Associação de Estudos Huna

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Carta de um Cidadão Universal

Hoje eu me lembrei…
Que não sou branco, negro, amarelo ou vermelho.
Eu sou um cidadão do universo, no momento, estagiando como ser humano na Terra.
Hoje eu me lembrei…
Que não sou homem ou mulher, nem alto ou baixo.
Eu sou uma consciência oriunda do plano extrafísico, uma centelha vital do Todo que está em tudo!
Hoje eu me lembrei…
Que tenho a cor da Luz, pois vim lá das estrelas.
E sei que o meu tempo aqui na Terra é valioso pra minha evolução.
Hoje eu me lembrei…
Que não há nenhuma religião acima da verdade.
E que o Divino pode se manifestar de formas diferentes.
Hoje eu me lembrei…
Que só se escuta a música das esferas com o coração.
E que nada pode me separar do “Amor Maior Que Governa a Existência”.
Hoje eu me lembrei…
Que espiritualidade não é um lugar, ou grupo ou doutrina.
Na verdade, é um estado de consciência do Ser.
Hoje eu me lembrei…
Que ninguém compra Discernimento ou Amor.
E que não há progresso consciencial verdadeiro se não houver esforço na jornada de cada um.
Hoje eu me lembrei…
Que o dia em que nasci não foi feriado na Terra.
E no dia em que eu partir, também não será!
Hoje eu me lembrei…
Que tudo aquilo que eu penso e sinto se reflete na minha aura.
E que minhas energias me revelam por inteiro (logo, preciso crescer muito, para melhorar a Luz em mim).
Hoje eu me lembrei…
Que não vim de férias para o mundo.
Na verdade, vim para aprender e trabalhar (e também para vencer a mim mesmo nas lides da vida).
Hoje eu me lembrei…
Que não sou o centro do universo e que, sem a Luz, eu não sou nada!
Sem Amor, o meu coração fica seco… e sem a espiritualidade, o meu viver perde o sentido.
Hoje eu me lembrei…
Que ninguém sabe tudo e que conhecimento não é sabedoria.
Todos nós somos professores e alunos uns dos outros (e, acima de tudo, o Mestre de todos, o Grande Arquiteto Do Universo).
Hoje eu me lembrei…
Que não nasço nem morro, só entro e saio dos corpos perecíveis ao longo da evolução.
Hoje eu lembrei que sou mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
Hoje eu lembrei que sem Amor ninguém segue e que, meu mantra é Gratidão!

Wagner Borges

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Revelando Poderes

Jung disse, SE QUISEREM APRENDER O PSIQUISMO DOS HOMENS, ESTUDEM MITOLOGIA.

Homens-deuses, criados à semelhança dos deuses-homens.

As potencialidades no homem, as forças escondidas nele mesmo é a herança que detratam dos deuses.

É imprescindível lembrar que o que acontece nos mares e continentes, acontecem também com órgãos e sistemas do corpo.

Vamos então a identificação desses poderes e funções físicas, psíquicas e espirituais.

Aquela primeira “maçã” da árvore do bem e do mal, está situada no poço de Brahma, chakra coronário. Nesse ponto se juntam o céu e a Terra, onde o Prana, a força cósmica, se une ao Para-prana individual em cada um, onde se abriga o primeiro Elohim, que faz distinguir o bem do mal. E o devemos a nossa mãe Eva e ao deus Mercúrio ou Hermes Trismegisto.

A segunda “maçã” e a terceira, estão no sangue, juntando a memória e o conhecimento, em movimentos de fluxo é refluxo e para isso serve muito bem as práticas do Yoga, ásanas e pranayamas.

A quarta “maçã”, do valor, floresce nas gônadas, nas qualidades testiculares ou ovarianas – o masculino e o feminino.

A “maçã” que rege os conceitos da imortalidade é um Elohim complementado espiritualmente no NAMASTÊ. Essa “maçã”, está dividida no fígado e no baço, chakra Potestade e chakra Místico.

Quando se unificam, criam a raiz da “árvore da vida” e permite a imortalidade.

“O QUE TAMIZA (peneira) O FÍGADO E QUE FILTRA O BAÇO, É EXATAMENTE O QUE “MATA A MORTE”.

A sexta “maçã”, força invencível, é o chakra Laríngeo e os ombros.

A sétima “maçã”, poder de transmutação, entre a boca e a garganta, o “céu palatino”, é o poder da transmutação que está na palavra oral ou pensada. A palavra que se cristaliza no SOM, no Mantra, articulação de invocações ou desejos, quando exalamos o sopro mágico. Aí o espaço, entre uma inspiração e expiração, a ausência de tudo, o ponto zero, onde nasce a essência da transmutação.

PARA SEGUIR O CAMINHO DE DEUS, TEM QUE SER DEUS.

Cada homem personifica DEUS à sua imagem e reflete sua imagem porque seu egocentrismo só vê a projeção de si próprio.

Então, o teatro, o livro, a televisão, são a modernização da BOLA DE CRISTAL, QUE NOS APRESENTAM OS CONTOS DE FADAS E AS LENDAS.

A maneira de nos conhecermos é olhando o espelho que são os outros e ajudar os outros a se conhecerem, por amor a nós mesmos.

