Associação de Estudos Huna

Posts by Heloisa Emer

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Hipnose

Hipnose

Nos “hipnotizamos” constantemente com nossos próprios pensamentos e sugestões conscientes, é um estado normal no qual concentramos nossa atenção, limitando esse foco de atenção para uma área particular de pensamento ou crença. Concentramos com vigor em uma ideia, geralmente excluindo outras. O desempenho consciente, mostra a importância da crença, pois usando “hipnose”, “forçamos” sobre nós uma crença própria ou uma que nos foi dada por outra pessoa, ou seja, um “hipnotizador”. Concentramos toda a nossa atenção sobre a ideia apresentada.

Nossas emoções e atos seguem nossas crenças, ao acreditarmos que estamos nos sentindo de determinada maneira, a crença gerará seu equivalente físico ou emocional. Nossa imaginação virá em seguida, apontando quadros mentais equivalentes de uma condição particular. Não demorará muito para os dados físicos corroborarem a crença.

Em nosso desenvolvimento geral, um estado positivo ou negativo, pode ser usado como método para alcançar um fim construtivo, com o envolvimento de uma crença, de que este estado, é a melhor forma de servir a um propósito. Outros meios nos pareceriam inexequíveis, por causa das várias crenças pessoais que formam um vácuo em nossa experiência, não veríamos outra maneira de atingir o mesmo fim.

Uma crença pode depender de muitas outras, cada uma gerando sua própria emoção e realidade imaginativa. Uma crença na doença depende da crença na indignidade, culpa e imperfeição humana, por exemplo. A mente não contém apenas crenças ativas, contém muitas outras em estado passivo, latentes, prontas para serem focalizadas e usadas. Qualquer uma delas pode ser trazida à tona quando um pensamento criativo atuar como estímulo.

Podemos focalizar ideias de pobreza, doença ou necessidade, por exemplo, nossa mente consciente também contém conceitos latentes de saúde, vigor e abundância. Ao desviar os pensamentos de ideias negativas para positivas, nossa concentração começará a alterar o equilíbrio.

O vasto reservatório de energia e potencial dentro de nós é chamado à ação sob a liderança de sua mente consciente. Podemos raciocinar como criaturas e termos à nossa disposição grande variedade de experiências. Desenvolvemos habilidades de raciocínio com o propósito de evoluir e crescer, nossa consciência expande-se com o uso, nos tornando “mais” consciente ao exercitar essas faculdades.

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Imaginação e Crenças

Imaginação e Crenças

A imaginação desempenha um papel importante em nossa vida subjetiva, dá mobilidade a nossas crenças, o uso apropriado pode acionar ideias na direção que desejamos. É um dos agentes que ajudam a transformar crenças em experiências físicas. Com o conhecimento consciente, nossa mente e imaginação, ligadas ao cérebro, se desenvolverão, seguindo certos caminhos. Em parte, nossa imaginação e emoções seguem nossas crenças, onde alguns padrões são gerais.

É vital compreender a inter-relação das ideias e imaginação, a fim de desalojar crenças inadequadas e estabelecer novas. Ao aprendermos usar a imaginação moveremos conceitos para dentro e fora da nossa mente. Crenças sempre mudam, agora adultos, realizamos atividades que quando crianças, parecia ser impossível. Aos três anos de idade, acreditávamos que era perigoso atravessar a rua. Aos trinta, esperamos ter descartado essa crença, embora ela tenha sido muito adequada e necessária na infância. Nossa mãe pode ter reforçado essa crença, de maneira telepática e verbal, com imagens terríveis do perigo que havia em atravessar a rua, talvez carreguemos conosco o medo emocional e alimentemos imagens de possíveis acidentes.

Emoções e imaginação seguem a crença, quando esta se desvanece, o contexto emocional não é mantido e nossa imaginação se volta para outras direções. Crenças mobilizam automaticamente seus poderes emocionais e imaginativos, poucas são apenas intelectuais.

Ao examinarmos os conteúdos de nossa mente consciente, precisamos aprender, ou reconhecer, as conotações emocionais e imaginativas ligadas a uma determinada ideia. Há várias formas de alterar a crença, substituindo-a pelo oposto.

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Infância e as Crenças

Infância e as Crenças

É necessária uma aquiescência a crenças, especialmente no início da vida, mas não há razão para ficarmos presos a crenças ou experiências da infância. O problema de algumas dessas crenças é que, embora algumas sejam obviamente reconhecidas como prejudiciais ou tolas, outras ligadas a elas podem não ser tão facilmente compreendidas.

Imaginemos a crença no pecado original, não é óbvio o fato de que muitos de nossos atos são motivados por uma crença na culpa. Existe uma ligação entre as crenças, mas não estamos acostumados a examiná-las. Podemos dizer: “Estou acima de meu peso porque me sinto culpado sobre algo do meu passado.” Poderemos tentar descobrir o que aconteceu, mas nesse caso, o problema é uma crença na própria culpa.

Não precisamos carregar uma crença específica, nossa civilização tem por base ideias de culpa e punição. Muitos de nós têm medo de que, sem um sentimento de culpa, não haja disciplina interior e o mundo enlouqueça. O mundo está enlouquecido, não a despeito de nossas ideias de culpa e punição, mas, em grande parte, por causa delas.

Ideias passadas por nossos pais estruturam nossas experiências de aprendizado, estabelecem fronteiras seguras dentro das quais atuamos em nossos primeiros anos de vida e nos dias atuais.

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Estrutura das Crenças

Estrutura das Crenças

Formamos a estrutura de nossa experiência por meio:

  • Crenças,
  • Expectativas.

As idéias pessoais sobre nós mesmos e a natureza da realidade afetarão:

  • Pensamentos,
  • Emoções.

Tomamos crenças sobre a realidade como verdadeiras. Em geral não questionamos, parecem autoexplicativas, aparecem na mente como declarações óbvias para serem examinadas, com frequência aceitas, sem perguntas. Não reconhecemos como crenças sobre a realidade, consideradas como características da própria realidade. Em geral essas idéias parecem irrefutáveis, fazendo parte de nós, não especulamos sua legitimidade, tornam-se suposições invisíveis, colorem e formam nossa experiência pessoal.

Alguns não questionam suas crenças religiosas, aceitando-as como fato. Outros acham comparativamente fácil reconhecer tais suposições interiores quando elas aparecem em um contexto religioso, mas tem pouco discernimento no que se refere a outros tipos de crenças.

É mais simples reconhecer as crenças em relação à religião, política ou assuntos semelhantes, do que identificar as mais profundas crenças sobre nós mesmos, sobre quem e o que somos, particularmente em relação à nossa própria vida. Muitos de nós, somos completamente cegos para as próprias crenças a respeito de si e da natureza da realidade.

Podemos ter pistas sobre nossos pensamentos conscientes, muitas vezes nos recusamos a aceitar certos pensamentos que vêm à nossa mente porque conflitam com outras idéias geralmente aceitas. Nossa mente consciente está sempre tentando apresentar-nos um quadro claro, mas muitas vezes permite que idéias preconcebidas bloqueiem essa inteligência.