Associação de Estudos Huna

Posts by Heloisa Emer

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Graça Natural

Graça Natural

Estado de graça é uma condição na qual todo crescimento acontece sem esforço, uma alegre e transparente aquiescência, fundamento básico de toda existência. Nosso corpo cresce de forma fácil e natural desde o momento do nascimento, sem resistência, considerando o milagre do desdobramento uma coisa natural. Utiliza suas capacidades com grande e graciosa entrega, com uma agressividade criadora. Nascemos em um estado de graça, sendo impossível abandonar esse estado. Morreremos em um estado de graça, independente das crenças religiosas.

Compartilhamos dessa bênção com os animais e com todas as coisas vivas. Não é possível “sair” da graça, nem ela nos pode ser tirada. Podemos ignorá-la, apegar-nos a crenças que nos cegam para nossa existência. Mas ainda estaremos em graça, embora incapazes de percebermos nossa própria individualidade e integridade, cegos também para outros atributos com os quais somos automaticamente dotados.

O amor percebe a graça em outra pessoa. Como a culpa natural, o estado de graça é inconsciente nos animais. É protegido, os animais o tomam por uma coisa natural, não sabendo o que é nem o que eles fazem, mas esse estado de graça fala por meio de todos os seus movimentos e eles permanecem na antiga sabedoria de seus caminhos. Os animais não têm memória consciente, só a memória instintiva das células e órgãos os sustém.

Tudo isso se aplica em graus, de acordo com a espécie, a memória consciente pode, em qualquer momento, olhar para trás através de si mesma. Em alguns animais, o surgimento dessa memória consciente é aparente, mas ainda limitada, especializada. Um cachorro pode lembrar-se de onde viu seu dono a última vez, mas não é capaz de convocar a memória nem de operar com o tipo de associações mentais que usamos. Suas ligações serão de natureza mais biológica e não fornecerão a margem de ação que a condição mental os permitiria. O cachorro não recorda jubilosamente seu próprio estado de graça em um passado nem espera uma recorrência em qualquer futuro.

Nós com a grande liberdade propiciada pela mente consciente, podemos desviar-nos da grande alegria interior de ser, esquecê-la, não acreditar nela ou usar nosso livre-arbítrio para negar sua existência.

A esplêndida aceitação biológica da vida não poderia ser imposta nem forçada sobre nossa consciência emergente. Para emergir no novo foco de percepção, a graça precisava ultrapassar o nível biológico e se propagar ao mundo dos sentimentos, pensamentos e processos mentais. A graça tornou- se, então, serva da culpa natural.

Nos tornamos conscientes de nosso estado de graça ao viver dentro das dimensões de nossa consciência quando esta se voltou na direção de nosso novo mundo de liberdade. Quando não a violávamos, tínhamos consciência de nossa própria graça. Quando violávamos, caíamos de volta na consciência celular, como acontece com os animais, mas nos sentíamos conscientemente afastados dela e renegados.

A simplicidade da culpa natural não leva ao que consideramos consciência, mas a consciência também depende do momento de reflexão que, em grande parte, nos separa dos animais. Ela é fruto de um dilema e de um equívoco sobre as condições que foram impostas à nossa existência física, surgiu com a emergência da culpa artificial. A culpa artificial é ainda muito criativa à sua maneira, uma ramificação feita à nossa imagem quando nossa mente consciente começou a considerar e roçar a culpa inocente natural que, originalmente, não implicava punição.

Boletins

Boletim 130

Boletim 130, sendo oferecido a todos, pela riqueza de informações sobre psiquismo, oferecidas pelo professor Alberto Dias. MAHALO prof. Dias.

Uma leitura cheia de informações práticas que nos ajudam a reavaliar as próprias “crenças” e as nossas possibilidades.

Artigos

Instintos Naturais

Instintos Naturais

Quando não manipulamos nossos instintos embutidos, o corpo se autorregula, não mata todas as células vermelhas do sangue se houver excesso delas em um determinado momento, “tem bom-senso”.

Nosso medo de pensamentos negativos, nega toda agressividade normal, ao primeiro vestígio, preparamos anticorpos mentais para a ação, tentando repudiar a validez desta experiência.

Sem sentir nossa realidade individual, jamais poderemos nos perceber que a formamos, pois podemos mudá-la. A negação da experiência e os bloqueios energéticos envolvidos, formam o acúmulo de uma “culpa artificial” desnecessária.

