Conhecimentos Básicos

HUNA

Quer dizer: Segredo! Não no sentido de manter algo oculto, mas sim, de descobrir um sentido mais profundo na nossa existência.
Conhecimento oculto ou realidade secreta é a realidade mais difícil de ser vista. Também significa princípio feminino, mais princípio masculino, o que corresponde à manifestação da VIDA. Leinani Melville diz que HUNA é “profundidade”. Serge King define HUNA como “o que é oculto ou o que não é óbvio”; “nome dado ao conhecimento dos kahunas, filosofia de realização, utilizada em qualquer contexto, pessoal, social, científico, religioso”. E Max Freedom Long assevera que “qualquer associado da Huna não deve desistir de sua fé tradicional, pois, HUNA é uma ferramenta que pode ser usada por todos, a qualquer hora, em qualquer contexto”.

KAHUNA

“Dono do segredo”, “transmissor do segredo”, “perito que faz”, não necessariamente havaiano.
Um kahuna é um Xamã que mergulha na vida com sua mente e seus sentidos, desenvolvendo o papel de co-criador. Os kahunas de antigamente viviam em pequenas comunidades e aprendiam principalmente, como lidar com fenômenos naturais, dominar os ventos, como fazer chover, pois dependiam desses fenômenos para sobreviver. Hoje, vivemos em uma aldeia global e, os ‘kahunas-urbanos’ têm uma tarefa especial que é a de manter uma vida saudável e harmoniosa no convívio social.
HISTÓRICO HUNA

MU

A MÃE PÁTRIA: a Huna é um conhecimento que vem dos mais antigos habitantes da terra, cuja origem remonta ao continente perdido de MU, também conhecido por alguns como LEMURIA, anterior à Atlântida. Este continente era conhecido por vários nomes no antigo Havaí como: “Ta Rua”, “Rani”, “Havai’i”. Localizava-se no meio do Oceano Pacífico. Existiu por 20.300 anos (812 gerações) desde o início dos tempos com (Rai’Rai), até seu afundamento, ocorrido aproximadamente, entre 12 a 13 mil anos atrás.

“TUMURIPO”

Livro através do qual o conhecimento Huna foi preservado. Trata-se de um épico panorâmico de poesia espiritual. Aborda a cosmologia e Mitologia. Seus ensinamentos eram passados de geração a geração de forma oral, somente para os iniciados e treinados em memorização. Acredita-se que o Tumuripo tenha sua origem em MU, posteriormente, no Havaí foi escrito em havaiano arcaico pelo rei Kalakaua. É o “Livro da Criação”.

POVO

Menehunas ou Menehunes, os quais tinham poderes psíquicos secretos, avançada tecnologia e eram muito habilidosos. Era um povo de estatura pequena, tipo pigmeu, considerando os padrões atuais.

MIGRAÇÕES

O Povo de Mu formou várias colônias, espalhando os conhecimentos Huna por vários lugares como Birmânia, Índia Egito, nas Américas e Europa, através dos mestres denominados naakals, que além de transmitirem os conhecimentos, fundavam e governavam as colônias. Na América central, a mais brilhante delas foi a civilização Maia e a mais conhecida foi a Atlântida. Pesquisador como James Churchward, especializado em leitura de línguas mortas e antropologia, estudou tabuinhas muito antigas (entre 12.000 a 15.000 anos), encontradas na Índia e México e escritas na mesma língua; continham uma história atribuída a Mu, assim como, existem outros documentos muito antigos que são testemunhas do fato extraordinário de que, civilizações como as da Índia, Babilônia, Pérsia, Egito, México, etc… São lampejos daquela grande civilização.

CATACLISMO

Quando aconteceu o afundamento, Mu foi destruído e submergiu pela fúria dos vulcões, terremotos e maremotos. Terras antigas mergulharam nos mares em muitos lugares e novas terras surgiram em outros. O continente de MU não existia mais, apenas ilhas espalhadas no vasto vazio do oceano, tais como as ilhas polinésias. Após isso, houve um grande retrocesso na humanidade. No Havaí, foi onde o conhecimento Huna manteve-se preservado devido ao isolamento geográfico das ilhas e também pela forma criteriosa de transmitir, de geração a geração, esse conhecimento.

