Associação de Estudos Huna

Boletins

Boletim 122

Neste trimestre a AEH traz um presente para os amigos e simpatizantes. O boletim de número 122 está aberto a todos, para que conheçam um pouco de nosso material de estudo.

Traz muitas práticas de assuntos palpitantes como ativação da PINEAL, nossa bolinha de CRISTAL.

Desejamos a todos boa leitura e ótimas práticas.

ALOHA e MAHALO

Artigos

Além da Individualidade – Questionamento Polêmico

“A técnica de pensamento positivo não é uma técnica que o transforma. Ela está simplesmente reprimindo os aspectos negativos da sua personalidade. É um método de escolha. Ela não pode ajudar a consciência; ela vai contra a consciência.

A consciência é sempre algo sem escolha.

O pensamento positivo simplesmente significa forçar o negativo para o inconsciente e condicionar a mente consciente com pensamentos positivos. Mas o problema é: o inconsciente é muito mais poderoso, nove vezes mais poderoso que a mente consciente.

Então, uma vez que uma coisa se torne inconsciente, se torna nove vezes mais poderosa do que antes. Ela pode não ser mostrada da maneira antiga mas irá encontrar novas maneiras de expressão…

E isso é danoso e perigoso também.

As ideias negativas da sua mente precisam ser liberadas, não reprimidas por ideias positivas. Você tem de criar uma consciência que não é nem positiva nem negativa. Isso será a consciência pura. Neste puro estado de consciência, você viverá a vida mais natural e plena de felicidade…

O pensamento positivo é simplesmente a filosofia da hipocrisia – para lhe dar o nome correto.

Você tem que entender que não tem apenas este corpo de carne, ossos e sangue, não apenas este cérebro que é parte do corpo.

Por trás do cérebro, você tem uma mente – que a mente é abstrata – e, por trás do corpo, você tem um corpo astral.

A palavra “astral” vem de estrelas; ela significa luz… Ao invés de carne e ossos, um corpo somente de luz. Este corpo de luz, o corpo astral, tem a mente dentro de si.

Quando você morre, seu corpo físico e sua mente física são deixados para trás. Mas o corpo astral viaja com você, com a mente, com todas as lembranças da vida passada e do corpo, lembrando de todas as feridas e cicatrizes que acontecem no corpo físico.

Este fenômeno abstrato viaja com você; oculto dentro dele está o seu centro fundamental, existencial.

Até que você conheça o seu centro, terá que viajar continuamente de um corpo para outro.

Você já tem viajado por milhares de vidas, juntando mais e mais memórias na sua mente astral, mais e mais memórias no seu corpo astral. Embora o seu centro não seja afetado, ele é envolto pelo corpo astral, e o corpo astral vai de um útero a outro, de um túmulo a outro. Ele é a sua individualidade; ele tem um continuum. Mas o continuum chega ao fim quando você se torna um buda.

Quando você penetra profundamente em direção ao centro, você também está rompendo o corpo astral, fazendo um caminho através da mente, além da mente, através do corpo astral e além do corpo astral, em direção ao centro do seu ser. Um vez que tenha chegado no centro do seu ser, o continuum da individualidade para. Agora começa a existência universal. Você não entrará num útero novamente e não será cremado numa pira funeral novamente. Agora você será um com o todo.

É claro, tudo tem um custo. Você terá de deixar o seu tão estimado amor pela individualidade. Durante milhões de anos, você tem amado a sua individualidade, mas a sua individualidade, no final das contas, é uma limitação.

Agora, dê um salto para fora do continuum e torne-se um com o todo. Você irá desaparecer exatamente como uma gota no oceano. Mas isto é a bênção essencial, tornar-se oceânico, tornar-se cósmico é o mais profundo êxtase.

Você jamais irá se arrepender de perder a sua individualidade.

O que era a sua individualidade?

Você já pensou alguma vez?

A sua individualidade era uma prisão sutil, que o tirou de um útero, passou de um túmulo para outro útero e repetiu as mesmas coisas de novo e de novo e de novo. Esta é a razão pela qual, no oriente, eles chamam isto de ciclo de vida e morte.

Saltar fora deste círculo é todo o propósito da meditação – sair fora deste continuum, que tem sido apenas uma profunda angústia, tortura e sofrimento, e desaparecer no céu azul.

Este desaparecimento não é a sua morte. Este desaparecimento o torna um com o todo. E ser um com o todo é a maior alegria, a maior bênção.”

