Corpo e Mente

Corpo e mente são um sistema. Nossos pensamentos são tão necessários para todo o sistema quanto as células do corpo. Podemos comparar os pensamentos às células individuais, e os sistemas de crenças aos órgãos físicos, compostos de células. Os órgãos são fixos no corpo, embora as células neles contidas morram e renasçam.

Nossas de crenças são tão necessárias e naturais quanto nossos órgãos físicos, têm o propósito de nos ajudar a dirigir o funcionamento do corpo. Não pensamos conscientemente no ir e vir das células dentro dos órgãos, nossos pensamentos vêm e vão pelos sistemas de crenças naturalmente. Em um movimento ideal se equilibram, mantendo nossa saúde e dirigindo nosso corpo permitindo a ocorrência de terapias inatas, atrairão certos tipos de pensamento, com vestígios de experiência emocional.

Uma constante barragem de pensamentos odiosos, vingativos, deveria nos fazer procurar as crenças das quais eles receberam a força. Não é possível fazer isso, ignorando a validade dos nossos pensamentos como nossa experiência, tentando nos empurrar para baixo do tapete de um otimismo superficial. Pensamentos infelizes habituais provocarão o mesmo tipo de experiência física.

Precisamos examinar nosso sistema de crenças. Eventos subjetivos e objetivos “negativos” que enfrentamos, têm o objetivo de nos fazer examinar os conteúdos de nossa mente consciente. A sua própria maneira, os pensamentos de ódio ou vingança são dispositivos terapêuticos naturais. Ao segui-los aceitando-os como sentimentos válidos, irão nos guiar para além deles mesmos, transformando-se em outros sentimentos, carregando-o do ódio para o que poderá parecer a areia movediça do medo, que está sempre por trás do ódio. Aceitando os sentimentos, unificamos nosso estado emocional, mental e corporal. A tentativa de lutar contra eles ou negá-los, divorcia-nos da realidade de nosso ser. Ao lidar com pensamentos, esses sentimentos nos ancoram na integridade de nossa experiência presente, permite que nosso movimento inato e nossa criatividade natural se voltem para uma solução terapêutica. Ao refutarmos essas emoções ou termos medo delas, nos impede o fluxo de sentimentos de um momento para outro, cria represas. Qualquer emoção se transforma em outra se as vivenciarmos honestamente, caso contrário, o movimento natural do seu sistema é obstruído.

O medo, enfrentado e sentido, com as sensações corporais e com os pensamentos que o acompanham, automaticamente produz uma solução. O sistema consciente de crenças, que se encontra por trás do impedimento, será iluminado, perceberemos que sentimos de uma certa forma porque acreditamos em uma ideia que causa e justifica tal reação. Se costumamos negar a expressão de qualquer emoção a esse ponto, tornamo-nos alienados não apenas de nosso corpo, mas de nossas ideias conscientes. Enterraremos certos pensamentos e vestiremos uma couraça biológica para evitar sentir fisicamente esses efeitos sobre nosso corpo. A resposta está em nosso sistema pessoal de crenças, nos fortes conceitos que mantemos em um nível íntimo, que provocaram as inibições.

  • Devemos buscar perceber que estamos andando em círculos, em um frenesi espiritual, tentando reprimir cada ideia negativa que nos vem à cabeça.
  • Devemos perguntar por que acreditamos no poder destrutivo do menor de nossos pensamentos “negativos”.

O corpo e mente juntos apresentam um sistema unificado, auto purificador, auto regulador e curador. Dentro dele, todo problema contém sua própria solução, se for honestamente enfrentado:

  • Cada sintoma, mental ou físico, é uma pista para a solução do conflito que existe por trás dele.
  • Contém em si as sementes de sua própria cura.

Pensamentos amorosos, otimistas e de auto aceitação, são melhores para nós do que o contrário, mas:

  • Crenças a respeito de nós mesmos atrairão automaticamente pensamentos consistentes com suas ideias.
  • Existe uma agressividade natural no amor, como existe no ódio.
  • O ódio é uma distorção dessa força natural, resultado de suas crenças.

A agressão natural é purificadora e altamente criativa, impulso que está por trás de todas as emoções.

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