HUNA NO HAVAÍ

1778 – O Capitão Cook iniciou a colonização pelo branco no Havaí.
1820 – Missionários cristãos chegaram às ilhas e colocaram os Kahunas e adeptos na ilegalidade com o objetivo de erradicar tais crenças por eles consideradas de “superstições”.
Razões pelas quais, o branco não obteve acesso ao conhecimento Huna:
1) Mesmo os brancos tendo invadido o território, os kahunas construíram uma barreira invisível que não lhes permitia ter acesso a seus conhecimentos. Isso fez com que o invasor ficasse mais confuso em suas conjecturas.
2) Os invasores ressaltavam somente aspectos negativos.
3) Os estrangeiros não conseguiam se expressar fluentemente na língua local; os havaianos não falam somente pelos sons, mas também pelos gestos e entonações.
4) Os havaianos não conseguiam se expressar em inglês.
5) Com o propósito de “administrar um medicamento para a saúde dos bárbaros” o estrangeiro substituiu letras da língua havaiana como: o “R” pelo “L”, “T” pelo “K” e o “V” pelo “W”. Ex.: “Honoruru” tornou-se “Honolulu”, “Tahuna” tornou-se “Kahuna”.
Por esses motivos e outros mal-entendidos houve fatos como esses:
Quando os historiadores perguntaram aos havaianos de onde vieram, os nativos do Havaí deram as seguintes respostas:
1 – “Mai ta reva mai, matou” – Quer dizer: “nós flutuamos para cá, vindos do firmamento”. Porém, os calvinistas muito literais traduziram como: “os havaianos viajaram para o Havaí, pelo oceano”. REVA significa céu, oceano da criação e não o oceano desta terra.
2 – “Mai ta PO mai, matou” – Quer dizer: “nós viemos de PO”. A palavra PO tem vários significados, entre eles: vasta escuridão do espaço, antes de Deus soprar seu sopro divino (ou seja, outra dimensão), além de, obscuro, sem luz, noite, caos, desorganização, o que levou os estrangeiros a deduzirem “os selvagens do Havaí vieram da obscuridade”.
3 – “Tanata mai Tahiti mai” – Quer dizer: “O homem veio do Tahiti”. Os estrangeiros deduziram que os havaianos teriam vindo em canoas, das ilhas taitianas como Bora Bora. No entanto, a palavra Tahiti tem muitos significados para os havaianos, como: país remoto onde se viveu no passado (Mu), esfera celestial onde a origem divina do homem foi estabelecida, ou ainda, atravessar o tempo, conquistar a distância. Há que se entender, portanto, como correto, que os havaianos são originários de MU.

