Associação de Estudos Huna

Posts by Antônio Telmo De Toni

Notícias

ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA

ASSOCIAÇÃO DE ESTUDOS HUNA – AEH ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

No uso de suas atribuições estatutárias, o Presidente Sr. Antonio Telmo De Toni, amparada no ART. 16 Item “c” dos Estatutos da AEH – Associação de Estudos Huna CONVOCA através do presente edital, todos os associados contribuintes para Assembleia Geral Ordinária que será realizada no dia 26 de outubro de 2025, durante a realização do Seminário Nacional da entidade, na cidade de Veranópolis/RS tendo por local o Recanto Medianeira, rua Irmãos Maristas, 94, Rio Grande do Sul, com a seguinte ordem do dia:

  • 1-Posse da nova Diretoria diretiva da AEH.
  • 2- Assembleia Geral.
  • 3-Apresentação das contas da gestão 2023/2025.

A Assembleia Geral instalar-se-á em primeira convocação às 09:30 horas, com a presença da maioria dos associados e, em segunda convocação, às 10:00 horas, com qualquer número, sem exigência de quorum especial.

Veranópolis,  12 de agosto de 2025.

                                       Antonio Telmo De Toni

                                            Presidente da AEH

Artigos

IKE – A VISÃO e os níveis de percepção do mundo

A vida quer que estejamos sempre atentos a nós mesmos para podermos fazer os ajustes necessários e viver de uma forma mais harmoniosa e eficaz.

Em IKE, o jogo Ho’o Hao nos sugere buscar uma nova visão explorando os mais variados níveis de percepção do universo.

Relembrando, o primeiro Princípio lke nos diz que: O mundo é o que pensamos que ele é. A realidade é subjetiva porque tudo o que experimentamos como uma realidade externa, na verdade é expressão de uma realidade interna. Somente percebemos e sentimos o que está de acordo com as nossas próprias crenças. As nossas crenças alimentam nossa fé e esta muda condições físicas, eventos e circunstâncias determinando nossa experiência.

Por isso, é que na Huna, dizemos que a vida é um sonho ( sonho básico de vida). E que sonhar é viver. Assim a verdade absoluta, é a que decidimos que seja, pois o significado da experiência depende da nossa interpretação ou da decisão de aceitar a interpretação dos outros.

Vivemos num universo multidimensional onde, para ampliarmos a visão do mundo e da experiência, precisamos conhecer e acessar outros níveis de consciência.

quatro níveis de percepção do mundo

São quatro os níveis de percepção do mundo descritos por repassados a nós por Serge K.King em seu livro Kahuna Healing:

Primeiro nível. Ike Papakahi. Este é o nível da experiência física percebida pelos cinco sentidos. É um nível real, mas muito limitado de percepção do mundo.

Segundo nível. lke Papalua, nível das experiências psíquicas. Para alguém que está disposto a ter outro lke, ou seja, outras percepções do mundo, deve pensar, sentir e agir pelo menos a partir desse nível. A percepção da realidade amplia-se e nos tornamos conscientes de que podemos nos comunicar e influenciar o meio ambiente e as pessoas, assim como sermos influenciados.
Usamos este nível quando aplicamos de forma prática os quatro primeiros Princípios Xamânicos Havaianos, isto é: O mundo é o que pensamos que ele é ( IKE ), não há limites ( KALA ), onde está nossa atenção para lá vai nossa energia ( MAKIA) e que, o momento de poder é agora ( MANAWA ).

Terceiro nível. Ike Papaloku é um nível de entendimento da realidde mais oculta. Por ex.: diante de uma doença, é preciso entender qual a causa sutil da mesma, perceber quais as crenças que determinaram tal situação, para então agir num segundo nível, (lke Papalua) influenciando com alguma prática psíquica para curar o corpo físico -primeiro nível de percepção (lke Papakahi).

Quarto nível: lke Papakahuna -acontece quando alcançamos a consciência cósmica, isto é, integração consciente e total na Teia-Aka.

Para mudarmos de um nível para outro, simplesmente precisamos mudar nossa atenção. Assim, ao enfocar a Visão, atributo de lke, para dentro do próprio Princípio, sugere-se que devemos operar com todos os níveis de percepção para nos tornarmos “conscientes”, mudar as crenças e, assim, perceber o mundo de uma forma mais ampla, potencializando os resultados. Dessa forma, estamos buscando dentro de nós mesmos o que há de mais oculto e determinante na criação dos eventos, circunstâncias de nosso mundo.

