Associação de Estudos Huna

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Estar Consciente

Estar consciente é saber ser possível resgatar o próprio PODER.

Estar consciente é perceber intenções, intuições, orientações, incluindo os fatos sincrônicos.

É entender a mente divina com a mente humana.

Consciente de quem você é e deseja ser, com uma enorme certeza de ser possível realizar a “magia” em sua vida.

Para isso é preciso: reconhecimento, aceitação e clareza.

Permitir que tudo seja como é.

Na realidade quântica, tudo é possível e está em gestação num lugar de pura energia.

Tudo que nasce em nós provém dessa fonte quântica de possibilidades de existência: fantasias, expectativas, paixões, ponderações e qualquer possibilidade na existência.

Com nossas crenças damos vida às maiores alegrias e aos mais negros momentos.

Como arquitetos da realidade, tudo está a nossa disposição, nesse local dimensional de potencial criativo.

A matriz divina contém o universo, a ponte que interliga tudo e o espelho que mostra todas as nossas criações.

Nós criamos a nossa realidade, o mundo é o que penso que ele é.

Se uma rede cósmica interconecta tudo, no micro e no macrocósmos, “como é em cima é como o que está embaixo”, toda a teoria da RECONEXÃO, por que insistimos em acreditar que estamos separados da fonte da criação?

Quando e por que desconectamos?

Não há realmente separação entre consciência e matéria. Se não nos reconectamos  a um sistema unificado de esclarecimento e compreensão da vida e do universo, não manifestaremos o potencial co-criador que nos habita. E só o faremos falando a linguagem da emoção humana.

A ciência moderna descobriu que é a emoção que processa mudanças químicas de coisas como o pH e hormônios.

Assim negamos ou afirmamos a existência, a cada momento: amor, compaixão, perdão, ou ódio, julgamento, inveja.

Somos dotados do poder de afirmar ou negar a existência, todos os dias e a cada momento.

Parece simples… se pensarmos positivamente, seu corpo e o mundo gerará o reflexo daquilo que você é.

Sim… Tudo é energia, frequência e vibração.

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Como Me Tornei Um Guerreiro

Houve um tempo em que fugia do medo,
então o medo me controlava.
Até que aprendi a segurar o medo como um recém-nascido.
Ouví-lo, mas não ceder.
Honrá-lo, mas não o adorar.
O medo não podia mais me impedir.
Eu entrei com coragem na tempestade.
Ainda tenho medo,
mas ele não me tem.

Houve um tempo em que
eu tinha vergonha de quem eu era.
Eu convidei a vergonha para o meu coração.
Eu a deixei queimar.
Ela me disse: “Estou apenas tentando
proteger sua vulnerabilidade “.
Eu agradeci à vergonha
e entrei na vida de qualquer maneira,
sem vergonha, com a vergonha como minha amante.

Houve um tempo em que tive muita tristeza
enterrada bem no fundo.
Eu a convidei para sair e brincar.
Eu chorei oceanos.
Os meus canais lacrimais estavam secos.
E eu encontrei a alegria ali mesmo.
Bem no centro da minha tristeza.
Foi o desgosto que me ensinou a amar.

Houve um tempo em que tinha ansiedade.
Uma mente que não parava.
Pensamentos que não silenciavam.
Então parei de tentar silenciá-los.
E eu larguei da mente
fui para a terra,
para a lama.
Onde fui abraçado fortemente
como uma árvore, inabalável, segura.

Houve um tempo em que a raiva queimou nas profundezas.
Eu chamei a raiva para a luz de mim mesmo.
Eu senti seu poder chocante.
Eu deixei meu coração bater e meu sangue ferver.
Escutei, finalmente.
E ela gritou: “Respeite-se ferozmente agora!”.
“Fale a sua verdade com paixão!”
“Diga não quando você quer dizer não!”
“Ande o seu caminho com coragem!”
“Que ninguém fale por você!”
A raiva se tornou uma amiga sincera.
Um guia sincero.
Uma linda criança selvagem.

Houve um tempo em que a solidão cortou profundamente.
Eu tentei me distrair e me entorpecer.
Corri para pessoas, lugares e coisas.
Até fingi que estava “feliz”.
Mas logo eu não pude correr mais.
E eu caí no coração da solidão.
E eu morri e renasci
em uma requintada solitude e quietude.
Isso me conectou a todas as coisas.
Então eu não estava em solidão, mas sozinho com toda a vida.
Meu coração Um com todos os outros corações.

Houve um tempo em que fugia de sentimentos difíceis.
Agora, eles são meus conselheiros, confidentes, amigos
e todos eles têm um lar em mim
e todos eles pertencem e têm dignidade.
Eu sou sensível, suave, frágil,
meus braços envolveram todos os meus filhos internos.
E na minha sensibilidade, poder.
Na minha fragilidade, uma presença inabalável.

