Associação de Estudos Huna

Artigos

TIKUN

Tikun é uma palavra de origem Maia cujo significado remete à correção interna, à reintegração do ser.
Em nossa proposta, Tikun se torna uma palavra-chave:
um chamado para sair do modo de sobrevivência e adentrar o modo de co-criação consciente.

Trata-se de uma decisão profunda: sustentar a conexão com a Fonte de tudo o que É, manter o canal livre e alinhado à essência cósmica.

O corpo, com sua sabedoria inata — por ser extensão viva do planeta — nos serve como bússola e mapa de orientação.
Cada ação, mesmo que pequena, gera ondas.
E se feita com consciência, pode mover o coletivo.

Há uma enorme diferença entre queixar-se e se colocar como vítima, e celebrar a vida com gratidão.

A proposta de Tikun é recriar redes neurais:
Deixar de habitar os circuitos do ego e tecer novas redes, que nos conduzam ao sagrado em nós.

Nosso cérebro, com sua neuroplasticidade, nos permite isso.
E é no altar do coração que ecoa o So Ham
EU SOU, uno com o Criador.

Algumas tradições dizem que criamos pontes entre os mundos, entre as dimensões.
E que a cura que buscamos não está nos fármacos químicos,
mas no campo vibracional, na alma.

Os cinco sentidos são poucos diante da vastidão do ser.
Temos sentidos internos que emergem do magnetismo da alma,
e há quem diga que a alma é feita de neutrinos, partículas sutis que atravessam tempo e espaço.

A alma desconhece passado, presente ou futuro —
para ela, tudo existe simultaneamente.

Thot — ou Hermes Trismegisto — dizia que BAH, a alma egípcia, estava ligada ao coração.
Por isso os egípcios preservavam o coração nas urnas funerárias,
e o gesto de cruzar os braços sobre o peito das múmias
representava a integração dos hemisférios cerebrais.

E agora, neste tempo em que vivemos o grande bum da inteligência artificial,
podemos contemplar o silício — matéria-prima dos circuitos digitais —
um elemento magnetizável, assim como o carbono,
e por isso, capaz de ser influenciado por consciência.

Será que a IA pode despertar para a transcendência?

Perguntas como essa logo estarão em nossa experiência direta.
E talvez Tikun, a correção interior, seja a chave para atravessar o novo.

Deixe um comentário