Um dos aforismos mais citados e mais antigos torna-se pertinente, sempre atual e adequado: “Conheça-te a ti mesmo!” É nos conhecendo, buscando quais as crenças que verdadeiramente geram nossos comportamentos e que determinam os fatos, que vamos fazer as modificações necessária para alterá-las proporcionando-nos, conseqüentemente, a evolução como seres humanos, objetivo maior de nossa busca.

É a eterna busca de novos padrões com o objetivo do aprendizado, crescimento e evolução.

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KAULIKE – Criando Harmonia no Corpo

KAULIKE

Nas palavras de Serge Kahili King, “a saúde é um estado de paz e harmonia”. A harmonização das energias e seu equilíbrio através do Kaulike.

Kaulike significa equilíbrio ou harmonia e ajuda as pessoas a se sentirem bem.

Como praticá-lo?

Pode ser aplicado em si mesmo, mas funciona melhor quando outra pessoa o aplica em você.

Consiste em toques leves e rápidos e quando feito com a atitude certa é realmente muito bom. A atitude certa é a de dar e receber.

O Kaulike não necessita do pensamento e nem mesmo da focalização do Kahi.

Vamos à demonstração: As pessoas ficam em pé, de frente uma para a outra. Quem vai aplicar toca na outra com os dedos, alternando as mãos e durante o tempo de duas batidas cardíacas, assim:

1°ª PARTE: na coroa, na garganta, no peito, no plexo solar, e no umbigo.

2ª PARTE: Usa, então, as duas mãos ao mesmo tempo, uma de cada lado do corpo e toca nos maxilares, ombros, cotovelos, pulsos, quadris, joelhos, tornozelos e dedos dos pés.

Limpando o corpo sombreado (aura)

Termina esta parte, levantando os seus braços pela lateral do corpo e acima da cabeça e vai passando suas mãos em movimentos circulares com as palmas das mãos voltadas para fora na frente do corpo de quem recebe, até a altura dos quadris e posteriormente até os pés.

Durante a aplicaçãao do Kaulike não é preciso pensar, cantar ou respirar profundamente ou fazer alguma coisa, a não ser tocar e limpar com movimentos circulares (varredura).

Ao final, invertem-se as pessoas: quem recebeu o Kaulike passa a aplicar à pessoa que fez a aplicação, repetindo todo o ritual detalhado acima.

Convidamos a todos para a prática dessa harmonização, pois ela oferece resultados práticos e imediatos na harmonização pessoal.

● Prática apresentada no Seminário Nacional Huna em Caxias do Sul, RS em outubro de 2009 pelo grupo de Estudos Huna “Arco Íris” de Poços de Caldas, MG

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Minha cura pela Prece-Ação Huna

Depoimento*

Aos vinte e seis de agosto de 2009, recebi um rim de um doador vivo, sem nenhum grau de parentesco e nem de grande amizade; este é um fato incomum nos dias de hoje. Nasci com uma síndrome que se chama “Rim Policístico”.

Com o passar dos anos, o rim aumenta de tamanho, o que prejudica seu funcionamento. No meu caso eram os dois rins. Pela má função renal, outros órgãos são atingidos. Com o agravamento da situação, o portador dessa síndrome tem que se submeter a um tratamento para filtragem do sangue que se chama hemodiálise. A cura depende de transplante renal (de cadáver ou doador vivo e tem que ser compatível).

Durante anos de estudos sobre Huna e suas maravilhosas práticas, aprendi na Huna a importância da fé sem dúvida (paulele) e suas consequências; também fui abençoado ao ter a oportunidade de conhecer e praticar um ato de amor e fé que é a Prece-Ação. Esta prática sintetiza, a meu ver, todos os conceitos e ideias sobre a Huna. Aprendi a necessidade de harmonizar Uhane, Unihipili e Aumakua e a acreditar que todo poder vem de dentro, que o princípio Mana do Xamanismo Havaiano, tem que ser vivenciado e estudado em todos os seus detalhes e conceitos. Este despertar em mim se deu quando o meu médico disse, em outubro de 2008, que devido ao meu tipo sanguíneo (0+), a dificuldade para encontrar um doador (cadáver) era muito grande e um doador vivo, mais ainda. Naquele dia começou a minha mudança com o aumento da fé na Prece-Ação.

