Associação de Estudos Huna

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Citação dos Abraham

Há uma grande mistura lá fora, e há muitas coisas diferentes acontecendo, e não há um único modo destinado a estar certo. Assim como não há uma única cor, ou uma única flor, ou um único vegetal, ou uma única impressão digital. Não há aquilo que esteja certo sobre todos os outros. A variedade é o que fomenta a criatividade. E, então, você diz “tudo bem, aceito que há bastante variedade, mas não gosto de…comer pepinos.” Não coma pepinos, então. Mas não peça que eles sejam eliminados e não condene os que gostam de comê-los. Não fique nas esquinas empunhando cartazes que proíbam as coisas que você não gosta. Não arruíne sua vida debatendo-se contra. Ao contrário disso, diga “ao invés daquilo, eu escolho isso aqui. Pois isso me agrada.”

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O Grande Gatsby

Esta pequena tradução do início do capítulo I, para nós da Huna, serve para percebermos como um escritor famoso (de grau biométrico provavelmente elevado) conseguiu analisar e constatar qualidades a respeito do intelecto e da personalidade humana, sem julgamento e sem se ligar, assumindo o problema analisado.

Ceres Eliza da Fonseca Rosas

CAPÍTULO I do livro “The Great Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald.

Nos primeiros e mais vulneráveis anos de minha juventude meu pai deu-me uma recomendação que tem estado em minha mente desde então.

“Sempre que você se sentir com vontade de criticar alguém”, disse-me ele, “apenas lembre-se que a maioria das pessoas do mundo não terão tido as vantagens que você teve.”

Ele não me disse mais nada, mas nós sempre temos estado extraordinariamente comunicativos de uma maneira reservada e eu entendi que ele queria dizer muito mais que isso. Consequentemente, tenho me refreado de todos julgamentos, um hábito que tem aberto para mim muitas qualidades curiosas e também me tornou vítima de experimentar não poucos aborrecimentos. O intelecto mal formado é rápido em detectar e se ligar a esta qualidade quando ela aparece em uma pessoa normal, e assim aconteceu que quando eu estava no colégio fui injustamente acusado de ser um político perspicaz, porque eu era o confidente de rudes e estranhos homens. A maior parte das confidências eram não-procuradas – frequentemente eu fingia sono, preocupação, ou uma hostil leviandade quando percebia por um sinal inequívoco de que uma revelação íntima estava tremulando no horizonte; porque as revelações íntimas dos jovens, ou pelo menos nos termos nas quais as expressam, eram geralmente plagiarizadas e reticentes por evidente supressão. Reprimir-se de julgar é um assunto de infinita expectação. Eu estou ainda um pouco receoso de falhar em alguma coisa se esquecer isso, como meu pai orgulhosamente sugeriu, e eu orgulhosamente repito, que um senso de decência fundamental é desigualmente distribuída ao nascimento.

E depois de ostentar esse modo de minha tolerância, cheguei a admitir que isto tinha um limite. A conduta pode ser provida na dura rocha ou nos pântanos úmidos, mas depois de certo ponto, eu não me importo como ela é alcançada. Quando no último outono eu voltei do Leste, senti que queria o mundo em uniformidade e um tipo de atenção moral para sempre; não desejava mais as excursões tumultuosas com privilegiados gozos passageiros dentro do coração humano. Somente Gatsby, o homem que deu seu nome para este livro, estava eximido de minhas reações – Gatsby que representou tudo para o qual tenho um franco desdém. Se a personalidade é uma série inquebrantável de ditosas ações, então há alguma coisa esplêndida sobre ele, alguma aumentada sensibilidade para as promessas da vida, como se ele fosse refratário a uma dessas intrincadas máquinas que registram terremotos a dez mil milhas de distância. Esta conformidade não tem nada a ver com essa frouxa impressionabilidade que é dignificada sob o nome de “temperamento criativo” – era uma extraordinária dádiva para a esperança, uma disposição romântica tal como eu jamais havia achado em qualquer outra pessoa e que não é provável que volte achar novamente. Não – Gatsby continuou impassível até o fim; e é o que devorou Gatsby, aquela poeira flutuando no despontar de seus sonhos, que temporariamente liquidou meu interessa nas abortivas tristezas e sucinta relação humana.

