Associação de Estudos Huna

Posts by Nery Nalin Seitz

Artigos

Praticando o Desapego

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário…
Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: Diga a si mesmo que o que passou jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo…
– Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba…
Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Quando um dia você decidir a pôr um ponto final naquilo que já não te acrescenta.
Que você esteja bem certo disso, para que possa ir em frente, ir embora de vez.

Desapegar-se, é renovar votos de esperança de si mesmo.
É dar-se uma nova oportunidade de construir uma nova história melhor.
Liberte-se de tudo aquilo que não tem te feito bem, daquilo que já não tem nenhum valor, e siga, siga novos rumos, desvende novos mundos.

A vida não espera.
O tempo não perdoa.
E a esperança, é sempre a última a lhe deixar.

Então, recomece, desapegue-se!

Ser livre, não tem preço!

Artigos

Como Me Tornei Um Guerreiro

Houve um tempo em que fugia do medo,
então o medo me controlava.
Até que aprendi a segurar o medo como um recém-nascido.
Ouví-lo, mas não ceder.
Honrá-lo, mas não o adorar.
O medo não podia mais me impedir.
Eu entrei com coragem na tempestade.
Ainda tenho medo,
mas ele não me tem.

Houve um tempo em que
eu tinha vergonha de quem eu era.
Eu convidei a vergonha para o meu coração.
Eu a deixei queimar.
Ela me disse: “Estou apenas tentando
proteger sua vulnerabilidade “.
Eu agradeci à vergonha
e entrei na vida de qualquer maneira,
sem vergonha, com a vergonha como minha amante.

Houve um tempo em que tive muita tristeza
enterrada bem no fundo.
Eu a convidei para sair e brincar.
Eu chorei oceanos.
Os meus canais lacrimais estavam secos.
E eu encontrei a alegria ali mesmo.
Bem no centro da minha tristeza.
Foi o desgosto que me ensinou a amar.

Houve um tempo em que tinha ansiedade.
Uma mente que não parava.
Pensamentos que não silenciavam.
Então parei de tentar silenciá-los.
E eu larguei da mente
fui para a terra,
para a lama.
Onde fui abraçado fortemente
como uma árvore, inabalável, segura.

Houve um tempo em que a raiva queimou nas profundezas.
Eu chamei a raiva para a luz de mim mesmo.
Eu senti seu poder chocante.
Eu deixei meu coração bater e meu sangue ferver.
Escutei, finalmente.
E ela gritou: “Respeite-se ferozmente agora!”.
“Fale a sua verdade com paixão!”
“Diga não quando você quer dizer não!”
“Ande o seu caminho com coragem!”
“Que ninguém fale por você!”
A raiva se tornou uma amiga sincera.
Um guia sincero.
Uma linda criança selvagem.

Houve um tempo em que a solidão cortou profundamente.
Eu tentei me distrair e me entorpecer.
Corri para pessoas, lugares e coisas.
Até fingi que estava “feliz”.
Mas logo eu não pude correr mais.
E eu caí no coração da solidão.
E eu morri e renasci
em uma requintada solitude e quietude.
Isso me conectou a todas as coisas.
Então eu não estava em solidão, mas sozinho com toda a vida.
Meu coração Um com todos os outros corações.

Houve um tempo em que fugia de sentimentos difíceis.
Agora, eles são meus conselheiros, confidentes, amigos
e todos eles têm um lar em mim
e todos eles pertencem e têm dignidade.
Eu sou sensível, suave, frágil,
meus braços envolveram todos os meus filhos internos.
E na minha sensibilidade, poder.
Na minha fragilidade, uma presença inabalável.

Nas profundezas das minhas feridas,
no que eu tinha chamado de “escuridão”.
Eu encontrei uma luz ardente.
Isso me guia agora em batalha.

Eu me tornei um guerreiro
quando me virei para mim mesmo.

E comecei a ouvir.

– Jeff Foster

Artigos

Oração Cherokee

“Eu caminho para dentro e para fora de muitos mundos.

Em minha mente, há muitas moradas.

Cada uma destas, criamos nós mesmos: a morada da raiva, a morada do desespero, morada da autopiedade, morada da indiferença, morada do negativo, morada do positivo, morada da esperança, morada da alegria, morada da paz, morada do entusiasmo, morada da cooperação, morada da doação.

Cada uma dessas moradas visitamos todos os dias.

Podemos permanecer em cada uma delas o tempo que quisermos. Podemos abandonar cada uma dessas moradas mentais no momento que desejarmos. Nós criamos a casa, nós ficamos na casa, nós saímos da casa quando bem quisermos. Podemos criar novos aposentos, novas casas. Quando entramos nestas moradas elas tornam-se nosso mundo até que a deixemos por outra.

Grande Espírito, ninguém pode determinar a morada que devo escolher entrar.