Osho em Krishna, the man and his Philosophy

Artigos

Maya – A Ilusão e o Código de Lebiniz

Quando Buda disse “Tudo é ilusão”, ele não quis dizer que nada é real. Ele quis dizer que as nossas projeções mentais sobre o que achamos que é a realidade são ilusões, e também quis dizer que os elementos que formam o universo e cada forma que nós vemos (sólida, líquida, gasosa ou plasmática) se forem pegas e vistas a nível subatômico elas não existem de fato, ou pelo menos não existem como nós imaginávamos que elas existiam, como “matéria física”, rígida. Portanto tudo que vemos é uma ilusão, por causa de seu molde ou forma e não por sua essência real. Para o Budismo tudo é a mente, e essa ideia vem ganhando espaço no âmbito cientifico atualmente, pois mesmo que haja um mundo fora de nós mesmos, toda a nossa percepção da realidade é um acontecimento dentro do nosso sistema nervoso.

Graças a física, a física quântica e a lógica, podemos começar entender de forma científica e simples como a realidade funciona e que esse termo pode ser muito relativo. Basta saber que todo universo conhecido é composto por átomos, e os átomos não são sólidos. Os elétrons orbitam em volta do núcleo, mas eles nunca se encostam, assim como você nunca encostou em nada na sua vida, pois os elétrons que orbitam o átomo se repelem (cargas negativas se repelem e o elétron é uma partícula negativa), logo o que você sente através do sentido não é nada mais que impulsos elétricos que trafegam em nosso sistema nervoso em direção ao cérebro, que por sua vez decodifica esses impulsos.

Toda essa “realidade física” de 3 dimensões (Altura, largura e profundidade = Espaço. São 4 se você contar o Tempo. Não confundir Dimensões com Densidades/Planos) é percebida pelos nossos 5 sentidos, visão, audição, olfato, tato e paladar, que são todos apenas sinais elétricos interpretados por nossos cérebros.

Um bom exemplo disso são as imagens que você está vendo no seu computador, que são criadas a partir da interpretação digital de códigos binários.

Em 1713 um matemático suíço, chamado Leibnitz, criou as bases do sistema matemático binário, onde os valores são expressos em função dos estados “1” (ligado, positivo) e “0” (desligado, negativo). Foi a partir daí que foi possível o desenvolvimento dos sistemas binários que é a base dos computadores.

Como podem meros números criarem tudo que vemos digitalmente? Como alguém criou isso? Foi possível porque a mente humana é programada para reproduzir padrões, a realidade digital é uma réplica mais ou menos similar a realidade que chamamos de “material”.

O próprio Leibnitz indicou a semelhança entre seu sistema binário e o I-Ching, que são 64 variações de Yin e Yang, ou seja, vazio e o conteúdo, negativo e positivo.

Sendo assim, podemos dizer que TUDO que ocupa espaço são partes de um sistema de códigos. Nossos corpos são um conjunto de códigos programados para interpretar mais códigos. Esse conglomerado ou esse conjunto de códigos que forma quem nós somos está contido numa “chave biológica” chamado DNA, o nosso Código Genético.

Artigos

Armadilhas Contra a Paz

“Todas as vezes que você pensa, fala ou age movido pelas paixões densas e pesadas, alimentará o poder das sombras. Dentro e fora de você”, falou o Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo da Ordem. Em seguida, concluiu: “Por mais absurdo que possa parecer, acredite, ninguém lhe prejudica mais do que você a si mesmo. Isto serve para todos”.

Estávamos sentados no refeitório do mosteiro, apenas os dois, apreciando o saboroso chá que o Velho preparava com uma mistura de ervas que colhia na floresta do arredor, enquanto admirávamos o por do sol por entre as montanhas. Ele tinha me chamado para conversar por perceber a minha alteração de comportamento após um aborrecido telefonema. O monge me ofereceu uma xícara acompanhada de uma pergunta: “Qual é o único preceito do Código de Ética da Ordem”? Como me calei, ele mesmo respondeu: “Nunca alimentar as sombras”. Deu uma pequena pausa para que eu fosse, aos poucos, alinhando a ideia e prosseguiu: “ Simples, não? Afinal somos todos do bem e, a princípio, não queremos compromisso com o mal”. O monge esperou eu concordar antes de corrigir: “Errado, não é nada fácil. Temos uma enorme dificuldade em identificar as próprias sombras e tudo que as estimula, dentro e fora de nós”. Tornou a calar por instantes e disse: “O grande truque das sombras são seus mil disfarces, a ponto de você pensar que elas não se escondem em suas entranhas”.

