Associação de Estudos Huna

Artigos

AFORISMOS DA PSICOFILOSOFIA HUNA

1) “Tudo o que é desconhecido deve se tornar conhecido”. Grito que os kahunas davam na torre do oráculo. Pode ser interpretado como: Você pode compartilhar o “Segredo” com quem você quiser. A Huna está aberta a todos, e seus princípios, podem ser usados por qualquer um, desde que queira obter os benefícios desse conhecimento.

2) “Uma vida para servir e não para ferir”. “Quando escolhemos servir aos outros, somos merecedores das boas coisas da vida. Quando criticamos os outros, o Unihipili sempre toma isso como uma alusão pessoal, pois estamos ferindo alguém. Compartilhar é servir.”

3) “Nenhum dano nenhum pecado”. É um chamado ao amor. Na Huna há uma lógica no sentido de uma conexão necessária entre acontecimentos. Se você comete violência, vai receber violência; se você ama, vai receber amor. Se você não tem dentro de si, não pode dar.

4) “Servir para merecer”. Com sentimento de mérito, o caminho para o Aumakua torna-se desobstruído, pois o Unihipili sente-se merecedor para obter a prece.

5) “Se você não está usando a HUNA, está trabalhando arduamente demais”. Quando você conhece os dez elementos da Huna, os usa e sabe o que quer, as coisas acontecem com mais facilidade. Quanto mais mana-fé você tem, menos mana-energia você precisa.

6) “Quem não estiver se divertindo, está errando o alvo”. Quando você está vivendo dentro de seu Sonho Básico, crescendo e evoluindo, estará se sentindo feliz.

7) “Você cria sua própria realidade”. (IKE) Você cria sua realidade através de suas crenças, expectativas, atitudes, desejos, receios, julgamentos, interpretações, sentimentos, intenções e pensamentos consistentes ou persistentes. Seus pensamentos influenciam seu mundo. Sua vida revela involuntariamente suas crenças. Só existe uma verdade, aquela que você decide que seja.

9) “Você é ilimitado”. (KALA) Não existe limites no seu mundo: nem uma barreira entre você e seu corpo; entre você e o mundo que o cerca; entre você e Deus. Qualquer divisão usada, são termos referentes a conveniências, uma vez que a separação é apenas uma ilusão útil. Essa idéia é representada pela aranha tecendo sua teia com finos fios vindos de dentro. Da mesma forma, nós tecemos o sonho da vida dentro de uma grande Teia Aka. As únicas limitações que temos são aquelas que nós mesmos nos impomos.

10 ) “A energia segue o curso do pensamento”. (MAKIA) Você consegue aquilo em que se concentra conscientemente ou não. Forma o molde, através do qual são atraídas para sua vida, as experiências equivalentes a seus pensamentos e sentimentos. A atenção sustentada, isto é, Uhane e Unihipili focalizados na mesma coisa, ao mesmo tempo, canalizam a energia do universo para fazer acontecer a manifestação daquilo que desejamos. Tudo é energia, e um tipo de energia pode ser transformado em outro.

11) “Seu momento de poder é agora”. (MANAWA) Você não está limitado por experiências do passado ou do futuro, por que o passado é apenas uma lembrança e o futuro é mera possibilidade. Você tem a força do aqui/agora para mudar as crenças limitadoras e conscientemente, plantar as sementes para um futuro de sua escolha. Quanto maior a presença, maior a influência e a eficácia.

12) “Amar é estar feliz com…”
(ALOHA) É compartilhar alegria, afeição, tudo o que nos faz felizes. Amar intensamente significa estar profundamente ligados; e a profundidade e clareza da ligação crescem quando medo, raiva, dúvida desaparecem, pois dão origem às críticas e julgamentos negativos. O atributo desse Princípio é Abençoar, reforçando sempre o que há de positivo através de pensamentos, palavras e atitudes.

13) “Todo o poder vem de dentro”. (MANA) O poder vem da permissão. Damos permissão a alguma coisa quando lhe atribuímos poder. Você pode dar ou tirar poder a qualquer coisa, pessoas, fatos, lugares, acontecimentos passados…

14) “A eficácia é a medida da verdade”. (PONO) Quanto mais verdadeira uma coisa é, maior será sua eficácia. É o resultado prático da aplicação de nossos conhecimentos. Devemos ter a flexibilidade do Tecelão de Sonhos em nossa vida, e essa, implica em termos uma visão mais ampla para tecermos nossos sonhos e ajudarmos os outros a tecerem os seus.