HUNA NO SÉCULO XX

No início do século XX, Max Freedom Long, psicólogo, estudioso de esoterismo e das religiões, professor e lingüista, numa noite teve um sonho: deveria ir a determinada esquina da cidade onde morava… Levando a sério o sonho, no dia seguinte foi ao local e lá encontrou um amigo que há muito não o via. O amigo estava muito ansioso, pois havia se inscrito em um programa para trabalhar no Havaí. Uma das normas deste programa era que a pessoa indicada não poderia mais desistir, a não ser que encontrasse alguém para colocar em seu lugar. Max aceitou o convite e foi para o Havaí. Lá, recebeu a direção de uma escola localizada em uma das ilhas, instalando-se perto do vulcão Kileauea.
Logo lhe chamou a atenção, discretas referências aos “mágicos nativos” os “kahunas” ou “guardiães do segredo” e fatos como curas através da magia, leitura e modificação do futuro, caminhadas sobre as lavas de vulcão e outros acontecimentos. Isso despertou sua curiosidade e passou a pesquisar. Estranhou muito que suas perguntas não eram recebidas de bom grado e não eram respondidas. Max então, ficou sabendo que os kahunas haviam sido colocados na ilegalidade e que todas as atividades ligadas a eles e a seus adeptos eram estritamente confidenciais, pelo menos para os estrangeiros. Essas recusas estimularam ainda mais sua curiosidade.
Ao iniciar seu quarto ano no Havaí, Max F. Long mudou-se para Honolulu e ali começou a fazer visitas ao Museu do Bispo (Bishop Museum, instituição fundada pela Realeza Havaiana destinada a sustentar uma escola para crianças de sangue havaiano) com a finalidade de encontrar alguém que pudesse lhe dar respostas às perguntas que o intrigava. Ali encontrou o Dr. Brigham, que após longas conversas e muitas perguntas lhe disse: “Há quarenta anos eu estudo os Kahunas e procuro encontrar uma resposta às perguntas que você acaba de fazer. Os kahunas de fato usam a magia. Curam e matam, podem prever o futuro e modificá-lo, andar sobre uma torrente de lava incandescente…” A partir de então, surgiu uma grande amizade entre Dr. Brigham e Max F. Long. Dr. Brigham passou-lhe todo seu acervo de estudo e pesquisa, suas experiências, inclusive a do passeio sobre as lavas incandescentes debaixo da proteção dos kahunas, mas mesmo assim, Dr. Brigham não havia conseguido desvendar o mais leve indício de como os Kahunas exerciam a magia. No entanto, já havia chegado a algumas conclusões, como por exemplo: os kahunas usavam algo ainda não descoberto, que não era sugestão nem algo do conhecimento da psicologia. E que deveria haver alguma força exercendo esse controle. Deveria também haver alguma forma de substância, visível ou invisível, através da qual a força podia agir. Dr. Brigham estimulou muito Max a continuar as pesquisas.
Quatro anos após Max F. Long ter conhecido o Dr. Brigham, este veio a falecer deixando-lhe toda a responsabilidade, pois provavelmente Max, seria o único homem branco, que sabia o suficiente para continuar as investigações da magia nativa que estava desaparecendo.
Em 1931, MFL sentindo-se derrotado por não ter conseguido desvendar o segredo dos kahunas, deixou o Havaí regressando aos EUA.
Em 1935, em meio à noite, subitamente acorda com uma idéia que o conduziu para a solução do que talvez, contivesse a resposta às suas indagações. A idéia que lhe ocorreu foi a de que os kahunas deveriam possuir nomes para os elementos da magia. Sem os tais “nomes”, eles não poderiam ter passado seus conhecimentos de geração a geração. Como o idioma que falavam era o havaiano, as palavras deveriam estar nesse idioma. Lançando mão de um dicionário havaiano-inglês, feito pelos missionários e cuja tradução não deveria ser a mais fiel, concluiu que a melhor solução seria estudar o significado das raízes e das palavras. Partindo do conhecimento geral de que os havaianos diziam que o homem tinha duasalmas, Uhane e Unihipili, iniciou sua pesquisa, estudando os radicais dessas duas palavras.
Após alguns meses, Max já havia descoberto inúmeras coisas e achou que poderia fazer uma pequena publicação em inglês. Nesta publicação, havia seu endereço e isso fez com que recebesse várias cartas. Dentre elas, a de um inglês, Wiliam Reginald Stewart, na qual relatava ter estado em sua juventude, no Norte da África, com uma tribo berbere e, que as palavras usadas por eles na magia secreta, eram semelhantes às usadas pelos kahunas do Havaí. Esse relato também foi importante para algumas descobertas de Max F. Long, como para comprovar a existência de um espírito denominado Aumakua.
Max compilou seus estudos e expôs suas pesquisas em dez volumes: MILAGRES DA CIÊNCIA SECRETA, CRESCENDO NA LUZ, A CIÊNCIA SECRETA EM AÇÃO (em português). Em inglês: WHAT JESUS TAUGHT IN SECRET, SHORT TALKS ON HUNA, TAROT CARD SYMBOLOGY, MANA, OR VITAL FORCE, THE HUNA CODE IN RELIGIONS, PSYCHOMETRIC ANALYSIS e SELF-SUGGESTION.
Na realidade, outros autores também contribuíram para o estudo e aprimoramento da psicofilosofia Huna, tais como, Leinani Melville, havaiano, neto de Kahunas que escreveu uma obra fundamental para compreensão da Huna, “CHILDREN OF THE RAINBOW” que trata da mitologia havaiana e do TUMURIPO – o cântico da criação – uma das versões mais antigas da HISTÓRIA DA CRIAÇÃO. É um épico panorâmico de poesia espiritual, de origem desconhecida. Presume-se que esse cântico, sobre a criação, tenha se originado no continente de MU.
Na atualidade, temos outro autor importante. Trata-se de Serge King, professor universitário PhD em Psicologia pela faculdade da Califórnia. King foi adotado e iniciado por um Kahuna, Wana Kahili, tornando-se um deles; pertence à Ordem de Kane. Sua obra tem contribuído para a implementação dos estudos sobre o xamanismo havaiano e práticas da Huna. King tem um livro publicado em português intitulado “Imaginação Ativa”, que aborda o xamanismo havaiano. Outras obras importantes de King são Urban Shaman e Kahuna Healing.

ASSOCIAÇÃO DE ESTUDOS HUNA

Max Freedom Long fundou a Associação de Estudos Huna, nos EUA, entidade que congrega pessoas que se identificam no estudo dos segredos e da magia dos nativos havaianos. Com sua morte, Otha Wingo deu continuidade à entidade permanecendo até os dias atuais.

No Brasil, em 1961, foi editado o livro “Milagres da Ciência Secreta no Brasil” de M. F. Long pelo grupo Editorial Monismo Ltda.

Em 1975, Ceres Elisa da Fonseca Rosas iniciou os primeiros contatos com a HUNA RESEARCH, através do Dr. Juan Alfredo César Müller, que trocava correspondência com Max F. Long. Ceres E. F. Rosa adquiriu as Cartas Sobre Huna e obteve, também, permissão para traduzi-las. Nesse mesmo ano, criou-se um grupo de estudos coordenado por ela.

