Associação de Estudos Huna

Posts by Heloisa Emer

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A Evolução da CONSCIÊNCIA

É evidente o aumento das pessoas que buscam um caminho espiritual. Como também,  com a evidente decadência das religiões institucionalizadas, mais as pessoas procuram por elas mesmas e nelas mesmas, o desenvolvimento da CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL, a UNIÃO (yoga), do corpo, mente e alma.

Buscam se conhecer e saber lidar com o lado obscuro da sua vida interior e exterior. Intuitivamente buscam a transcendência, que é a experiência para além da dualidade.

Corpo, mente e espírito, são aspetos de uma mesma consciência, expressa em diferentes aspectos, abrindo assim um portal de múltiplas possibilidades. Um sistema de vida e consciência saudáveis, uma percepção multidimensional.

Para isso só há um pré-requisito, auto-conhecimento, auto-consciência, um nível de compreensão elevada, que chamamos de ILUMINAÇÃO. Nossos múltiplos aspectos ou múltiplos EUS, vão se transformando, o EU que sou hoje, já não é o eu da infância, nem da adolescência, pois sempre estamos em processo de transformação. Somos concebidos para a renovação em nossos múltiplos aspectos, corpos e EUS. Novos pensamentos e novas células substituem constantemente os antigos. A identificação com o “EU ESSÊNCIA”, verdadeiro e imortal, conectado com a Fonte, pura consciência e puro SER.

Esse EU, de sua posição elevada, ligado à Fonte do tudo que É, somente testemunhando e não mais se preocupando, não se esforça e nem teme.

Desse lugar de domínio tranquilo, esse SER que “É”, observa todas as vivências. Desse ponto de visão transcendental, não há espaço para expectativas, perdas, nem decepções, mas de permitir-se vivenciar que tudo compõe a TOTALIDADE.

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O Corpo Físico

Nosso corpo é como uma maravilhosa sincronia. Se cada peça está cumprindo sua função, o conjunto trabalhará de forma perfeita.

Ele é flexível e se molda de acordo com as vibrações emitidas pela mente, que recebe as impressões do espírito que o anima e sustenta.

Cada um de nós é responsável pela manutenção de um corpo saudável, sintonizando com as frequências mais apropriadas que possamos encontrar no planeta e suas esferas sutis, que nos rodeiam.

De acordo com o que pensamos e sentimos, sintonizamos com as vibrações irradiadas e moldamos nosso corpo. Para nos mantermos saudável, precisamos educar a mente, cuidando dos pensamentos, que suscitam as emoções e dessas partículas de consciência depende o funcionamento de cada uma das partes do organismo.

Quando um pensamento negativo, como o “medo” ou a frustração, se apoderam da mente, esses pensamentos e sentimentos emitem radiações perniciosas, altamente prejudiciais ao organismo, e todos temos essa experiência em maior ou menor grau.

Todos já comprovamos, por experiência própria, que o nervosismo, a tenção, o stress, bloqueiam o livre fluir da energia, enrijecem os músculos, causam desconforto e mal estar.

Por isso é que buscamos incessantemente uma transformação interior, um aprimoramento interno e para isso estamos aqui. E esse é um trabalho que ninguém pode fazer pelo outro, apenas cada um pode fazer por si mesmo.

Hoje já é testado e comprovado que os pensamentos afetam as pessoas, os animais, o ambiente, as plantas ao nosso redor, mas os primeiros a serem afetados são os nossos próprios centros energéticos, ou sistema de Chakras, que manifestarão saúde ou debilidade, segundo a qualidade de cada pensar e sentir.

Dai está bem fundamentada a “observação de si mesmo”, mantendo a consciência de que o veículo físico que usamos, é o meio pelo qual o nosso SER essência se expressa nesse plano.

Tome consciência de que você mora no corpo e permaneça atento, desperto, como um porteiro alerta, que pede credenciais a todos os que entram.

Revise os pensamentos, não permitindo a entrada na sua morada, os pensamentos que tragam dúvidas, discórdia, medos e insegurança.

E deixe passar, acolhendo os pensamentos de amor, perdão e fraternidade. E diga para si mesmo “EU SOU A PORTA” e permito a entrada de tudo que eleve suas vibrações e lhe traga mais energia.

E já que compreendemos que os pensamentos negativos roubam energia, baixam nossa frequência e luz, a auto-estima, o PODER e além disso, deixam-nos à mercê de forças involutivas. Porque sempre é nós que atraímos os nossos obsessores, sejam eles encarnados ou desencarnados. Vamos nos precaver, para manter nossa identidade ligada com nosso EU SUPERIOR, com nossos Amparadores, mestres e isso depende muito mais de nós do que deles.

Assim concluímos que por nossa baixa frequência, invigilância e negatividade e por compactuarmos com os problemas, dificuldades e outras formas pensamentos de mesma frequência, atraímos doenças, miasmas, parasitas energéticos. E que a doença do homem é a mesma doença da humanidade: a ignorância sobre si mesmo, sobre suas questões existenciais mais profundas e transcendentes.

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Auto-Cura

A doença do homem é a mesma doença da humanidade, a “falta da verdadeira visão” sobre suas próprias questões profundas e transcendentais.

Embora todos os benefícios da medicina alopática, ela tem um aspecto prejudicial no que tange à “consciência”, por transformar o paciente em vítima impotente e não um participante ativo de todo o processo. Pois a cura da doença vem junto com a cura da visão distorcida da humanidade.