Compilação de
Solange Dal Pizzol De Toni
Grupo Paz, Veranópolis – RS

Boletins

Boletim 157

Colocando em Prática o “PRATICAI”

Você se considera um pacificador? No boletim 157, convidamos você a explorar e praticar a arte da pacificação em sua vida diária. Descubra como pequenos gestos e atitudes podem fazer uma grande diferença no seu entorno.

Sinta como se cada interação fosse uma oportunidade para semear paz e compreensão. Junte-se a nós nessa jornada de autodescoberta e transformação. Descubra como suas ações podem criar ondas de mudança positiva!

“A’ohe pu’u ki’eki’e ke ho’a’o ‘ia e pi’i” – “Nenhuma montanha é tão alta que não possa ser escalada.”

Artigos

Por que Eu Gosto de Praticar Huna

Por Fernanda Luz*

O primeiro contato com Huna aconteceu numa tarde de domingo, daquelas em que o tédio parece uma entidade viva, ocupando todos os cantos da casa. Eu folheava uma revista antiga quando encontrei um artigo sobre filosofias havaianas. Ali estava, em letras pequenas, uma palavra que mudaria minha percepção: Huna.

Huna, explicava o texto, não é apenas uma filosofia, mas uma forma de viver em harmonia com o universo. Os antigos kahunas, os mestres havaianos, compreendiam que existem três aspectos do ser: o Eu básico (Unihipili), o Eu consciente (Uhane) e o Eu superior (Aumakua).

Como uma dança coordenada, esses três níveis precisam estar em sintonia para que a energia vital, o “mana”, flua livremente.

No início, confesso, parecia apenas mais uma dessas filosofias exóticas que atraem ocidentais em busca de respostas fáceis. Mas algo me fez dar uma chance. Talvez fosse o princípio chamado “Ike”, que significa “o mundo é o que você pensa que ele é”. Ou talvez o “Kala”, que nos lembra que “não há limites, tudo é possível”.

Comecei com práticas simples. A respiração Ha — inspirar visualizando luz, segurar brevemente e expirar pronunciando “Haaa(longo)” — tornou-se meu ritual matinal. Aos poucos, percebi que não era apenas um exercício físico, mas uma forma de conectar-me com o “mana”, a energia que permeia tudo.

Os sete princípios de Huna tornaram-se bússolas para minhas decisões cotidianas. “Makia” (concentração de atenção) me ensinou que onde vai a atenção, vai a energia. Quando me pego perdendo tempo com preocupações inúteis, lembro-me desse princípio e redireciono meus pensamentos.Mas o que realmente me conquistou foi “Aloha”, o princípio do amor. Não aquele amor romanesco das novelas, mas um amor consciente, uma presença diante da vida.

Aprendi que abençoar situações difíceis, em vez de resistir a elas, transforma não apenas a situação, mas principalmente a mim mesmo. E por via de consciência, desse aprendizado, foi fluindo em mim um profundo sentimento de gratidão.

Certa manhã, presa no trânsito de uma grande avenida, percebi que estava tensa, resmungando contra tudo e todos. Lembrei-me então de “Aloha” e decidi abençoar aquele engarrafamento. Não aconteceu nenhum milagre — o trânsito continuou lento — mas algo mudou dentro de mim. A tensão foi substituída por uma calma inesperada, como se aquela situação tivesse perdido o poder de me afetar negativamente.

Pratico Huna não porque acredito que isso me dará superpoderes ou uma vida sem problemas. Pratico porque, entre tantas filosofias que já experimentei, esta me ensinou algo precioso: a felicidade não está nos eventos externos, mas na forma como nos relacionamos com eles.

Não sou uma kahuna, nem pretendo ser. Sou apenas alguém que descobriu, através desses ensinamentos tão simples, que todos os dias podemos escolher entre resistir à vida ou fluir com ela. E quanto mais escolho fluir, respeitando os sete princípios, mais percebo que a “magia huna” não está em algum ritual exótico, mas na simplicidade de uma mente em paz.