Em 1987 a AEH foi fundada oficialmente no Brasil por Ceres E. F. Rosas, Juan C. Müller, Jens F. K. Weskott, os quais, compuseram a primeira diretoria, juntamente com mais algumas pessoas que figuram como os primeiros associados.

Hoje, a AEH é regida por Estatutos Sociais, devidamente habilitada e legalmente registrada. É composta por diretoria com mandato de três anos, escolhida por eleição, através de Assembléia Geral Ordinária, tendo ainda um Conselho Deliberativo que atua junto à Diretoria. A meta principal da AEH é a divulgação da Psicofilosofia HUNA através de publicações de boletins trimestrais, livros, assim como, promover o entrosamento dos associados através da participação em encontros, palestras, cursos e outras atividades.

OS DEZ ELEMENTOS DA HUNA

Os kahunas tinham um entendimento completo da consciência humana, sua natureza, divisão e das forças através das quais os elementos da consciência agiam. Assim, ao conhecer os dez elementos da Huna, e, sabendo lidar com os mesmos, abrir-se-á possibilidades ilimitadas de agir e de conectar a vida. Dessa forma, passamos a FLUIR com o grande rio da existência, usufruindo nosso direito natural de viver com abundância e bem-estar. Assim, no dia a dia, ao aplicarmos esse conhecimento, coisas que a princípio parecem milagres tornam-se normais.
Diante da complexidade da mente humana, os Kahunas dividiram-na em três aspectos ou espíritos: UHANE, UNIHIPILI E AUMAKUA.
Cada um tem função própria a desempenhar na vida e devem trabalhar juntos, harmoniosamente, para cumprir seu papel em qualquer situação.
É nosso objetivo, dominar o colosso do Unihipili e disciplinar o quase incontrolável Uhane, e, dessa forma obter um contato franco com o Aumakua, detentor de nossa parte divina.
O que podemos conseguir com a Huna?
É tudo o que queremos desde que com isso, “não fira e nem prejudique ninguém”. Ex. Modificar o futuro próximo, desenvolvermos espiritualmente, conseguir um relacionamento mais harmonioso em si e com os outros, ter mais percepção extra sensorial, eliminar doenças, complexos, emoções como medo, depressão, solidão.

UHANE

Uhane é a única parte consciente, sobre a qual temos controle direto; o desenvolvimento desse aspecto é de suma importância para o estudante da Huna. É a mente consciente que opera clara e diretamente. Tem poder racional, é inteligente, e tem força de vontade. Mente que fala e pensa. Uma das funções principais do Uhane é decidir aonde focalizar a atenção. Se aumentamos a atenção sobre uma coisa, implica que deixamos de focalizar muitas outras. Isso é significante, porque são escolhas. É o Uhane que decide o que é importante ou não. O que está certo e o que está errado, baseando-se na memória. Para o Uhane, a motivação principal é a ordem, ou seja, tem a ver com regras, categorias, entendimento, discernimento, lógica. Entender ou racionalizar não significa que haja uma mudança significativa, ou seja, é necessário que o Uhane imprima esses comandos no Unihipili. Uma das funções do Uhane é aprender a trabalhar com o Unihipili e com o Aumakua expressando a harmonia da trindade.
Sua arma principal é a imaginação criativa. O desenvolvimento da imaginação é importante, pois é através dela que podemos influenciar direcionando a mana para criarmos. Para que isso aconteça, é necessário que tenhamos a atenção sustentada, isto é, Uhane e Unihipili focalizados na mesma coisa, ao mesmo tempo. Porém, a tendência desse aspecto da consciência é dominar os demais. É preciso, às vezes, acalmar o Uhane, fazê-lo diminuir suas tagarelices e dar uma oportunidade ao Unihipili e ao Aumakua de se expressarem.
Pode acontecer que o Uhane fique alheio e deixe o Unihipili tomar conta da situação, deixando de fazer acontecer aquilo que desejamos.
É o único aspecto de consciência que pode pecar, lembrando que somente existe um pecado na Huna, qual seja, o de ferir alguém.

KINO-AKA

(KINO-AKA: corpo, molde sombreado, substância sutil) O Uhane habita um corpo sutil, ou seja, o kino-aka do Uhane. É o molde invisível do Uhane. É mais sutil que o kino-aka do Unihipili. Não é pegajoso.

MANA MANA

É a energia vital que o Uhane opera. O Uhane transforma a mana fornecida pelo Unihipili, numa outra força mais forte:a mana-mana. Por isso, o termo “mana mana” indicado com a duplicação da palavra quer dizer que o poder dessa energia também se duplica. É a força que contribui com a VONTADE, e deve permanecer forte quando queremos, como por exemplo: manter um regime alimentar, parar de fumar ou eliminar qualquer outro hábito, assim, como mudarmos um sonho. (Projeto de vida). Uhane utiliza essa energia de dupla força em todos os pensamentos e atividades em que haja vontade.
Essa mana era simbolizada pelos kahunas, pela água. Da mesma forma que água preenche os espaços, a mana também flui e preenche.