Esse AMOR, os deuses guardaram em uma caixa mais lacrada que é a PANDORA e que Prometeu roubou do Céu.

O OURO ALQUÍMICO, O OURO DE OPHIR. Ausência, essência, PRESENÇA. Vazio, som, LUZ.

Boletins

Boletim 127

O boletim de nº 127 está representando um PRESENTE a todos os amigos e simpatizantes dessa cativante psico-filosofia HUNA, por isso ele é aberto a todos vocês.

Traz preciosos ensinamentos da prática HUNA, desde a PRECE-AÇÃO detalhada, DANÇAS CIRCULARES, KAHI LOA, práticas que mantém vivo o Xamanismo Havaiano nos tempos atuais.

ALOHA MAHALO

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A Necessidade de Estar Certo

Sempre que você estiver conversando com alguém, verifique se você está sentindo necessidade de defender seu ponto de vista. Verifique a vontade de tornar a sua opinião mais importante do que a opinião do outro. Se essa vontade de “estar certo” aparecer em você, saiba que é o EGO. O ego tem necessidade de estar certo. Para o ego, estar errado é a morte. Para satisfazer sua necessidade de estar certo, o ego se comunica com outros egos através da discussão ou da validação. Na discussão, o ego vê o seu ponto de vista sendo atacado, por isso ele reage e contra-ataca. É interessante perceber os recursos primitivos que ele utiliza, como aumentar o volume da voz, modificar a entonação da voz para torná-la mais dramática, fazer gestos ou posturas ameaçadoras, entre outros apelos emocionais. Já na validação, o ego encontra pessoas com pontos de vista semelhantes aos seus, e assim se sente “entre amigos”. Durante a validação, os egos “amigos” se inflam através do ataque às pessoas “que não conhecem a verdade”, ou seja, que têm opiniões contrárias às suas. Mas perceba que esses “amigos” só são “amigos” do ego enquanto compartilham opiniões semelhantes. Quando mudam de assunto e as opiniões se tornam conflitantes, a discussão começa novamente.

Enquanto a humanidade continuar vivendo no estágio atual, que é o relacionamento entre egos, não haverá comunicação verdadeira. Enquanto houver necessidade de se defender e atacar, não haverá espaço para ouvir o outro, não haverá espaço para compaixão, que é reconhecer a si mesmo no outro. Quando você descobre sua verdadeira natureza além desse ego frágil e carente, não há mais necessidade de se defender, não há mais necessidade de atacar, não há mais necessidade de estar certo. É claro que você pode expor seu ponto de vista com firmeza. Você pode continuar concordando ou discordando, normalmente.

Mas você pode se libertar do vício de estar sempre certo, e você pode perder o medo de estar errado. Se você busca a verdade em si mesmo, então deve reconhecer que pode não estar certo todas as vezes. Para sua verdadeira natureza, estar certo ou errado não faz a menor diferença. Estar certo não vai torná-lo melhor do que ninguém, e estar errado não vai torná-lo menos digno.

OSHO

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A Visão Transcendente do Homem

A vida do homem está em constante mudança em seus pontos de vista, a medida que as experiências se sucedem, como se ele se elevasse pela encosta de uma montanha e, a cada parada, descortina uma nova visão.

A Teosofia professa que o que os mais elevados da humanidade tem realizado, será realizado por todos.

A elevada visão alcançada pelos grandes instrutores, é a visão divina do homem e da natureza.

A visão do homem comum é uma forma de ressentimento. O homem médio não gosta das coisas que o rodeiam se elas diferem dele mesmo, não está satisfeito com a sociedade e vive num ambiente de críticas. Aquilo que o favorece, classifica de BOM, tudo aquilo que não expande seus egos, denomina de MAU.

Existe entretanto uma visão facilitadora, uma visão mais ampla, como a dos poetas, o espírito do divino, como: Deus o fez assim e aceito-o como ele é.

Essa visão dos grandes instrutores da humanidade, ajuda a compreender que existe a UNICIDADE que é a idéia de que um princípio criador, ou essência, está em tudo e em todos.

Para bem compreender essa ideia, partimos da observação de que aquilo que nos detemos fora de nós, faz ressonância com aquilo que está dentro de nós.

Se admiro determinada pessoa ou coisa, é porque descubro dentro de mim a identificação com aquilo que admiro nela.

Quando desejo seguir os passos de um Mestre, é o desejo de elevar-me a seu nível.

TU NÃO ME PROCURARIAS SE JÁ NÃO ME TIVESSES ENCONTRADO, disse o Mestre.

Quando nos deleitamos com música, poesia, mistérios, nos deleitamos por aquilo que desperta dentro de nós, que está ali, latente, adormecido e esperando liberdade e expressão.

Cada amigo, cada herói, cada aventura, vitaliza o divino que expressa uma mensagem, como parte da divina visão.
E aprendemos a adivinhar por traz da cada ser o grande Arquiteto, que através da dualidade, com sofrimento ou alegria, se constrói para a eternidade.

Cristo, Krishna, Buda, Zoroastro e demais seres extraordinários, são qualificados de divinos, porque sentimos o divino neles. Tão fortemente nos impressionam, porque despertam em nós algo transcendentalmente divino.