Associação de Estudos Huna

Posts by Nery Nalin Seitz

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Como Me Tornei Um Guerreiro

Houve um tempo em que fugia do medo,
então o medo me controlava.
Até que aprendi a segurar o medo como um recém-nascido.
Ouví-lo, mas não ceder.
Honrá-lo, mas não o adorar.
O medo não podia mais me impedir.
Eu entrei com coragem na tempestade.
Ainda tenho medo,
mas ele não me tem.

Houve um tempo em que
eu tinha vergonha de quem eu era.
Eu convidei a vergonha para o meu coração.
Eu a deixei queimar.
Ela me disse: “Estou apenas tentando
proteger sua vulnerabilidade “.
Eu agradeci à vergonha
e entrei na vida de qualquer maneira,
sem vergonha, com a vergonha como minha amante.

Houve um tempo em que tive muita tristeza
enterrada bem no fundo.
Eu a convidei para sair e brincar.
Eu chorei oceanos.
Os meus canais lacrimais estavam secos.
E eu encontrei a alegria ali mesmo.
Bem no centro da minha tristeza.
Foi o desgosto que me ensinou a amar.

Houve um tempo em que tinha ansiedade.
Uma mente que não parava.
Pensamentos que não silenciavam.
Então parei de tentar silenciá-los.
E eu larguei da mente
fui para a terra,
para a lama.
Onde fui abraçado fortemente
como uma árvore, inabalável, segura.

Houve um tempo em que a raiva queimou nas profundezas.
Eu chamei a raiva para a luz de mim mesmo.
Eu senti seu poder chocante.
Eu deixei meu coração bater e meu sangue ferver.
Escutei, finalmente.
E ela gritou: “Respeite-se ferozmente agora!”.
“Fale a sua verdade com paixão!”
“Diga não quando você quer dizer não!”
“Ande o seu caminho com coragem!”
“Que ninguém fale por você!”
A raiva se tornou uma amiga sincera.
Um guia sincero.
Uma linda criança selvagem.

Houve um tempo em que a solidão cortou profundamente.
Eu tentei me distrair e me entorpecer.
Corri para pessoas, lugares e coisas.
Até fingi que estava “feliz”.
Mas logo eu não pude correr mais.
E eu caí no coração da solidão.
E eu morri e renasci
em uma requintada solitude e quietude.
Isso me conectou a todas as coisas.
Então eu não estava em solidão, mas sozinho com toda a vida.
Meu coração Um com todos os outros corações.

Houve um tempo em que fugia de sentimentos difíceis.
Agora, eles são meus conselheiros, confidentes, amigos
e todos eles têm um lar em mim
e todos eles pertencem e têm dignidade.
Eu sou sensível, suave, frágil,
meus braços envolveram todos os meus filhos internos.
E na minha sensibilidade, poder.
Na minha fragilidade, uma presença inabalável.

Nas profundezas das minhas feridas,
no que eu tinha chamado de “escuridão”.
Eu encontrei uma luz ardente.
Isso me guia agora em batalha.

Eu me tornei um guerreiro
quando me virei para mim mesmo.

E comecei a ouvir.

– Jeff Foster

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Oração Cherokee

“Eu caminho para dentro e para fora de muitos mundos.

Em minha mente, há muitas moradas.

Cada uma destas, criamos nós mesmos: a morada da raiva, a morada do desespero, morada da autopiedade, morada da indiferença, morada do negativo, morada do positivo, morada da esperança, morada da alegria, morada da paz, morada do entusiasmo, morada da cooperação, morada da doação.

Cada uma dessas moradas visitamos todos os dias.

Podemos permanecer em cada uma delas o tempo que quisermos. Podemos abandonar cada uma dessas moradas mentais no momento que desejarmos. Nós criamos a casa, nós ficamos na casa, nós saímos da casa quando bem quisermos. Podemos criar novos aposentos, novas casas. Quando entramos nestas moradas elas tornam-se nosso mundo até que a deixemos por outra.

Grande Espírito, ninguém pode determinar a morada que devo escolher entrar.

Ninguém tem o poder para isso, a não ser eu mesmo. Permita-me que hoje eu escolha sabiamente.”