UNIHIPILI

O Unihipili se manifesta pelo desejo, alimentando os sentidos físicos com suas memórias geneticas através do corpo e pelas memórias aprendidas dos grupos músculares. É o que derrama lágrimas. Não conseguimos derramar lágrimas sem antes sentirmos emoções (amor, ódio, medo, raiva). Todas essas emoções provêm da memória do Unihipili que dão condições de pensar ao Uhane; podem ser tão fortes a ponto de superar a vontade do Uhane.
Sua principal função é a memória. Graças ao Unihipili, podemos aprender, lembrar, desenvolver habilidades e hábitos, manter a integridade do corpo e guardar um sentido de identidade durante o dia a dia.
A memória é guardada em forma de cachos no kino-aka do Unihipili, onde os pensamentos, idéias e experiências são agrupados por associação. Faz o registro de todas as impressões tanto dos fatos bons quanto dos ruins em forma de molde delgado de substância aka.
Tem raciocínio dedutivo partindo das imagens que lhes são fornecidas. Associa memórias (cachos) para a concepção de um raciocínio, pelo Uhane.
Quando solicitado, o Unihipili responde, rapidamente ao comando do Uhane, formulando lembranças e enviando-as, dando-nos a impressão de que, o que falamos ou escrevemos está registrado no Uhane.
No Unihipili estão impressas nossas crenças, nossa memória genética (o DNA é a expressão de um programa feito em PO) e a aprendida. A memória fica guardada no corpo como um modelo de vibração ou movimento. Quando há um estímulo, interno ou externo, mental ou físico, o movimento ocorre e a memória é liberada. Isso dá origem a um comportamento mental, emocional ou físico.
O Unihipili é muito semelhante a um computador: Ele tem na memória dois tipos de programas: INSTINTO (memória da máquina) – são as funções involuntárias do corpo intrínsecas do Unihipili (programadas em PO). Unihipili é responsável pela fisiologia do corpo, crescimento, desenvolvimento, manutenção (metabolismo), recepção e transmissão sensorial. HÁBITOS (memória acrescentada) – são os registros captados pelos cinco sentidos que passam a se incorporar ao Unihipili. Ou seja, a reiteração de procedimentos que acabam transformando-se em costumes. Assim como também, qualquer coisa que você ouve, vê, toca, cheira ou diz, de igual modo, é inserido no cacho de memórias. E isso acontece pela participação da mente consciente, de forma direta ou indireta. PROGRAMAÇÃO DIRETA envolve a vontade do Uhane. PROGRAMAÇÃO INDIRETA envolve aprendizagem inconscientemente admitida tal como aceitação e incorporação do medo que os pais tinham com referência a temporal, cobra ou a chamada predisposição hereditária com relação a certo tipo de doença. O Unihipili armazena também idéias não percebidas pelo Uhane no momento de sua formulação. Uhane não sabendo que estão lá, não as solicita podendo, o Unihipili em determinadas ocasiões, fazer com que Uhane não possa controlar a sua manifestação. Muitas pessoas recebem respostas a pedidos que não lembram de haver feito; mas se a resposta veio é porque o pedido foi feito. O pensamento geralmente não pode ser conservado secreto, ele se cristaliza em hábito e se torna verdadeiro no mundo exterior, para todos verem. Ocorre também que Unihipili nos fornece informações fundamentais para o autoconhecimento e ajudam a promover importantes transformações psíquicas.
O Unihipili pode cumprir ordens e ser influenciado por sugestões hipnóticas, por fatos importantes que assistimos, pelo diálogo que devemos ter para explicando-lhe, por exemplo: que é prejudicial identificarmos com fatos negativos. “Um certo grau de separação é importante para que as coisas funcionem melhor”.
O Unihipili tem a habilidade de sentir a irradiação das coisas, objetos, inclusive as não registradas pelos sentidos fíisicos. Portanto habilidades como telepatia e percepção extra-sensorial são do Unihipili.
O Unihipili gera, guarda, distribui, e transmite toda a mana e obtém completo controle sobre ela.
É da responsabilidade do Unihipili fazer o contato e remeter qualquer prece-quadro ao Aumakua quando instruindo pelo Uhane. Sabemos que o Unihipili pode entrar em contato com o Aumakua e ser influenciado por ele. Esta comunicação é telepática e por imagens, tem que ser feita dessa forma para que funcione. Porém, às vezes temos bloqueios, fixações, sentimento de culpa e o Unihipili não se conecta ao Aumakua. Temos então que desobstruir o caminho.
A motivação principal do Unihipili é o prazer; foge da dor, do medo e do medo da dor.
O Unihipili, fazendo-se uma analogia com o que diz Serge King, é como uma asa delta perfeitamente desenhada: quando usada, se for excessivamente controlada não vai funcionar como deveria, porém sob uma direção cooperativa fará o que queremos, e sem direção, irá onde as correntes da vida a levarem. Procure, pois, dialogar com o Unihipili, conversar a respeito de sua vida, de seus relacionamentos, de suas necessidades, de seus problemas… E de estar ou não feliz com… Estabeleça uma relação de confiança. Podemos fazer isso a qualquer tempo.
Unihipili: é necessário comunicar-se com ele para compreendê-lo, entendê-lo a fim de que possamos treiná-lo a trabalhar cooperativamente com o Uhane. Max F. Long sugere que escolhamos um nome ao Unihipili para tornar mais fácil a comunicação e a transmissão de ordens. Ele vai responder de forma mais positiva quando quiser modificar algum hábito.
O Unihipili tem características próprias, muitas vezes é brincalhão, primitivo, mal humorado…