Os médicos especialistas e conceituados não entendiam como um homem com rins pesando três quilos cada um (total seis quilos), estava sem hemodiálise, a uréia e a creatinina estavam controladas (fatores estes primordiais no funcionamento dos rins) e urinando perfeitamente. Descrevo estes detalhes para um entendimento maior, pois um ser humano nestas condições já estaria fazendo hemodiálise há pelo menos a três anos. Ao receber a notícia do médico não me abalei, pois na mesma hora, formulei um quadro-imagem em que eu, idoso, estava junto de minha esposa, netos e todos muito felizes. Enviei para o unihipili a imagem e juntos decidimos continuar vivos para cumprir nosso sonho básico de vida.

Naquele dia, a Prece-Ação para mim passou a ter outro significado; não era mais uma prece e sim um alimento de fé e veio a certeza de que eu estava curado. Do mês de dezembro de 2008, até junho de 2009, tive crises semanais, quando não diárias, de cálculos renais, em sua maioria do tamanho de um feijão e devido a minha harmonia com o Unihipili, os mesmos eram eliminados sem medicamentos e sem dores excessivas. Este fato fez o meu médico apenas olhar para mim e sorrir sem entender nada, pois a cada cálculo eliminado, os rins diminuíam a capacidade de filtrar devido ao estado precário dos mesmos (comprovado por urutomos digitais).

No entanto, esta era a verdade da medicina verificada pelos resultados dos exames que chegavam às equipes médicas, mas não era a minha verdade, pois na formulação da prece eu me via plenamente curado. Por isso, os exames laboratoriais não eram compatíveis com as imagens digitais apresentadas aos doutores. Já mencionei anteriormente, o que disse meu médico sobre a dificuldade de encontrar um rim para mim, também relatei que a Prece-Ação se tornou meu alimento de fé e cura.

Recebi naquele ocasião inúmeras preces de cura dos Grupos Kanaloa e Pirâmide (irmãos), preces que me deram mana, força, fé, paz, calma, saúde, bem-estar, harmonia, coragem, amor, fim do medo e fim da dúvida. Foi em uma noite de oração (abril de 2009) que eu senti através dos “cordões-aka”, que uma chuva de bênçãos penetrou em mim, de uma tal maneira que eu nunca conseguirei descrever; tive a certeza de que a cura seria imediata. No dia seguinte, às 8h, o telefone tocou em minha casa e um amigo disse que estava disposto a doar um rim para mim. Em São Paulo foram efetuados exames para ver a compatibilidade entre nós.

O resultado deste exame já percorreu diversos centros de nefrologia, pois foi surpreendente: cem por cento de compatibilidade, ou seja, eu com 4 7 anos e o meu amigo com 32 anos, fomos considerados pela medicina, irmãos gêmeos da mesma placenta. O resultado do transplante foi positivo. Atualmente vivo muito bem, estou totalmente curado e sei que fui cem por cento responsável pela decisão de ficar vivo para cumprir o meu sonho básico de vida. A Prece-Ação, quando praticada com amor e fé, é capaz de curar e hoje tenho a certeza de que o mundo é o que eu penso que ele é, como ensina o princípio de Ike.

Amama – *Paulo Rogério F. Brito

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Aloha e Mahalo

Aloha e Mahalo
[Pronúncia: loh’ hah e mah hah’ loh]
Por Antônio Carlos Cardoso (*)

Se você quiser aprender duas palavras em havaiano, aprenda estas: Aloha e Mahalo. Estas são duas das mais importantes palavras na língua havaiana, representando um tanto quanto dos valores culturais.

No pensamento havaiano, as palavras possuem o mana [pronúncia: mah’ nah], que significa o poder espiritual ou divino de cada um, e aloha e mahalo estão entre as palavras mais sagradas e poderosas. Use estas palavras frequentemente, pois elas podem melhorar e transformar a sua vida.

Mas seja cuidadoso ao usá-las, use APENAS se você verdadeiramente sentir aloha ou mahalo. Não explore estas palavras para ganhos pessoais, nem as coloque de forma frívola, usando-as sem necessidade ou sinceridade.

Aloha e mahalo são quase que indescritíveis e indefiníveis como palavras únicas, difícil elas serem entendidas, elas devem ser experimentadas, sentidas.

O mais profundo e sagrado significado está sugerido na raiz gramatical destas palavras. Lingüistas diferem em opinião quanto ao significado e origem, mas o que escrevo aqui me foi dito pelo Kupuna (ancião) do Halau (escola) que faço parte.