Colhido do mural de Maiana Lena – Terapeuta Multidimensional

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Para Voarmos Como Uma Borboleta, Temos Que Ter a Ousadia de Sair do Casulo…

Seria vital que todos aprendessem qual é o verdadeiro valor da mudança para que não tivessem receio de se modificar… Assim, como trocamos de roupas quando estão velhas, deixamos de lado aqueles sapatos que não nos servem mais, mudamos de estilo, mudamos de sentimentos, não deveríamos temer a transformação de nós mesmos…

Temos que ter em mente que, querendo ou não, simplesmente mudamos… A mudança é uma ousadia e, portanto, devemos estar sempre dispostos a ousar. É ousando que aprendemos que nada evolui se nós mesmos não evoluirmos e ultrapassarmos os nossos próprios medos, as verdadeiras barreiras que nos impedem de crescer…

Para voarmos como uma borboleta, temos que ter a ousadia de sair do(s) casulo(s)…

Os casulos são os nossos medos, os nossos receios, os nossos verdadeiros impedimentos, que nos fazem pisar em terra firme, porém nos impedem de alçar voos…

A mudança é algo característico do ser humano e isso não quer dizer que para isso tenhamos que mudar a nossa essência, significa apenas que certas coisas não nos servem mais e que devemos fazer uma limpeza interna, destruindo sentimentos que não nos acrescentam e todo o resto que não vale a pena, deixando apenas florir em nós aquilo que nos impulsiona a evoluir e a viver a vida sem receios, com a certeza de que uma mudança sempre significará um passo na direção certa, mesmo que o caminho que iremos trilhar nos pareça incerto…

Mudar é se revestir de forças para enfrentar as situações para as quais não estamos preparados. Assim, devemos encarar a mudança como uma condição para a nossa evolução…

Na vida só evolui quem não tem medo de ousar, quem não tem medo de sonhar e lutar para que seus sonhos se concretizem, mesmo que para isso sejam necessárias várias e constantes metamorfoses de si…

Por isso, eu me permito mudar todos os dias… Com isso, eu sou tudo o que já fui um dia, mas sinto que me renovo a cada manhã, eu me transformo porque as mudanças me fazem surgir nova para enfrentar um novo dia… No novo dia, eu me enxergo na mesma vida do ontem, mas de uma forma diferente, com um olhar que já não vê como ontem porque prefere ver um novo dia com as esperanças renovadas, a fé fortificada e a certeza de que mudei. E é por isso que tenho dificuldades quando me pedem para fazer uma descrição da pessoa que sou…

As descrições não cabem toda a minha essência porque seria demarcar um “eu” que sou naquele instante, mas no segundo seguinte já não sou mais aquela, não sou feita por oscilações, mas por evoluções de mim mesma, por mudanças que me revitalizam…

Dessa maneira, penso que descrições são vagas e limitadas porque desconsideram que cada experiência me faz nova e me renova… Sou incompletude porque, a cada passo que dou, sinto que fui contemplada com mais um pouquinho de vida e litros de experiências…

Por isso, nem mesmo as palavras mais profundas seriam capazes de desvendar a minha essência…

Ela não é mutável, mas eu sou metamorfose constante!

Patrícia Regina de Souza

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Somos Sons e as Palavras São Sementes

Pronunciar SINTO MUITO devolve a unidade perdida ao viajar pela tua pele, que é o órgão mais extenso, que te conecta e te faz sensível frente às vivências dos demais, te desapega dos resultados e te converte em unidade.

O som da palavra PERDÃO, ME PERDOE faz eco em teu pâncreas e em teu cólon desatando laços, liberando histórias…

E se pudesses ver o que mobiliza um AGRADEÇO, SOU GRATO, sorririas junto a todas as células do teu corpo sacudindo suas veias, convertendo teu sangue em luz esse ato desprendido.

TE AMO é o som mais curador do Universo… Esta frase cobre o teu corpo e viaja através de teus pulmões desobstruindo tua respiração… Recorre teus rins transmutando os medos e faz que milhões de células sorridentes lhe deem energia às células tristes de teu sistema imunológico, ou que algumas outras que nasceram com a arte da jardinagem, semeiem relva suave, fresca e ver ao redor das zonas mais áridas do teu corpo.