KINO-AKA DO UNIHIPILI

Habita o corpo físico como imagem e o ultrapassa, forma uma camada protetora capaz de regular a entrada e a saída de mana. Não tem forma fixa, pode alongar-se estendendo “fios” de sua substância aka. É inquebrável e “viscoso”. O fio-aka é pegajoso e estende-se sem partir. As ligações quando formadas permanecem tênues se não alimentadas ou pode tornar-se um cordão-aka, se os relacionamentos forem fortalecidos. Uma vez reforçado, o fio-aka torna-se um perfeito condutor de mana e pode ser usado para conduzir formas-pensamento. O kino-aka liga o Unihipili ao Aumakua, estabelecendo a conexão. Entretanto, se houver fixações de sentimento de culpa, se estabelece um bloqueio do caminho. Tem a propriedade de armazenar mana.Tudo tem Unihipili, portanto kino aka.
Na imagem do kino-aka do Unihipili, o modelo do corpo físico, encontra-se os “CENTROS DE PODER” que regulam e concentram o fluxo de mana. Eles podem “abrir” ou “fechar” como válvulas e desse modo regulam a entrada e saída de mana. São eles: coroa, peito, umbigo, osso pubiano, palma das mãos, planta dos pés, e os secundários: sétima vértebra cervical e cóccix. Completam-se com os ângulos dos ombros e quadris.

MANA

Energia de baixa voltagem que permeia o universo e concentra-se nas coisas vivas. Energia utilizada para a sobrevivência, encontrada nos alimentos, água e ar. O Unihipili armazena essa energia em seu kino-aka e a compartilha com os outros aspectos da consciência, que a transformam, em seu próprio nível. Esse tipo de mana pode ser usado para formar uma sobrecarga, da qual, originam as formas-pensamento, tão fortes, que perduram e cristalizam o futuro. Força-desejo.
A eficácia de todas as práticas psíquicas é determinada pela quantidade de mana. Portanto é importante saber como acumular mana e podemos fazer isso pela visualização consciente. A água em movimento é símbolo de mana. Os kahunas havaianos utilizavam muito visualizar o corpo como se fosse um vaso enchendo de água até transbordar para acumular mana. Outras técnicas existem para acumular mana, tais como a respiração e a ingestão de determinados alimentos. Acumulamos mana principalmente quando temos emoções. A emoção é o movimento de mana no corpo acompanhado de um pensamento específico.
Técnicas de abordagem direta do unihipili