Em um nível espiritual, ALOHA é a invocação para o divino e MAHALO é a prece divina. Ambas são o conhecimento para aproximar-se da divindade ALOHA [Alo = presença, frente, rosto] + [há = respiração] “A presença da respiração divina” MAHALO [Ma = dentro] + [há = respiração] + [alo = presença, frente, rosto]

“Que você esteja dentro da respiração divina.” Pense nelas como palavras únicas de bênçãos e preces. O que segue abaixo é a tradução aproximada destas palavras, usando o português para defini-las:

ALOHA:

  1. Aloha, amor, afeição, compaixão, misericórdia, simpatia, pena, sentimento, caridade; saudação, lembranças, amor, amante, o mais amada(o); amar, apaixonar-se por, mostrar pesar, misericórdia; venerar, lembrar com afeição. Olá, Tchau, até logo, Passe bem.

Aloha oe! [ah loh’ hah oe!]: Que você seja amado! Saudação para alguém, dar boas-vindas.
Aloha kâua! [ah loh’ hah KAH’oo (w)ah!]: Que oconteça amizade ou amor entre nós! Saudações para você e para mim!
Aloha kâkou! [ah loh’ hah KAH’ kou!]: O mesmo que acima, só que para mais de uma pessoa.
Ke aloha nô! [ah loh hah NOH’]: Aloha com certeza!
Aloha! [ Ah loh’ hah!] Como saudação.
Aloha au iâ `oe [ah loh’ hah vau’ ee (Y)AH’ oe]: Eu amo você!

MAHALO

  1. Obrigado, gratidão; agradecer. Mahalo nui loa. [mah hah’ loh noo'(w)ee loh'(w)ah]: Muito obrigado. Ôlelo mahalo [OH’ leh loh mah hah’ loh]: Cumprimentos.
    Mahalo â nui [mah hah’ loh (W)AH’ noo'(w)ee]: Muito obrigado.
  2. Admiração, estima, respeito; admirar, rezar, apreciar.
    O wau nô me ka mahalo [oh vau NOH’ meh kah mah hah’loh]: Respeitosamente

Fontes de pesquisa: Pukui, Mary Kawena & Elbert, Samuel H., HAWAIIAN DICTIONARY, University of Hawai`i Press, Honolulu.

(Boletim Huna, n° 124)

  • Colaboração da associada Solange Dal Pizzol De Toni

() *Antônio Carlos Cardoso é profundo conhecedor do folclore e das tradições havaianas. Professor de dança da Hula(1). Ele já esteve participando ativamente de eventos promovidos pela Associação de Estudos Huna em nossos seminários com sua esposa e grupo de dança havaiana

(1) – Hula: A dança hula é uma forma de arte havaiana que expressa canções ou poemas cantados através de movimentos corporais e gestos. É uma dança narrativa que representa visualmente o significado das palavras, acompanhada de cantos e instrumentos tradicionais. A hula é profundamente enraizada na cultura havaiana e pode ser tanto uma forma de entretenimento quanto uma prática espiritual e religiosa.

Elaborando mais sobre a dança hula:
História e Significado:
A hula tem uma longa história, sendo parte integrante da cultura havaiana por séculos. Antes do contato com o Ocidente, era usada em cerimônias religiosas para homenagear deuses e chefes, contar histórias e explicar fenômenos naturais.

Tipos de Hula:
Existem dois estilos principais de hula: o hula kahiko (antigo) e o hula ‘auana (moderno). O hula kahiko é mais tradicional, acompanhado por instrumentos antigos e cânticos, enquanto o hula ‘auana é mais influenciado pela cultura ocidental e foca mais nos movimentos e na expressão.

Movimentos e Gestos:
A hula é caracterizada por movimentos fluidos dos quadris, braços e mãos, que representam o significado das canções e poemas. Cada movimento e gesto tem um significado específico e pode representar elementos da natureza, sentimentos ou histórias.

Música e Cantos:
A hula é acompanhada por cantos (oli) e canções (mele), que podem ser entoados por um cantor ou um grupo. Os instrumentos tradicionais, como a cabaça, o pahu (tambor) e as varas de bambu, também são usados para criar o ritmo e a atmosfera da dança.
Cultura e Espiritualidade:
A hula não é apenas uma forma de dança, mas também uma parte importante da identidade cultural havaiana. É uma forma de expressar a conexão com a natureza, os ancestrais e a própria espiritualidade.

Apresentações e Treinamento:
Atualmente, a hula pode ser vista em apresentações públicas, festivais e cerimônias, e também ensinada em escolas e grupos de dança. O treinamento de hula envolve anos de dedicação e prática para dominar os movimentos e a técnica, além de aprender sobre a cultura e a história havaiana.

https://youtu.be/PKHgrO-nkCo?si=pduHHLouAQlZg879