Se pudesses ver o que provocam as palavras em ti e nos demais, começarias a observar teus pensamentos, teus silêncios, teus sons e teus ruídos porque neste oceano de energia que somos, cada onda que emites cria ondas de diversas cores influenciando aos demais.

SINTO MUITO, ME PERDOE, TE AMO, SOU GRATO.
Devem ser palavras cotidianas em nosso vocabulário.

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O Valor do Silêncio

Concentre o Poder Interior para Gerar mudança Construtiva

Reconheço o valor do silêncio

Uma das formas mais sutis de desequilíbrio do chakra da garganta é a conversa fiada. “Os que têm virtude, têm algo a dizer; os que têm algo a dizer não têm, necessariamente, virtude”, observou Confúcio.

Gautama ensinou que a pessoa que tem mestria na reta palavra “tem em mente a injunção que diz: “Ao encontrarem-se, Irmãos, existem duas coisas a que devem ater-se: conversar sobre a Verdade ou manterem santo silêncio.”

A conversa fiada e a discussão são obstáculos à mestria pessoal porque drenam a nossa energia… O Tao Te Ching descreve claramente o “tipo forte e calado” que alcançou a mestria desta prescrição: “Aqueles que sabem, não falam. Aqueles que falam, não sabem. (…) Mantenha sua boca fechada, proteja seus sentidos e a vida será sempre plena. Abra a boca, esteja sempre ocupado e a vida será sem esperança.”

Isto não quer dizer que nunca possamos dizer nada. Gautama, por exemplo, disse que aquele que tem mestria sobre a reta palavra “fala na hora certa, fala de acordo com os fatos e vai direto ao assunto”. Há uma hora para falar e uma hora para permanecer em silêncio. Existe uma boa regra prática: se o que vai dizer não acrescenta nada à conversa, por que dizê-lo?

  • Será que me permito ficar em silêncio quando não tenho nada que valha a pena dizer no momento?
  • Será que passo algum tempo entrando em contato com o meu espírito antes de falar?

Com frequência lamentei as palavras que disse, mas nunca meu silêncio.

Defendo e falo a verdade

Gautama Buda disse que a pessoa que abraça a reta palavra “fala a verdade, é devotado e fiel a ela e é digno de confiança”. Falar a verdade significa descrever os fatos sem distorcê-los, sem exagerá-los e sem tirar conclusões precipitadas. Significa vencer a passividade para defender o que sabemos ser correto, a despeito do que os outros acham. “Você não precisa justificar as suas perguntas”, disse o historiador Jacob Neusner. “Mas se achar que encontrou respostas, não tem o direito de ficar calado.”

Falando sobre exagero, mau pai tinha o hábito de exagerar quando contava histórias – e ele adorava contar histórias. Por isso desenvolvi este hábito quando era pequena. Mais tarde, meus mestres espirituais me repreenderam. Eles me ensinaram que o exagero é um pouco mais do que uma mentira, porque é uma descrição errada dos fatos…

Pode ser um exercício interessante prestar atenção quantas vezes por dia nos afastamos da verdade – por um milímetro que seja. Mais interessante ainda é descobrir por que o fazemos. Será por hábito, medo, insegurança ou preocupação com o que os outros vão pensar de nós?

Confúcio disse: “Que ser honesto e defender quem é honesto pode recuperar uma nação”. “Promova o honesto, colocando-o acima do desonesto”, disse ele, “e poderá fazer com que o desonesto se corrija. (…) Se os líderes forem confiáveis, o povo não ousará ser desonesto…

As crianças imitam os seus exemplos – o mesmo fazem os adultos. Cada um de nós é exemplo para alguém. E expressamos o progresso do nosso coração e da nossa alma pela forma como falamos – pelo que não dizemos pelo que dizemos e pela forma como o dizemos.

  • Será que digo sempre a verdade, ou exagero às vezes?
  • Será que tiro conclusões e falo antes de conhecer a verdade dos fatos?
  • Será que sou confiável em defender a verdade quando necessário?”

Livro: Os Sete Centros de Energia
Elizabeth Clare Prophet