Pode ser feita diretamente com o uso do pêndulo, pedras xamânicas, cartas ou qualquer outra técnica de abordagem do inconsciente. Isso vai fazer com que você conheça mais a personalidade do Unihipili: tranqüilo, brincalhão, caprichoso, difícil ou colaborador…
Você pode questionar, pedir a opinião do Unihipili, pode ganhar sua confiança, afeto, amizade compreender melhor esse aspecto de nós mesmos, que é um tanto desconhecido. O importante na comunicação Uhane e Unihipili é a PUREZA, INTENÇÃO, E CLAREZA DO ENFOQUE.
Podemos usar também técnicas para mudar nosso passado, mudando nosso pensamento em relação a ele, lembrando que para o estudante de Huna, passado é apenas lembranças (conscientes ou não) no AGORA. Assim também, podemos mudar nosso futuro, lembrando que o futuro é apenas as preocupações atuais e que você poderá mudá-las, mudando os padrões atuais de pensamento. Quanto mais você confiar no Unihipili, mais precisas serão suas respostas.
As conexões na Teia-aka sempre existiram, mas fios específicos são ativados pela percepção consciente.
Como fazer para ter certeza da comunicação Uhane e Unihipili?
PÊNDULO – Use um pronto ou confeccione um. Segure-o com o polegar e o indicador a uma distância de 8 a 15cm do peso. Apoie o cotovelo sobre a mesa, para que os músculos voluntários não influenciem na resposta. Relaxe o braço. São os músculos involuntários que vão fazer com que ele se movimente para dar a resposta. Estabeleça com o Unihipili uma convenção para indicar quando é “Sim”, “Não”, “Duvidoso”.
É importante você conversar com o Unihipili a fim de que ele possa oferecer seus pontos de vista sobre as questões que serão formuladas. Sempre pergunte ao Unihipili se ele está disposto a conversar, acumular mana, enviar as imagens ao Aumakua, no caso de uma prece ação.
PEDRAS XAMÂNICAS – Existem muitas maneiras de usarmos as pedras xamânicas para fazermos a abordagem do Unihipili, porém essa é bem simples: Usa-se três pedras. Uma BRANCA que é chamada de Kumu que é a pedra mestra. Uma pedra VERDE e uma VERMELHA que são chamadas de “EO” – são as pedras que darão as respostas. Para jogar, primeiro relaxe e respire. Faça a pergunta que quiser, desde que a resposta possa ser SIM ou NÃO. Segure as pedras na mão e jogue-as na sua frente. Exemplo: se a pedra vermelha ficar mais próxima da branca a resposta é NÃO. Caso a verde ficar mais próxima da branca a resposta é “SIM”.

AUMAKUA

Pesquisando os radicais desta palavra encontramos:
AU – “o mais velho”. “Totalmente amadurecido e evoluído”. “Superior em força, sabedoria e confiabilidade”.
MAKUA – “Pais”.
AKUA – “Ser superior”.
Transcende a memória e a razão.
É a Fonte, uma essência puramente espiritual, que se manifesta, se projeta, nos orienta. Sua função é a criatividade, sob forma de experiência mental e física, é a intuição ou a inspiração que poderá vir mentalmente, com uma meditação, com um presságio contido furtivamente no movimento dos pássaros ou das nuvens, no conteúdo de uma conversa, num sonho, num livro ou até, num programa de televisão.
O Aumakua expressa todas as qualidades divinas, compaixão, paciência, amor, perdão. É o ideal que aspiramos e está um passo à frente, nos poderes mentais e habilidades criativas. O Aumakua nunca interfere na experiência, a não ser que haja uma possibilidade de nos desviarmos do caminho ou sonho básico.
O Aumakua só pode nos ajudar quando for solicitado, não interferindo no nosso livre arbítrio.
Tem a capacidade de realizar qualquer coisa.
Pode se unir aos Po’e Aumakua para concretizar sua tarefa.
O Aumakua retira a média de nossos pensamentos diários para cristalizar o nosso futuro.
Os kahunas acreditavam que Uhane não é capaz de entender a natureza do Aumakua e como age na materialização, e, muito menos seria capaz de entender, imaginar ou entrar em contato com o Deus Supremo. Qualquer pedido ou prece não chega a nenhum Deus sem antes passar pelo Aumakua.” É apenas através da nossa consciência que Deus pode entrar nesse mundo. Ele então se transfere para nossa experiência humana”. (Kristin Zambucka)
O Aumakua não é Deus, no sentido de Deus supremo, é a parte do ser que tem o conhecimento direto de Deus ou Mente Universal, e que age como canal para o poder da vida.
O principal instrumento do Aumakua é a energia. O Universo é feito de energia que sustenta, mantém e muda os sonhos da vida. A imaginação de Uhane direciona esta energia e a sensação do Unihipili nos faz experimentar seus efeitos: nosso ideal de seres “triunos” onde os três aspectos são UM, onde somos capazes de expressar todo o potencial de forma plena, consciente, física e espiritualmente que na tradição secreta Huna é denominada Kanaloa.

KINO-AKA

Fica fora do corpo, é o mais sutil de todos, porém, detectável pela radiestesia.

MANA-LOA

Luz, Poder Divino, Mana transformadora usada para transformar o molde invisível da realidade, Mana que o Aumakua usa para transformar o futuro na Prece-Ação.

CORPO FÍSICO OU KINO

Veículo de manifestação dos três Aspectos da Consciência ou espíritos.
Toda a memória é cinestésica, ou relacionada ao corpo; todo o prazer, dor, também o são; todas as experiências, mesmo as de emoções e idéias produzem sensações físicas. É muito importante desenvolver, aperfeiçoar e cuidar desse importante instrumento de sensações e percepção sensorial. A percepção sensorial nos dá maior presença no aqui/agora e, portanto, maior poder e percepção de outros fatos.

