velha ordem familiar? Parece razoável que a saída está na busca de uma solução comum ao grupo buscada em uma arena comum. A terapia familiar hoje existente esbarrou em um método que leva a solução de forma individual, oferecendo uma busca de ordem muitas vezes solitária usando os “próprios materiais individuais”. Isso se não for orientado por um terapeuta bem qualificado, poder trazer mais mutilações ou problemas.

Como encontrar um processo sem perigo e indolor que envolva todos familiares? A resposta pode estar a milhares de quilômetros de distância do grupo familiar envolvido. Em um solitário grupo de ilhas minúsculas no meio do oceano Pacífico, enterradas em raízes de uma cultura milenar e com vasta prática de terapia familiar, isso muito antes de se ouvir falar em psicanálise ou no conceito da família desajustada.

Para as pessoas do antigo Hawaii o conceito de Ohana – família, era muito real. Família não era só os relacionados consanguíneos, mas tudo que é vivente e seus próprios deuses. Cada família tinha seu próprio Aumakua ou deus ancestral que assistia do alto a família, como um grande e amoroso espírito parental, que tudo vê. Esses fortes vínculos familiares produziam benefícios a todos os que se mantivessem unidos a família. Era um forte tricô de todas as gerações. Adorar os antepassados tinha forte significado na educação religiosa da família.

Porém como em todas as famílias humanas, ocorriam dificuldades de vez em quando, briga entre parentes ou intrigas familiares. Nesses casos o mais idoso e experiente da família consultaria um Kahuna Lapa’au, ou sacerdote terapeuta havaiano, para promover uma terapia familiar – Ho’oponopono. Todos em comum acordo participariam reunidos em grupo e de boa vontade, com verdadeiro desejo de solucionar os problemas, pré-requisito essencial na resolução das dificuldades. O Ho’oponopono difere da terapia moderna em três aspectos:

1) Uso da oração e o envolvimento dos deuses no processo.
2) O ato de perdão.
3) A forma apropriada de restituição.