Associação de Estudos Huna

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Tempo Simultâneo

Tempo Simultâneo

Não podemos sentir culpa e apreciar isto em um nível consciente. Ao nos percebermos e nos recriminarmos por causa de algo que fizemos ontem, ou há dez anos atrás, não estaremos sendo virtuosos, estaremos provavelmente, envolvidos com a culpa artificial. Mesmo que tenha ocorrido uma violação, a culpa natural não envolve penitência, é uma medida de precaução, um alerta antes de um evento. “Não torne a fazer isso”, é a única mensagem posterior. Uma percepção de “tempo”, mas ele é simultâneo. Em sendo simultâneo, a punição não faz sentido. A punição como evento, e o evento pelo qual estaríamos sendo punidos ao mesmo tempo, e uma vez que não existe passado, presente nem futuro, poderíamos dizer que a punição veio primeiro.

A reencarnação é uma interpretação da mente consciente em termos lineares e distorcida. É uma interpretação criativa, porque a mente consciente brinca com a realidade como ela a entende.

Assim não há qualquer carma a ser pago como punição, a menos que acreditemos que existam crimes pelos quais precisamos pagar. Quanto maior nosso “período” de reflexão, mais longo o tempo que parece passar entre eventos. Pensamos que há um corte temporal entre reencarnações, que uma segue a outra como um momento parece seguir outro. Nossa percepção de uma realidade de causa e efeito, criam uma hipótese da realidade segundo a qual uma vida afeta a vida seguinte. Em nossas teorias de culpa e punição, geralmente imaginamos que vida é obstruída por culpas produzidas na última vida, acumuladas através dos séculos.

As existências múltiplas são simultâneas e ilimitadas. Em nossa linguagem, a mente consciente está crescendo rumo a uma compreensão da parte que precisa desempenhar em tal realidade multidimensional. É suficiente entendermos nossa parte nesta existência. Quando compreendermos plenamente que formamos o que pensamos ser nossa realidade atual, tudo o mais irá encaixar-se. Crenças, pensamentos e sentimentos são instantaneamente materializados fisicamente. A realidade terrena deles ocorre simultaneamente com seu início, mas no mundo do tempo, parecem ocorrer lapsos. Uma coisa causa a outra, tudo ocorre ao mesmo tempo.

Nossas múltiplas vidas estão ocorrendo como a realização imediata de nosso ser na expansão natural de nossas habilidades multifacetadas. “Imediatamente” não significa um estado terminado de perfeição nem uma situação cósmica em que todas as coisas já foram feitas, pois todas as coisas estão em constante vir-a-ser. Estamos nos formando, presente, futuro e passado, ainda estamos vivendo no que achamos que já está feito. Ademais, estamos experimentando eventos dos quais não nos lembramos, em que nossa consciência sintonizada linearmente não pode perceber nesse nível.

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Graça Natural

Graça Natural

Estado de graça é uma condição na qual todo crescimento acontece sem esforço, uma alegre e transparente aquiescência, fundamento básico de toda existência. Nosso corpo cresce de forma fácil e natural desde o momento do nascimento, sem resistência, considerando o milagre do desdobramento uma coisa natural. Utiliza suas capacidades com grande e graciosa entrega, com uma agressividade criadora. Nascemos em um estado de graça, sendo impossível abandonar esse estado. Morreremos em um estado de graça, independente das crenças religiosas.

Compartilhamos dessa bênção com os animais e com todas as coisas vivas. Não é possível “sair” da graça, nem ela nos pode ser tirada. Podemos ignorá-la, apegar-nos a crenças que nos cegam para nossa existência. Mas ainda estaremos em graça, embora incapazes de percebermos nossa própria individualidade e integridade, cegos também para outros atributos com os quais somos automaticamente dotados.

O amor percebe a graça em outra pessoa. Como a culpa natural, o estado de graça é inconsciente nos animais. É protegido, os animais o tomam por uma coisa natural, não sabendo o que é nem o que eles fazem, mas esse estado de graça fala por meio de todos os seus movimentos e eles permanecem na antiga sabedoria de seus caminhos. Os animais não têm memória consciente, só a memória instintiva das células e órgãos os sustém.

Tudo isso se aplica em graus, de acordo com a espécie, a memória consciente pode, em qualquer momento, olhar para trás através de si mesma. Em alguns animais, o surgimento dessa memória consciente é aparente, mas ainda limitada, especializada. Um cachorro pode lembrar-se de onde viu seu dono a última vez, mas não é capaz de convocar a memória nem de operar com o tipo de associações mentais que usamos. Suas ligações serão de natureza mais biológica e não fornecerão a margem de ação que a condição mental os permitiria. O cachorro não recorda jubilosamente seu próprio estado de graça em um passado nem espera uma recorrência em qualquer futuro.

Nós com a grande liberdade propiciada pela mente consciente, podemos desviar-nos da grande alegria interior de ser, esquecê-la, não acreditar nela ou usar nosso livre-arbítrio para negar sua existência.

A esplêndida aceitação biológica da vida não poderia ser imposta nem forçada sobre nossa consciência emergente. Para emergir no novo foco de percepção, a graça precisava ultrapassar o nível biológico e se propagar ao mundo dos sentimentos, pensamentos e processos mentais. A graça tornou- se, então, serva da culpa natural.