AFORISMOS HUNA

1) “Tudo o que é desconhecido deve se tornar conhecido”. Grito que os kahunas davam na torre do oráculo. Pode ser interpretado como: Você pode compartilhar o “Segredo” com quem você quiser. A Huna está aberta a todos, e seus princípios, podem ser usados por qualquer um, desde que queira obter os benefícios desse conhecimento.

2) “Uma vida para servir e não para ferir”. “Quando escolhemos servir aos outros, somos merecedores das boas coisas da vida. Quando criticamos os outros, o Unihipili sempre toma isso como uma alusão pessoal, pois estamos ferindo alguém. Compartilhar é servir.”

“Nenhum dano nenhum pecado”. É um chamado ao amor. Na Huna há uma lógica no sentido de uma conexão necessária entre acontecimentos. Se você comete violência, vai receber violência; se você ama, vai receber amor. Se você não tem dentro de si, não pode dar.

“Servir para merecer”. Com sentimento de mérito, o caminho para o Aumakua torna-se desobstruído, pois o Unihipili sente-se merecedor para obter a prece.

“Se você não está usando a HUNA, está trabalhando demais”. Quando você conhece os dez elementos da Huna, os usa e sabe o que quer, as coisas acontecem com mais facilidade.

Quanto mais mana-fé você tem, menos mana-energia você precisa.
“Quem não estiver se divertindo, está errando o alvo”. Quando você está vivendo dentro de seu Sonho Básico, crescendo e evoluindo, estará se sentindo feliz.

“Você cria sua própria realidade”. (IKE) Você cria sua realidade através de suas crenças, expectativas, atitudes, desejos, receios, julgamentos, interpretações, sentimentos, intenções e pensamentos consistentes ou persistentes. Seus pensamentos influenciam seu mundo. Sua vida revela involuntariamente suas crenças. Só existe uma verdade, aquela que você decide que seja.

“Você é ilimitado”. (KALA) Não existe limites no seu mundo: nem uma barreira entre você e seu corpo; entre você e o mundo que o cerca; entre você e Deus. Qualquer divisão usada, são termos referentes a conveniências, uma vez que a separação é apenas uma ilusão útil. Essa idéia é representada pela aranha tecendo sua teia com finos fios vindos de dentro. Da mesma forma, nós tecemos o sonho da vida dentro de uma grande Teia Aka. As únicas limitações que temos são aquelas que nós mesmos nos impomos.

“A energia segue o curso do pensamento”. (MAKIA) Você consegue aquilo em que se concentra conscientemente ou não. Forma o molde, através do qual são atraídas para sua vida, as experiências equivalentes a seus pensamentos e sentimentos. A atenção sustentada, isto é, Uhane e Unihipili focalizados na mesma coisa, ao mesmo tempo, canalizam a energia do universo para fazer acontecer a manifestação daquilo que desejamos. Tudo é energia, e um tipo de energia pode ser transformado em outro.

“Seu momento de poder é agora”. (MANAWA) Você não está limitado por experiências do passado ou do futuro, por que o passado é apenas uma lembrança e o futuro é mera possibilidade. Você tem a força do aqui/agora para mudar as crenças limitadoras e conscientemente, plantar as sementes para um futuro de sua escolha. Quanto maior a presença, maior a influência e a eficácia.

“Amar é estar feliz com…” (ALOHA) É compartilhar alegria, afeição, tudo o que nos faz felizes. Amar intensamente significa estar profundamente ligados; e a profundidade e clareza da ligação crescem quando medo, raiva, dúvida desaparecem, pois dão origem às críticas e julgamentos negativos. O atributo desse Princípio é Abençoar, reforçando sempre o que há de positivo através de pensamentos, palavras e atitudes.

“Todo o poder vem de dentro”. (MANA) O poder vem da permissão. Damos permissão a alguma coisa quando lhe atribuímos poder. Você pode dar ou tirar poder a qualquer coisa, pessoas, fatos, lugares, acontecimentos passados…

“A eficácia é a medida da verdade”. (PONO) Quanto mais verdadeira uma coisa é, maior será sua eficácia. É o resultado prático da aplicação de nossos conhecimentos. Devemos ter a flexibilidade do Tecelão de Sonhos em nossa vida, e essa, implica em termos uma visão mais ampla para tecermos nossos sonhos e ajudarmos os outros a tecerem os seus.


Solange Dal Pizzol De Toni
Grupo Paz, Veranópolis – RS


Bibliografia consultada
Ciência Secreta em Ação – Max F. Long
Milagres da Ciência Secreta – Max F. Long
Cartas sobre Huna I E Ii – Dr. E. Otha Wingo
Urban Shaman – Serge King
Kahuna Healing -Serge King
Children Of The Rainbow – Leinani Melville

O Conhecimento dos Segredos da Vida