De imediato, fiz a óbvia pergunta de como identificar as sombras. Ele arqueou as sobrancelhas como sempre fazia quando queria me pedir para ir com calma e falou: “Aceitar a existência das sombras que existem em nós é o primeiro passo para não permitir ser dominado por elas. Quando as negamos ou as ignoramos, autorizamos que elas se movimentem sorrateiramente em nosso inconsciente, ficando à vontade para manipular ideias e emoções que refletirão em nossas escolhas. Admitir que somos espíritos na terceira dimensão, ou seja, estamos com as vestes de um corpo físico provisório, ainda nos fixa em escala evolutiva onde sentimentos sem leveza nos habitam e precisam ser iluminados e transmutados”. O monge me mirou fundo nos olhos e disse com seriedade: “Esta é a grande batalha desta existência” e complementou: “Repetirei isto tantas vezes quantas forem necessárias, por ser fundamental à conquista da plenitude”.

“Portanto, o discurso de que ciúme, raiva, inveja, orgulho, medo e outros sentimentos pesados não lhe pertencem, é fazer o papel do tolo a abraçar uma sombra mais perigosa, em estágio ainda mais primitivo, a ignorância”. Tomou um gole de chá e continuou: “Mas as sombras possuem outros truques:

  • Emprestam uma das suas inúmeras máscaras e nos fazem crer que somos o que ainda não alcançamos;
  • Convencem a aceitarmos o papel da vítima, ao acreditar que o mundo conspira contra nós;
  • Oferecem passagens de fuga da realidade para as planícies enevoadas da ilusão, na tentativa de evitar o enfrentamento da verdade, sem o qual não haverá cura, transformação e evolução”.

Tornou a ficar em silêncio por instantes e disse: “Há muitos mais, no entanto, a manobra mais cruel é quando as sombras conseguem convencer que apenas querem proteger e insuflam a dar vazão às suas emoções mais obscuras, nos conduzindo à preferência pelos primitivos instintos de sobrevivência ao invés dos sentimentos nobres de convivência. Esta é a armadilha. Você acaba por confundir vingança com justiça; ciúme com amor; crítica com conselho; ignorância com verdade. E, pior, não percebe o equívoco”.

Eu ainda não tinha entendido como fazer para identificar as sombras. O Velho foi didático: “Prestar atenção em qual sentimento verdadeiramente move a cada uma das suas decisões. Depois questionar se na próxima vez pode ser diferente e melhor. Não tenha dúvida, sempre é possível. Só existe evolução quando há transformação. Se você é exatamente o mesmo há muito tempo, desconfie de si próprio, existe algo que precisa ser mudado. Assim mergulhamos em processo de autoconhecimento, para em seguida, pouco a pouco, identificar as sombras que interferem no nosso discernimento. Todo ser com reduzida capacidade de discernimento é ainda um prisioneiro de si mesmo”.

“Então, podemos dar o próximo passo que consiste em iluminar e transmutar essas sombras. O que era mágoa vira perdão; a inveja se altera para a sincera admiração; o ciúme se modifica para a compreensão de que o amor revela as asas, nunca as algemas”. Bebeu um gole de chá e prosseguiu: “O trabalho é pesado, exige sabedoria e vontade, além de muito amor, é claro. Todavia, não tenha dúvida de que você possui todos esses atributos adormecidos na alma. Basta ter coragem de acordá-los para a batalha. Nessa fase passamos a entender que enquanto as sombras trazem a negação, as prisões e as agonias, a Luz tem compromisso com a verdade, a liberdade e a alegria. Só assim transformamos sofrimento em paz. Esta é a cura”.

Ficamos um longo tempo sem dizer palavra. O monge tinha o olhar perdido nas montanhas que avistava através da janela, enquanto eu tentava encaixar todas as palavras na mente. Ele quebrou o silêncio: “A cada decisão somos lanterna a iluminar os passos de toda a gente ou nevoeiro a impor aos outros as nossas próprias tempestades. Daí a importância do coração puro e de uma mente desperta, características de um espírito livre, no momento de cada uma das infinitas escolhas que fazemos”.

Em seguida, o monge abordou outro aspecto da mesma questão: “Em contrapartida ficamos sujeitos a captar a energia liberada por outras fontes. Boas ou ruins, individuais ou coletivas, estamos expostos a todo tipo de carga vibratória. A Física Quântica já provou o que os alquimistas perceberam desde o início dos tempos. Tudo é energia no universo. Até o que denominamos como matéria, nada mais é do que energia condensada. Somos centros geradores e receptores de energia, queiramos ou não. Geramos energia com nossos sentimentos, pensamentos e atitudes. Assim atingimos a todos que estão a nossa volta, fazendo com que se sintam bem ou mal, na variação do tipo de carga vibratória que emanamos, sutil ou densa, a depender do amor ou da mágoa, do nível de consciência envolvido em cada emoção, ideia, palavra ou ação”.