(1925 – primeira edição do livro “The Great Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald)

(1974 – houve um filme da Paramount Pictures apresentado por David Merrick, com Robert Redford e Mia Farrow, dirigido por Jack Clayton e distribuido por Cinema International Corporation)

(2013 – filme de Baz Luhrmann estrelando Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e Carey Mulligan)

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O Sonho Dentro do Sonho

Existe um sonho dentro de cada um, e um sonho dentro de cada sonho. Saber sonhar é um dom que o ser humano possui, e que o leva a melhorar a si mesmo e ao mundo que o rodeia, desafiando suas próprias habilidades e desafiando o sonho dentro do sonho – porque ele pede para ser desafiado!

Mas o que é o sonho dentro do sonho? Todos nós sonhamos algo. Mas nem todos buscaram esse algo tão sonhado, pois há outro sonho dentro do nosso sonho: o sonho de que tudo dará errado ou resultará inútil, o sonho do fim dos nossos sonhos. Inevitavelmente, como um brinde, cada sonho vem com outro sonho dentro dele, o reverso do sonho, sua contrapartida. Ele acontece simultaneamente, pode estar em primeiro plano ou em segundo plano, mas sempre estará lá; é como se fizesse parte do nosso sonho, mas é outro sonho, é à sombra do sonho. Realizar nossos sonhos depende de acreditarmos mais no sonho que amamos do que no sonho dentro do sonho.

Quando acreditamos no sonho e o deixamos em primeiro plano, buscamos o que sonhamos, lutamos, descobrimos e despertamos forças, construímos, pois achamos que vale a pena. Quando acreditamos no sonho dentro do sonho e o deixamos em primeiro plano, sonhamos parados, atrofiamos nossas forças, e assistimos ao fim dos nossos sonhos, construindo o pesadelo de não ter sonhos, de não ter propósito, de não nos entregarmos à vida.

O sonho nos desafia ao crescimento e nos faz desafiar a força do sonho dentro do sonho – ele está lá para ser desafiado, e para isso basta que possamos detectá-lo e colocá-lo em segundo plano. Somos fortes o suficiente para isso, é uma simples questão de lucidez…

Abençoados sejam!

Corvo Negro

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Tudo é Energia

“Eliminar energias negativas da sua mente e da sua moradia é um Princípio de Saúde, Harmonia e Prosperidade”. Você nem imagina o bem que faz.

O lar é como uma entidade viva, feita de energias produzidas por diversas fontes, sendo a principal fonte de energia a soma das mentes de todos os seus moradores.

Faça uma faxina mental enquanto reproduz isso na prática, limpando a casa.

O primeiro passo – uma faxina geral e bem caprichada. A partir daí escolha uma das seguintes formas de limpeza fluídica, ou todas, se preferir.

Preceito Um – Vaporize tudo com a mistura de um litro de álcool de cereais fácil de encontrar nas farmácias com 7 pedras de cânfora. Isso você prepara com 7 dias de antecedência e aguarda o momento certo. Nessa mistura pode-se acrescentar aromas, como por exemplo, ramos de alecrim e especiarias como cravo e canela.

Preceito Dois – Ponto de Fogo. Utilize uma vela acesa para queimar miasmas restantes em cada canto da moradia, no movimento vertical, subindo e descendo.

Preceito Três – Fumegação com ervas secas: alecrim, flores de alfazema, arruda e palha de alho. Defume tudo, inclusive armários e roupas, sem esquecer as áreas externas, caso as possua. Bem baratinho. Quando utilizar o Preceito Três, comece defumando a si mesmo e a todos os moradores da casa. E quando iniciar a defumação da casa comece dos fundos (quintal) ou quartos (em apartamentos) e em ambos, prossiga com a defumação até alcançar a porta que você utiliza para sair à rua.

O que foi indicado aqui tem a ver não somente com a limpeza energética. Tem a ver também com Harmonia e Prosperidade.

Fazemos votos que você higienize seus pensamentos, sentimentos e emoções. Porque aqui nós sabemos que esses, quando são negativos, contaminam sofás, cortinas e paredes, gerando consequências igualmente negativas.

O maior inimigo do pensador é o seu próprio pensamento impuro. Purifique o seu, de todas as formas, jeitos e maneiras. “Assim, viverá melhor.”