Nas profundezas das minhas feridas,
no que eu tinha chamado de “escuridão”.
Eu encontrei uma luz ardente.
Isso me guia agora em batalha.

Eu me tornei um guerreiro
quando me virei para mim mesmo.

E comecei a ouvir.

– Jeff Foster

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Oração Cherokee

“Eu caminho para dentro e para fora de muitos mundos.

Em minha mente, há muitas moradas.

Cada uma destas, criamos nós mesmos: a morada da raiva, a morada do desespero, morada da autopiedade, morada da indiferença, morada do negativo, morada do positivo, morada da esperança, morada da alegria, morada da paz, morada do entusiasmo, morada da cooperação, morada da doação.

Cada uma dessas moradas visitamos todos os dias.

Podemos permanecer em cada uma delas o tempo que quisermos. Podemos abandonar cada uma dessas moradas mentais no momento que desejarmos. Nós criamos a casa, nós ficamos na casa, nós saímos da casa quando bem quisermos. Podemos criar novos aposentos, novas casas. Quando entramos nestas moradas elas tornam-se nosso mundo até que a deixemos por outra.

Grande Espírito, ninguém pode determinar a morada que devo escolher entrar.

Ninguém tem o poder para isso, a não ser eu mesmo. Permita-me que hoje eu escolha sabiamente.”

Colhido do mural de Maiana Lena – Terapeuta Multidimensional

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Amor e Ódio

Amor e Ódio

Amor e ódio, baseiam-se ambos na auto-identificação, não nos damos ao trabalho de amar ou odiar pessoas com as quais não nos identificamos, praticamente não nos afetam. Não nos induzem a uma emoção profunda.

O ódio sempre envolve um sentido doloroso de separação do amor, que pode ser idealizado. Uma pessoa contra quem, em determinado momento, temos um forte sentimento, perturba-nos porque não correspondeu às nossas expectativas. Quanto maiores nossas expectativas, maior parecerá qualquer divergência com ela. Se odiamos um de nossos pais, é precisamente porque esperávamos esse amor. Jamais sentiremos rancor de uma pessoa de quem não esperamos nada.

De um modo estranho, o ódio é um meio de voltar ao amor, e, quando expresso, tem por fim comunicar a separação que existe em relação ao que era esperado. O amor, portanto, pode, muito sutilmente, conter ódio. O ódio pode conter amor e ser guiado por ele, especialmente por um amor idealizado.

Odiamos algo que nos separa de um objeto amado, porque o objeto é amado, que passa a ser tão detestado caso não corresponda às nossas expectativas. Podemos amar nossos pais, mas se parecer que eles não retornam esse amor e não correspondem nossas expectativas, poderemos então “odiá-los” por causa do amor que nos leva a esperar mais.

O ódio tem a finalidade de devolver-lhe nosso amor, deve fazer-nos comunicar-nos, declarando nossos sentimentos, aclarando o ar, por assim dizer, e levando-nos para mais perto do objeto amado. O ódio não é negação do amor, mas uma tentativa de recuperá-lo e um reconhecimento doloroso de circunstâncias que nos separam dele. Se entendêssemos a natureza do amor, seriamos capazes de aceitar nossos sentimentos de ódio. A afirmação pode incluir a expressão dessas emoções fortes.

Os dogmas ou sistemas de pensamento que nos dizem para elevar-nos acima de nossas emoções, podem ser enganosos, até um tanto perigosos. Essas teorias baseiam-se no conceito de que há algo inatamente destrutivo, abjeto ou errado na natureza emocional do homem, enquanto a alma é sempre representada como sendo calma, “perfeita”, passiva e insensível. Apenas a percepção mais elevada, bem-aventurosa, é permitida. A alma, porém, é, acima de tudo, uma fonte de energia, criatividade e ação, que mostra suas características na vida precisamente através das emoções, que mudam constantemente. Confiando neles, nossos sentimentos nos levarão a estados espirituais de mística compreensão, calma e tranquilidade. Seguidas, nossas emoções nos levarão a profundos entendimentos, mas nós não podemos ter um eu físico sem emoções, assim como não podemos ter um dia sem condições climáticas. No contato pessoal, o indivíduo pode ter grande consciência de seu amor constante por outra pessoa, mas ainda reconhecer momentos de ódio, quando percebe separações das quais se ressente por causa do amor envolvido.

Da mesma forma, é possível amar nossos semelhantes em uma escala grandiosa, embora às vezes os odiemos precisamente por parecerem não merecer esse amor. Ficamos raivosos contra a humanidade, porque a amamos. Negar a existência do ódio, então, é negar o amor, essas emoções não são opostas, elas são aspectos diferentes de uma mesma coisa. Até certo ponto, desejamos nos identificar com aqueles por quem temos fortes sentimentos.