Fiquei curioso em saber como me proteger das cargas energéticas alheias que tanto incomodam e prejudicam. O Velho disse de pronto: “Quem caminha direito não precisa ter medo do escuro”. Ele arqueou os lábios em leve sorriso e complementou: “Antes de se preocupar com os outros é preciso prestar muita atenção a si mesmo. É muito importante que vigie cada sentimento e pensamento que lhe ocorre, pois, em algum momento, se materialização em palavras e atitudes. Quando nos movemos no sentido de pacificar e iluminar a tudo o que nos envolve é criado um campo de força a nossa volta que nos fortalece e protege. Este é o melhor escudo”.

“No mais, aceite os outros com as imperfeições que lhe são inerentes, com a serenidade de saber que você ainda não possui a perfeição para oferecer. Disponibilize sempre o seu melhor sem cobrar tributos por isto. As virtudes são sementes do jardim do universo e, portanto, não são passíveis de negócio. Quanto mais as dividimos, mais elas se multiplicam. Seja sincero consigo e se esforce para que as suas escolhas reflitam o mundo maravilhoso dos seus sonhos, assim estará sendo verdadeiro com todos. Não acredite em tudo o que ouvir, tanto os elogios quanto as críticas, pois as palavras costumam projetar o coração confuso do interlocutor”.

“O mais importante, não menospreze as suas pequenas ações, aquelas que parecem não ter importância. Elas têm grande poder em alimentar as sombras que, aos poucos, se espraiam, contaminam e se instalam no inconsciente de quem está desguarnecido, gerando desequilíbrio, desesperança, agonia, depressão ou violência. É necessário cuidado para não prepararmos as armadilhas que aprisionam. A nós e aos outros. A vida é uma viagem fantástica, desde que você seja capaz de ver a beleza que existe em tudo e todos. Vale relembrar a lição do Mestre: ‘Quando o seu olho é bom, todo o universo é luz”.

Perguntei se toda essa movimentação energética ficava sujeita a Lei da Ação e Reação. O Velho sorriu satisfeito e concordou com o balanço da cabeça. Entendi que atrairia para mim a mesma carga e qualidade energética que emitisse.

“Protegendo aos outros de nossas próprias sombras, acabamos por nos proteger das sombras, individuais ou coletivas, do mundo. Ao harmonizar a emoção densa que me invade, impedindo a contaminação das minhas escolhas, inicio o processo de iluminação e transmutação, a desmontar as cruéis armadilhas contra a paz. O segredo é sempre oferecer o seu melhor e não adiar o importante encontro que cada qual terá consigo mesmo, etapa essencial para o aprimoramento do ser. Trazer o inconsciente para o consciente é fundamental para decodificar a vida”.

Aqui eu tomo a liberdade de abrir um pequeno apêndice. Nessa época, logo após essa conversa, o Velho me sugeriu o seguinte exercício: ficar sete dias consecutivos sem me lamentar de algo ou criticar alguém. Para tanto, era preciso domar os meus impulsos mais densos. A cada falha reiniciaria a contagem ao primeiro dia. Demorei vários meses para conseguir completar a prova, aparentemente simples. Confesso, não foi fácil, mas foi uma belíssima e inesquecível lição de autoconhecimento e plenitude. Entendi que toda vez que você toca no mal, aumenta o seu poder. Porém, o contrário também é verdadeiro e transformador. É pura Luz.

Outros textos do autor em www.yoskhaz.com

Artigos

Momento de Poder no Agora

Brasil

Quando nos recusamos a usar o nosso “Poder” deixamos nas mãos de terceiros a responsabilidade de fazê-lo.

O mundo está como está pela nossa negligência ou inocência em deixar o SISTEMA decidir por nós.

Não podemos esperar descer dos céus, as soluções dos problemas e injustiças do mundo.

Se cada pessoa resolvesse “fazer” ao invés de se queixar, buscar soluções ao invés de ficar dependendo de todo mundo, de instituições, de governo, da boa vontade alheia, o mundo mudaria a partir do interior de cada um. Assumir seu “Poder” e não deixá-lo nas mãos de ninguém. Transformar a sua realidade a partir da “ação”.

O Brasil está precisando de nós.