Nilsa Alarcon

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Jogos Humanos

Imagine um continente com um caminho serpenteado a partir da praia do sul, indo em direção à extremidade norte. Vamos usar essa imagem à medida que seguimos o desenvolvimento da consciência humana através de alguns dos diferentes jogos que jogamos.

A senda da consciência frequentemente começa com uma experiência dolorosa. Esta dor inicial é simbolizada por cavernas escuras perto da praia do sul no Continente dos Jogos Humanos. Embora sua intenção possa ser caminhar por uma senda de alegria, frequentemente é preciso que a dor o arranque de seus caminhos habituais de pensamento e comportamento. Esta força motivadora pode ser a morte de alguém amado; isso o faz questionar todas suas crenças. A senda pode resultar de uma doença. Pode ser uma dor psicológica tão profunda que o force a olhar para as outras possibilidades. Imagine uma flecha e um arco. O esforço o faz saber que a flecha voará com força. Acontece o mesmo com a dor inicial. Ela constrói a energia ou motivação para conduzir-nos através das provações da senda. Quando a dor se torna tão intensa que não a podemos suportar, procuramos novas possibilidades. Isso conduz ao crescimento.

A maioria do seu comportamento e formas habituais de pensar são inicialmente estabelecidas por experiências na primeira infância e muitas delas têm implicações de sobrevivência ligadas a elas. Uma criança a quem é ordenado com raiva para modificar seu comportamento sentirá que sua sobrevivência depende de obedecer a ordem. Esse comando, quanto repetidos com frequência suficiente, torna-se uma lei eterna. Quando o crescimento demanda que você mude seu condicionamento, um aspecto de si sentirá que sua sobrevivência está sendo ameaçada e o medo pode resultar.

À medida que começa a mudar e deixa aquelas Cavernas da Dor, você pode encontrar em seguida a Floresta do Medo. O medo é uma reação química que acontece para assegurar a sobrevivência do corpo. Quando você sente que sua sobrevivência está ameaçada, o medo precipita-se através de você com a intenção de protegê-lo através de seus efeitos psicológicos. Assim, à medida que se torna um ser mais consciente, fique ciente de que pode encontra-se na Floresta do Medo.

Passando a floresta, a senda dirige-se através de um pântano. Este é o Pântano da Resistência. A resistência, como uma rocha em um rio, o tornará mais lento. Quando você está mudando rapidamente demais ou encontrando padrões que não está pronto a abandonar ainda, a resistência tornará você mais lento.

A resistência manifesta-se de muitas formas. Algumas das mais comuns são dores corporais, tédio, raiva, ser demasiado falador ou fazer algo perturbador. Quando está experimentando resistência na senda, perceba que algo está o amedrontando. Nessa alternativa, tranquilize-se e modere um pouco.

Quando finalmente nos livramos da resistência e seguimos a senda do continente em frente, chegamos a uma montanha. É a Montanha do Esforço. Parece grande e amedrontadora. Se não fosse por aquelas Cavernas da Dor atrás de nós, provavelmente voltaríamos.

Foi preciso muita energia da parte da sua escola, de seus pais e de si próprio para programar você da forma que está programado e demandará uma energia igual, senão maior, para MUDAR. Lembre-se que muitos de seus padrões foram estabelecidos com a força da ameaça à sobrevivência, a força mais poderosa do reino animal. Aquela energia deverá ser contrabalançada por forte intenção, se você quiser escalar a Montanha do Esforço. Você tem que estar desejoso de colocar energia em sua transformação.

À medida que cresce em consciência, pode experimentar recuos temporários. Surtos de emoção inexplicável, quedas seguindo-se de picos experimentais, doenças físicas ou outros sintomas físicos. Esta é uma ocorrência natural na senda e é simbolizada pela Lagoa da Morte do Ego. Lembre-se de que os padrões que está agora transformando têm muitas lembranças, pensamentos e emoções associados a eles. Representam energia bloqueada. Quando o padrão é mudado, aquela energia é liberada, resultando em vários sintomas. Os sintomas da morte do ego são uma característica natural na senda em direção à consciência.