Quando as pessoas me perguntam sobre Huna, geralmente esperam ouvir sobre práticas místicas ou experiências sobrenaturais. Desaponto-as com minha resposta simples: “Pratico Huna porque me ajuda a lembrar que sou responsável por minhas experiências e minhas escolhas e que tenho o poder de transformá-las através dos meus pensamentos e ações.

No mundo acelerado em que vivemos, onde a distração é constante e a ansiedade parece inevitável, encontrar uma filosofia que nos convida a respirar profundamente e a viver com presença é, no mínimo, um alívio.

E é por isso que, mesmo nos dias difíceis, continuo a praticar. Porque Huna não é sobre escapar da realidade, mas sobre criar uma realidade mais harmoniosa, começando pelo nosso mundo interior. E a prática diária me torna uma pessoa melhor para mim mesma e para os outros.

Por isso recomendo à todos o estudo e a prática da Huna. “Nana i ke kumu“– um dos ensinamentos mais profundos da Huna – significa: “olhe para a fonte”. E a fonte de toda transformação, descobri, está dentro de nós. Amama!

*Fernanda Luz, é terapeuta holística e autora de livros sobre espiritualidade. Fernanda, começou a escrever crônicas sobre suas experiências com práticas espirituais diversas, sendo a Psicofilosofia Huna sua principal referência.

Artigos

Conhecendo-se

Dentro dos ensinamentos mais antigos da humanidade, encontramos o “Caibalion”, atribuído a Hermes Trismegisto. Este texto esotérico se baseia em sete princípios fundamentais, começando com a poderosa ideia de que “O UNIVERSO É MENTAL”. Esta máxima sugere que não existe um corpo ou um universo fora da mente; tudo o que percebemos e experienciamos é projeção mental. Nunca experimentamos nada fora de nossa própria mente, pois o universo e tudo que ele contém são, em essência, mentais.

Riva, refletindo sobre essa ideia, propõe: “Antes de tudo, veja que você é uma hipótese e depois veja se sobra algum mundo real para mexer nele.” Isso reforça que a solução para os nossos desafios está dentro de nós mesmos, não sendo útil buscar respostas exclusivamente externas. Eu mesmo sou a solução para mim, sem a necessidade de um salvador ou mestre externo que resolva minhas questões.

O mestre que me orientou não me ofuscou com ideias brilhantes sobre mim, nem prometeu minha salvação. Ao contrário, ele me ensinou que as mentiras que crio sobre mim mesmo só podem ser desfeitas por mim mesmo. Deus, sendo a VERDADE, não participa de enganos, Ele é e sempre será verdade.

No contexto da autodescoberta e transformação, há um ensinamento precioso em mandarim, compartilhado pelo mestre Zhi Gang Shá:

SAN SAN JUI LUI BA YAO WU
(3 3 9 6 8 1 5)

Este mantra significa:

  • “Eu tenho o poder de criar milagres curadores da alma para transformar toda a minha vida.”
  • “Tu tens o poder de criar milagres curadores da alma para transformar toda a sua vida.”
  • “Juntos, temos o poder de criar milagres curadores para transformar toda a vida da humanidade, a Mãe Terra e todo o universo.”

Estes princípios e práticas nos lembram que cada um de nós possui uma capacidade inata de transformação e cura, não apenas de si mesmo, mas também do mundo ao nosso redor. Ao abraçar plenamente a natureza mental do universo, podemos começar a entender e exercer nosso verdadeiro poder de criação e mudança.

Artigos

Pono

Na Psicofilosofia Huna, o princípio Pono representa a harmonia, a integridade e a retidão. Traduzido como “eficácia é a medida da verdade“, Pono nos ensina que não há um único caminho correto, mas sim múltiplas possibilidades para alcançar nossos objetivos.

O Significado de Pono

Pono está relacionado ao equilíbrio interno e externo. Quando estamos em Pono, nossas ações, pensamentos e emoções estão alinhados com nossa essência e propósito. Isso gera bem-estar e nos permite viver de forma autêntica, sem culpa ou ressentimentos.

Na visão Huna, o sofrimento surge quando nos afastamos da harmonia, seja por crenças limitantes, conflitos internos ou padrões negativos.