Ninguém tem o poder para isso, a não ser eu mesmo. Permita-me que hoje eu escolha sabiamente.”

Colhido do mural de Maiana Lena – Terapeuta Multidimensional

Artigos

Para Voarmos Como Uma Borboleta, Temos Que Ter a Ousadia de Sair do Casulo…

Seria vital que todos aprendessem qual é o verdadeiro valor da mudança para que não tivessem receio de se modificar… Assim, como trocamos de roupas quando estão velhas, deixamos de lado aqueles sapatos que não nos servem mais, mudamos de estilo, mudamos de sentimentos, não deveríamos temer a transformação de nós mesmos…

Temos que ter em mente que, querendo ou não, simplesmente mudamos… A mudança é uma ousadia e, portanto, devemos estar sempre dispostos a ousar. É ousando que aprendemos que nada evolui se nós mesmos não evoluirmos e ultrapassarmos os nossos próprios medos, as verdadeiras barreiras que nos impedem de crescer…

Para voarmos como uma borboleta, temos que ter a ousadia de sair do(s) casulo(s)…

Os casulos são os nossos medos, os nossos receios, os nossos verdadeiros impedimentos, que nos fazem pisar em terra firme, porém nos impedem de alçar voos…

A mudança é algo característico do ser humano e isso não quer dizer que para isso tenhamos que mudar a nossa essência, significa apenas que certas coisas não nos servem mais e que devemos fazer uma limpeza interna, destruindo sentimentos que não nos acrescentam e todo o resto que não vale a pena, deixando apenas florir em nós aquilo que nos impulsiona a evoluir e a viver a vida sem receios, com a certeza de que uma mudança sempre significará um passo na direção certa, mesmo que o caminho que iremos trilhar nos pareça incerto…

Mudar é se revestir de forças para enfrentar as situações para as quais não estamos preparados. Assim, devemos encarar a mudança como uma condição para a nossa evolução…

Na vida só evolui quem não tem medo de ousar, quem não tem medo de sonhar e lutar para que seus sonhos se concretizem, mesmo que para isso sejam necessárias várias e constantes metamorfoses de si…

Por isso, eu me permito mudar todos os dias… Com isso, eu sou tudo o que já fui um dia, mas sinto que me renovo a cada manhã, eu me transformo porque as mudanças me fazem surgir nova para enfrentar um novo dia… No novo dia, eu me enxergo na mesma vida do ontem, mas de uma forma diferente, com um olhar que já não vê como ontem porque prefere ver um novo dia com as esperanças renovadas, a fé fortificada e a certeza de que mudei. E é por isso que tenho dificuldades quando me pedem para fazer uma descrição da pessoa que sou…

As descrições não cabem toda a minha essência porque seria demarcar um “eu” que sou naquele instante, mas no segundo seguinte já não sou mais aquela, não sou feita por oscilações, mas por evoluções de mim mesma, por mudanças que me revitalizam…

Dessa maneira, penso que descrições são vagas e limitadas porque desconsideram que cada experiência me faz nova e me renova… Sou incompletude porque, a cada passo que dou, sinto que fui contemplada com mais um pouquinho de vida e litros de experiências…

Por isso, nem mesmo as palavras mais profundas seriam capazes de desvendar a minha essência…

Ela não é mutável, mas eu sou metamorfose constante!

Patrícia Regina de Souza

Artigos

Somos Sons e as Palavras São Sementes

Pronunciar SINTO MUITO devolve a unidade perdida ao viajar pela tua pele, que é o órgão mais extenso, que te conecta e te faz sensível frente às vivências dos demais, te desapega dos resultados e te converte em unidade.

O som da palavra PERDÃO, ME PERDOE faz eco em teu pâncreas e em teu cólon desatando laços, liberando histórias…

E se pudesses ver o que mobiliza um AGRADEÇO, SOU GRATO, sorririas junto a todas as células do teu corpo sacudindo suas veias, convertendo teu sangue em luz esse ato desprendido.

TE AMO é o som mais curador do Universo… Esta frase cobre o teu corpo e viaja através de teus pulmões desobstruindo tua respiração… Recorre teus rins transmutando os medos e faz que milhões de células sorridentes lhe deem energia às células tristes de teu sistema imunológico, ou que algumas outras que nasceram com a arte da jardinagem, semeiem relva suave, fresca e ver ao redor das zonas mais áridas do teu corpo.

Se pudesses ver o que provocam as palavras em ti e nos demais, começarias a observar teus pensamentos, teus silêncios, teus sons e teus ruídos porque neste oceano de energia que somos, cada onda que emites cria ondas de diversas cores influenciando aos demais.

SINTO MUITO, ME PERDOE, TE AMO, SOU GRATO.
Devem ser palavras cotidianas em nosso vocabulário.