Quando o mundo for realmente de PAZ e progresso, justiça, fraternidade e igualdade, as doenças serão raras, pois estarão praticamente curadas em suas causas, isto é, no nível sutil de seus pensamentos e sentimentos.

A doença continua sendo vista apenas em seu aspecto físico, sem considerar que a origem é a nível sutil, de corpo mental, emocional e sistema de Chakras.

A cura de doenças implica numa cura de crenças. Pessoas nervosas sofrem do estômago, plexo solar.

Pessoas tristes sofrem de problemas de coração e pulmão, chakra cardíaco.

Raiva afeta o fígado. Cristalizada, gera cálculos biliares.

Medo, afeta os rins, a mágoa, a bexiga, o endurecimento, afeta as articulações.

Por isso, tratamentos psicológicos, homeopatia, que são mais vibracionais, energéticos, bem como os florais, por seus maiores níveis de sutileza, como também, a psicobioenergética, que atua diretamente nos corpos energéticos, são mais adequados na cura das causas.

A cura vem do alinhamento da persona com a essência, perpassa o corpo físico, o corpo astral ou emocional, o corpo mental, o corpo causal, o corpo atômico, o corpo monádico, o Adi ou Brahman, ligado ao todo.

Toda cura verdadeira é AUTO-CURA.

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Usando o Corpo para Liberar o MEDO

O medo que começa com um pensamento, um sentimento, uma crença ou uma expectativa, e acaba armazenado em seu corpo como sintoma, tensão física e respiração inibida.

Medo sempre é armazenado como tensão, vejamos então zonas de medo no corpo. Trabalhe devagar e pacientemente, gentil, mas profundamente, com uma atitude ritualística e de respeito pelo corpo. Comece com uma carícia:

  • PÉS: (medo de você  mesmo), force e flexione cada dedo. Trabalhe o peito do pé, em torno dos ossos do calcanhar e profundamente na sola dos pés.
  • PANTURRILHA E CANELAS: (medo de ação), suavemente, ao longo de cada lado das canelas, trabalhe profundamente as partes superiores e inferiores das panturrilhas.
  • JOELHOS: (medo da morte) libere o lado interno/traseiro do joelho, mova a rótula em círculos e trabalhe profundamente na parte posterior do joelho.
  • COXAS: (medo de capacidade insuficiente), trabalhe em torno da parte superior da coxa e da virilha, todos os músculos em torno do osso pélvico e profundamente nas coxas.
  • ÓRGÃOS GENITAIS, INCLUSIVE OS OSSOS ÍSQUIOS E CÓCCIX: (medo da sexualidade) trabalhe tenuamente em torno dos genitais, do ânus e do cóccix.

(Revista FEEU: primavera/verão 2003)

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Interagindo com a Sombra

Se não convivermos com a nossa sombra, seremos caolhos, vemos com um olho só, sem incorporar a outra metade e acabamos sendo cruéis com os outros, cobradores, duros cobradores, nos descontando nos outros.

A santidade não é unilateral, só buscamos a luz, o brilho, a virtude, se conhecemos o outro lado. O caminhos da percepção ou do equilíbrio engloba tudo, a partir de um núcleo profundo que se cria, vai atraído o denso e o escuro, o sutil e o claro, os anjos bons e os anjos ruins.

A intenção é integrar essas forças de forma criativa e benfazeja.

Importa é acolher a nossa sombra, a nossa pequenez, a nossa mediocridade.

A condição de ser adultos, humana e espiritualmente, é de assimilar a condição diabólica (ignorância, medo), junto com a condição simbólica.

No caminho da espiritualidade há LUZ e SOMBRA, os obstáculos nos obrigam a nos auto-superar. Como dizia Nitzsche: “o que não nos mata nos fortalece”.

Só lidando com os opostos pode-se ir além de todos os opostos. Deus é compassivo com quem precisa de compaixão.

Reconciliar esses arquétipos dentro de si, buscando a totalidade humano/divina, se movendo do meio do núcleo energético anímico, da profundidade abissal do ser humano. Não negue, mas também não se deixe levar pela sombra. Acima de todas as conquistas e dons, está o “vencer a si mesmo”, voluntariamente. E acolher a negatividade é a verdadeira alegria. É aquela sensação de gratificação, ou iluminação, êxtase, ou biblicamente: Espírito Santo.

Alegria genuína é conviver com a negatividade e ser mais forte que ela. É crer na força interior da Luz. Um pouco de luz que se ascenda de noite, brilha por ela mesma e mostra o caminho.

Você pede a Deus para ser mais forte que as ondas? Ou prefere ficar na praia tranquilo, sem confrontar o mar.

A fé tem como oposição, não o ateísmo ou a negação de Deus, a oposição da fé é o MEDO. quem tem fé, não tem medo.

A fé útil é a que pede a Deus: “me entende, me proteja, me dê saúde, inteligência. A fé plena, a fé preciosa é quando nada se pede a Deus. É a que expressa o Deus que existe em você. A preciosa tem o efeito da superação de todos os medos e por acréscimo, advém a alegria, a jovialidade, a leveza da vida.

São Francisco dizia: “um santo triste é um triste santo”.

A alegria advém da certeza de que Deus é amor, sempre perdoa, por piores que sejam as nossas sombras.

A maturidade humana/espiritual é estar em casa, que é a casa do pai/mãe espiritual que habita o templo de carne, que por ora é a nossa própria casa.