A pessoa não ama alguém simplesmente porque associa porções de si ao outro, mas porque, em geral, o outro evoca, dentro dela, vestígios de seu próprio eu “idealizado”. A pessoa amada tira o melhor de nós, nos olhos dela, vemos aquilo que podemos ser. No amor do outro, percebemos nosso potencial. Isso não significa que, na pessoa amada, esteja apenas reagindo a nosso próprio eu idealizado, podemos igualmente ver no outro nosso próprio potencial idealizado.

Esse é um tipo peculiar de visão compartilhada pelos envolvidos, é uma visão muito capaz de perceber a diferença entre o comportamento e o ideal, de modo que nos períodos ascendentes do amor, as discrepâncias de comportamento, digamos assim, são ignoradas e consideradas relativamente sem importância. O amor está sempre mudando, naturalmente. Não existe um único estado (permanente) de atração mútua profunda em que duas pessoas fiquem envolvidas eternamente. Como emoção, o amor é móvel e pode mudar muito facilmente para a ira ou ódio, e depois voltar. Na estrutura da experiência, o amor pode ser predominante mesmo quando não é estático; e se o for, haverá sempre uma visão do ideal, assim como certo aborrecimento por causa das diferenças que ocorrem naturalmente entre a realidade e a visão.

Em geral nos é ensinado a reprimir as expressões verbais de ódio, mas também nos dizem que os pensamentos inspirados pelo ódio são tão maus como as ações ditadas pelo ódio. Somos condicionados a sentir-nos culpados diante da simples idéia de odiar alguém. Tentamos esconder esses pensamentos de nós mesmos. Talvez consigamos fazer isso tão bem que, em nível consciente, literalmente não saibamos o que estamos sentindo. As emoções estão presentes, nos são invisíveis porque temos medo de encará-las. Estamos divorciados de nossa realidade, desligados de nossos sentimentos de amor. Estados emocionais rejeitados podem ser projetados exteriormente sobre outras pessoas: um inimigo na guerra, um vizinho. Mesmo que percebamos estar odiando o inimigo simbólico, terá também consciência de uma forte atração. Um laço de ódio nos unirá, mas o laço foi originalmente baseado no amor. Exacerbamos e exageramos tudo que nos difere do ideal, focalizando predominantemente essas diferenças. Tudo isso estará conscientemente disponível para nós, é preciso apenas uma tentativa honesta e determinada de conscientizar-nos de nossos próprios sentimentos e crenças. Fantasias odiosas nos farão voltar-nos para uma reconciliação, liberando amor.

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Presente – Ponto de Poder

Presente - Ponto de Poder

Materializamos eventos a partir do cruzamento do espírito e da carne, escolhendo-os dentre probabilidades, de acordo com nossas crenças. Todas nossas habilidades físicas, mentais e espirituais são focalizadas conjuntamente, na concentração experiência “presente.” Não estamos à mercê do passado nem de convicções prévias, a menos que acreditemos nisto. Ao entender totalmente nosso poder no presente, entenderemos que a ação neste ponto, altera o passado, com suas as crenças e reações.

Crenças atuais são, mais ou menos, como comandos dados à personalidade geral, organizando e reorganizando, simultaneamente, experiências passadas de acordo com nossos conceitos atuais de realidade. O futuro provável está sendo alterado da mesma forma. Procurar a fonte de nossos problemas atuais olhando para trás, pode nos levara ao hábito de examinar apenas episódios negativos do passado, o que nos impede de vivenciar o passado como fonte de prazer, realização ou sucesso.

Estruturamos nossa vida anterior através de insatisfações do presente, reforçando os problemas. Como ler um livro de história dedicado apenas aos fracassos, crueldades e erros da raça humana, ignorando todas as realizações. Essa prática pode nos levar a usar nossa própria “história” para formar um quadro distorcido de quem e o que somos, este quadro pinta a situação no presente. As práticas do exame constante do passado a fim de descobrir o que está errado no presente, com frequência nos deixam de perceber o essencial (crença central). Pelo contrário: reforçam constantemente a experiência negativa da qual estão tentando escapar, nossos problemas iniciais foram causados precisamente pelo mesmo tipo de pensamento. Muitas situações profundamente insatisfatórias acontecem porque muitas pessoas sentem medo em vários períodos de sua vida. Duvidam de si mesmas e começam então a concentrar-se nos aspectos “negativos”. A situação pode ser diferente. Grandes áreas da vida talvez não sejam tocadas por certas atitudes, mas outras, sim. Uma pessoa pode ser completamente livre fisicamente, ter excelente saúde, mas devido a certas experiências, duvidar de sua habilidade para relacionar-se com os outros. Poderá começar a examinar seu passado, tendo em mente essa crença de que não consegue relacionar-se. Então descobrirá, em sua conduta anterior, todos os tipos de razão para apoiar essa ideia. Se começasse a examinar suas lembranças, tentando encontrar um tipo de prova contrária, certamente descobriria, no mesmo passado, ocasiões em que tivera um bom relacionamento com outras pessoas.