Depois de viajar meio caminho subindo o continente, você chegará a uma área importante. Ela na realidade divide o continente em duas metades. É o Rio da Culpa. Muitas pessoas movem-se das Caverna da Dor para o medo, depois a resistência e depois voltam à dor. Eles nunca quebram esse ciclo porque não estão desejosos de despender a energia necessária para ocorrer o crescimento. Eles nunca cruzam a montanha nem alcançam o rio.

Na parte de baixo do continente, somos vítimas das circunstâncias: “Sou como sou por causa da minha educação, meus pais ou falta de sorte”. Estamos desesperadamente envolvidos em um mundo dirigido por “outros”, sempre procurando alguém para culpar por nossa má sorte e um salvador de alguma forma para resgatar-nos. Enquanto você torna alguém responsável pelo que você gosta em sua vida, sempre estará procurando alguma força externa para transformar sua experiência e será incapaz de fazer isso você mesmo.

Você deve cruzar o Rio da Culpa. Ninguém em seu presente ou passado jamais fez algo para você e ninguém irá salvá-lo. VOCÊ escolheu todas as experiências e circunstâncias de seu passado a fim de que pudesse se tornar o que é. Toda transformação que ocorra em sua vida VOCÊ também terá que escolher.

Enquanto você culpar alguém por suas experiências, não será capaz de mudá-las. Todas as experiências na sua vida tiveram origem em sua mente criativa.

Escolha o passado que você criou, é a matéria-prima para trabalhar com ela e prosseguir na senda. Uma coisa miraculosa começa a acontecer quando você aceita a responsabilidade por suas experiências. Isto é ilustrado por duas características do Continente dos Jogos Humanos: a Casa da Cura e o Campo de Recompensas.

Quando você despendeu energia para ultrapassar o Rio da Culpa, uma mudança começa a acontecer. As Cavernas da Dor não são mais sua força motivadora. É a alegria da vida que agora estimula-o a prosseguir. Aquilo que antes era um esforço, agora se torna facilidade. Os hábitos auto-destrutivos caem, sua saúde melhora, você encontra as pessoas com atitudes positivas em relação à vida e, em geral, há um sentimento de sucesso e bem estar em sua vida.

Neste ponto você se move da senda rochosa dos perigos e trabalho árduo, para a Estrada da Ação Correta. Na Índia é chamada de senda do Dharma: Caminhar em harmonia. A esta altura você desenvolveu um sentido daquilo que está alinhado com seu mais alto bem e de tudo ao seu redor. Se você se desvia, terá uma forte reação que o trará de volta à harmonia consigo e com seu meio.

Caminhar pela Estrada da Ação Correta o leva ao Jardim do Compartilhar. Isto acontece bem naturalmente, enquanto se movimente em direção à consciência. Não podemos mais testemunhar dor e sofrimento sem desejar ajudar a mudar isso. Compartilhando sua senda e a transformação que ela trouxe, você pode ser um catalisador para a transformação dos outros.

Quando você chega ao ponto norte do continente, descobrirá a Cidade da Responsabilidade. Na cidade, experimentará viver em um estado de estar continuamente consciente de que está criando sua própria vida momento a momento. Será capaz de regozijar-se com o espetáculo eternamente mutável da forma, cor e sentimento. Testemunhará a beleza e movimento do Infinito da forma física ao redor e em você.

Nosso continente está rodeado de água. A água é o símbolo da bem-aventurança. O êxtase é a forma mais próxima para descrever o estado de ser que rodeia todos os jogos humanos.

Há dois aspectos da vida que são necessários em cada passo de sua jornada. São: Escolha e Risco. Nenhum crescimento acontecerá sem que você o escolha em primeiro lugar. Você deve verdadeiramente desejar transformação e escolher o estado de ser que deseja experimentar. Então esteja pronto para arriscar o velho por amor ao novo. Quer seja ultrapassar as Cavernas da Dor ou embarcar na Cidade da Responsabilidade Pessoal para o Mar do Êxtase, você deve sempre estar desejoso de aceitar os riscos. Abrace o arriscar-se como um estado natural no qual viver; Pois nesta senda, a vida nunca é previsível. É isso que torna tão divertido jogar no Continente dos Jogos Humanos.

Tradução de Ceres Eliza da Fonseca Rosas

Human Games (Cap 2) – Guiding Yourself into a Spiritual Reality – Tolly Burkan