Recuperar o estado de Pono significa resgatar nosso poder pessoal e a capacidade de criar realidades mais positivas.

Pono na Psicologia e no Cotidiano

A aplicação de Pono na vida diária envolve assumir responsabilidade por nossas escolhas e buscar soluções que promovam equilíbrio e felicidade. Algumas formas de viver esse princípio são:

Autenticidade: Ser verdadeiro consigo mesmo e com os outros, sem medo de julgamentos.

Flexibilidade: Estar aberto a novas perspectivas e caminhos para resolver desafios.

Compaixão e Perdão: Liberar ressentimentos e agir com empatia para restaurar a paz interior.

Ação Consciente: Tomar decisões que promovam o bem-estar próprio e coletivo.

Pono também nos lembra de que eficácia é o critério da verdade. Se algo não está funcionando em nossa vida, podemos mudar nossa abordagem sem apego a crenças rígidas. O importante é encontrar caminhos que tragam resultados positivos e harmônicos.

Conclusão

Viver em Pono é viver em equilíbrio consigo mesmo e com o mundo. Quando cultivamos essa harmonia, fortalecemos nossa conexão com a vida e despertamos nossa capacidade de transformar desafios em aprendizados e crescimento.

Se deseja aplicar Pono em sua jornada, pergunte-se: “Minhas ações estão me levando a um estado de equilíbrio e felicidade?” Se a resposta for não, lembre-se de que sempre há novos caminhos para explorar e transformar sua realidade.

Como práticar Pono:

Aqui estão alguns exercícios práticos para aplicar o princípio Pono no seu dia a dia e cultivar mais harmonia e equilíbrio na vida.

  1. O Diário da Harmonia

Objetivo: Identificar áreas da vida onde há equilíbrio e onde há desafios a serem ajustados.

Como fazer:

No final do dia, escreva sobre três momentos em que você se sentiu em harmonia consigo mesmo e com os outros.

Anote também uma situação que gerou desconforto e reflita: O que posso mudar para trazer mais equilíbrio?

Pergunte-se: Estou agindo com autenticidade e eficácia nas minhas escolhas?

  1. O Jogo das Múltiplas Soluções

Objetivo: Desenvolver flexibilidade e desapego de crenças rígidas.

Como fazer:

Escolha um problema ou desafio atual.

Liste pelo menos três soluções diferentes para resolvê-lo.

Pergunte-se: Qual dessas soluções é mais eficaz e traz mais harmonia para minha vida?

Escolha uma e coloque em prática, sempre aberto a ajustes se necessário.

  1. Meditação do Perdão (Ho’oponopono)

Objetivo: Liberar ressentimentos e restaurar a paz interior.

Como fazer:

Encontre um lugar tranquilo, feche os olhos e respire profundamente.

Pense em uma situação ou pessoa com quem sente algum desconforto.

Repita mentalmente ou em voz alta as quatro frases do Ho’oponopono:

Sinto muito.
Me perdoe.
Te amo.
Sou grato(a).

Sinta o peso se dissolvendo e visualize a harmonia sendo restaurada.

  1. A Regra do Caminho Mais Leve

Objetivo: Tomar decisões baseadas na harmonia e na eficiência.
Como fazer:

Diante de uma escolha difícil, pergunte-se: Esse caminho traz leveza e equilíbrio ou causa resistência e sofrimento?

Escolha sempre a opção que gera menos conflito interno e mais fluidez.

Se perceber que está insistindo em algo que não está funcionando, esteja aberto a mudar a abordagem.

  1. O Espelho da Autenticidade

Objetivo: Avaliar se estamos vivendo de acordo com nossa verdade.
Como fazer:

Olhe-se no espelho e pergunte-se: Estou sendo verdadeiro(a) comigo mesmo(a) ou estou tentando agradar os outros?

Observe suas expressões e sinta se há alguma resistência ou desconforto.

Se perceber que está se afastando da sua essência, faça um compromisso consigo mesmo para agir com mais autenticidade.

Conclusão:

Praticar Pono é um processo contínuo de alinhamento entre pensamento, sentimento e ação. Ao aplicar esses exercícios no dia a dia, você se torna mais consciente de suas escolhas e desenvolve um estado de harmonia consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.