Nos tornamos conscientes de nosso estado de graça ao viver dentro das dimensões de nossa consciência quando esta se voltou na direção de nosso novo mundo de liberdade. Quando não a violávamos, tínhamos consciência de nossa própria graça. Quando violávamos, caíamos de volta na consciência celular, como acontece com os animais, mas nos sentíamos conscientemente afastados dela e renegados.

A simplicidade da culpa natural não leva ao que consideramos consciência, mas a consciência também depende do momento de reflexão que, em grande parte, nos separa dos animais. Ela é fruto de um dilema e de um equívoco sobre as condições que foram impostas à nossa existência física, surgiu com a emergência da culpa artificial. A culpa artificial é ainda muito criativa à sua maneira, uma ramificação feita à nossa imagem quando nossa mente consciente começou a considerar e roçar a culpa inocente natural que, originalmente, não implicava punição.

Boletins

Boletim 130

Boletim 130, sendo oferecido a todos, pela riqueza de informações sobre psiquismo, oferecidas pelo professor Alberto Dias. MAHALO prof. Dias.

Uma leitura cheia de informações práticas que nos ajudam a reavaliar as próprias “crenças” e as nossas possibilidades.

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Instintos Naturais

Instintos Naturais

Quando não manipulamos nossos instintos embutidos, o corpo se autorregula, não mata todas as células vermelhas do sangue se houver excesso delas em um determinado momento, “tem bom-senso”.

Nosso medo de pensamentos negativos, nega toda agressividade normal, ao primeiro vestígio, preparamos anticorpos mentais para a ação, tentando repudiar a validez desta experiência.

Sem sentir nossa realidade individual, jamais poderemos nos perceber que a formamos, pois podemos mudá-la. A negação da experiência e os bloqueios energéticos envolvidos, formam o acúmulo de uma “culpa artificial” desnecessária.

O corpo não pode entender as mensagens bloqueadas, grita para expressar seu próprio conhecimento físico do momento que é experimentado. Gritamos mentalmente, nessas situações, que não sentimos o que sentimos. Durante um período de tempo, a mente consciente, pode passar por cima das mensagens do corpo, contudo, a energia acumulada procurará uma saída. O menor e mais inocente símbolo do material reprimido pode provocar um comportamento, parecerá completamente exagerado para os estímulos. Em várias ocasiões justificadas, podemos ter tido vontade de pedir que alguém nos deixasse em paz. Refreamos, não querendo magoar, com medo de ser rude, embora no caso um comentário pudesse ter sido compreendido e aceito calmamente. Como não aceitamos nossos sentimentos e muito menos os expressamos, na próxima ocasião poderemos explodir sem motivo aparente e iniciar uma espetacular discussão completamente injustificada. Isto se revelará como sem motivo, ferindo alguém com aumento da nossa culpa. O problema é que ideias sobre o que é certo e o que é errado estão intimamente envolvidas em nossa química, sem separarmos valores morais do nosso corpo.

Quando acreditamos que somos bons o corpo funciona bem. Sem o exame das crenças, a resposta será aparente ao tentar ser bom, porque a crença de que ser mau é indigno. Pensamentos agressivos são considerados errados, sem permitir que o sistema supere o problema. Trancamos o “veneno” no interior, como uma infecção no corpo, equivalente a experiência mental. Fisicamente podemos acabar desenvolvendo problemas mentais e emocionais, com a sobrecarga das forças naturais. Podendo resultar em estruturas de ideias “doentias”, isoladas de outros conceitos “saudáveis”, com mais fluidez entre os elementos de nossa experiência consciente.

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Som e Luz

Som e Luz

Enquanto encarnados, nossas percepções estão orientadas fisicamente, mas existem outras dimensões não percebidas. Nossa percepção dos objetos e do corpo tem volume, compostos de ossos e carne. Eles têm “estruturas” de som, luz e propriedades eletromagnéticas não percebidas, todas ligadas à imagem física conhecida. Qualquer deficiência física se mostrará inicialmente nessas outras “estruturas”.

O som, a luz e os padrões eletromagnéticos dão força e vitalidade à nossa forma física reconhecida, são mais ágeis que o corpo físico, suscetíveis aos padrões cambiantes de nossos pensamentos e emoções. Pensamentos são traduzidos no som interior e sempre tentam materializar-se, imagens incipientes coletoras de energia. Constroem sua própria forma embrionária até que seja, de uma forma ou de outra, fisicamente traduzida.

As imagens mentais, são poderosas, combinando o som interior e os efeitos com uma imagem mental clara, buscará a forma física. Nossa imaginação acrescenta poder motivador e propulsor as imagens, onde descobriremos que muitas de nossas crenças são abrigadas por nós de um modo visual interior, ligadas a imagens mentais. Uma dessas imagens pode representar uma crença em particular, ou várias.

Ao fazermos uma lista de nossas crenças, descobriremos algumas dessas imagens aparecendo em nossa mente. Devemos olhar para elas como se olhássemos para um quadro que pintamos. Se não gostarmos do que vemos, conscientemente mudaremos o quadro em nossa mente. Imagens interiores, parte de nossas crenças, as veremos exteriorizadas em nossa experiência.