O corpo não pode entender as mensagens bloqueadas, grita para expressar seu próprio conhecimento físico do momento que é experimentado. Gritamos mentalmente, nessas situações, que não sentimos o que sentimos. Durante um período de tempo, a mente consciente, pode passar por cima das mensagens do corpo, contudo, a energia acumulada procurará uma saída. O menor e mais inocente símbolo do material reprimido pode provocar um comportamento, parecerá completamente exagerado para os estímulos. Em várias ocasiões justificadas, podemos ter tido vontade de pedir que alguém nos deixasse em paz. Refreamos, não querendo magoar, com medo de ser rude, embora no caso um comentário pudesse ter sido compreendido e aceito calmamente. Como não aceitamos nossos sentimentos e muito menos os expressamos, na próxima ocasião poderemos explodir sem motivo aparente e iniciar uma espetacular discussão completamente injustificada. Isto se revelará como sem motivo, ferindo alguém com aumento da nossa culpa. O problema é que ideias sobre o que é certo e o que é errado estão intimamente envolvidas em nossa química, sem separarmos valores morais do nosso corpo.

Quando acreditamos que somos bons o corpo funciona bem. Sem o exame das crenças, a resposta será aparente ao tentar ser bom, porque a crença de que ser mau é indigno. Pensamentos agressivos são considerados errados, sem permitir que o sistema supere o problema. Trancamos o “veneno” no interior, como uma infecção no corpo, equivalente a experiência mental. Fisicamente podemos acabar desenvolvendo problemas mentais e emocionais, com a sobrecarga das forças naturais. Podendo resultar em estruturas de ideias “doentias”, isoladas de outros conceitos “saudáveis”, com mais fluidez entre os elementos de nossa experiência consciente.

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Som e Luz

Som e Luz

Enquanto encarnados, nossas percepções estão orientadas fisicamente, mas existem outras dimensões não percebidas. Nossa percepção dos objetos e do corpo tem volume, compostos de ossos e carne. Eles têm “estruturas” de som, luz e propriedades eletromagnéticas não percebidas, todas ligadas à imagem física conhecida. Qualquer deficiência física se mostrará inicialmente nessas outras “estruturas”.

O som, a luz e os padrões eletromagnéticos dão força e vitalidade à nossa forma física reconhecida, são mais ágeis que o corpo físico, suscetíveis aos padrões cambiantes de nossos pensamentos e emoções. Pensamentos são traduzidos no som interior e sempre tentam materializar-se, imagens incipientes coletoras de energia. Constroem sua própria forma embrionária até que seja, de uma forma ou de outra, fisicamente traduzida.

As imagens mentais, são poderosas, combinando o som interior e os efeitos com uma imagem mental clara, buscará a forma física. Nossa imaginação acrescenta poder motivador e propulsor as imagens, onde descobriremos que muitas de nossas crenças são abrigadas por nós de um modo visual interior, ligadas a imagens mentais. Uma dessas imagens pode representar uma crença em particular, ou várias.

Ao fazermos uma lista de nossas crenças, descobriremos algumas dessas imagens aparecendo em nossa mente. Devemos olhar para elas como se olhássemos para um quadro que pintamos. Se não gostarmos do que vemos, conscientemente mudaremos o quadro em nossa mente. Imagens interiores, parte de nossas crenças, as veremos exteriorizadas em nossa experiência.

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Duas Faces

Nenhum homem ou mulher sabem conscientemente, qual será o dia de sua morte. A mortalidade, o nascimento e morte, é a estrutura na qual a alma, por agora, se expressa na carne.

Nascimento e a morte contêm, entre eles, a experiência terrena que percebemos como estar acontecendo dentro de um determinado período de tempo, através de várias estações, que envolvem percepções únicas dentro de áreas de espaço. São enfrentadas com outros seres humanos, todos, de uma forma ou de outra, compartilhados uns com os outros pela interseção do eu, do tempo e espaço. Nascimento e a morte têm, portanto, uma função, intensificando e focalizando a atenção.

A vida nos parece mais preciosa, em termos corpóreos, por causa da existência da morte. Parece-nos mais fácil não ter uma ideia consciente do ano ou da época em que nossa morte possa ocorrer. Inconscientemente sabemos, mas escondemos este conhecimento. Ele é oculto por muitas razões, mas o fato da morte pessoal, nunca é esquecido. O pleno gozo da vida seria impossível na estrutura da realidade terrena sem o conhecimento da morte. Temos a oportunidade de estudar a vida e de experienciá-la mais plenamente do que jamais o fizeram em qualquer outra época desta existência. Sua intensidade e brilho, seus contrastes e similaridades, alegrias e tristezas, estão aqui para serem percebidas por nós, cujos olhos estão abertos por causa do possível pronunciamento de algum médico. Essa intensificação, apreciada e compreendida, e a experiência da vida e de viver, quando aceitas incondicionalmente, podem trazer-nos, nesta vida, outro nascimento no qual os prognósticos médicos não têm significado. Espiritualmente, uma sentença de morte dada é uma outra chance da vida, se estivermos livres para aceitar a vida com todas as suas condições e sentir suas dimensões plenas, pois apenas isso poderá rejuvenescer nosso eu espiritual e físico.

Continuaremos a existir e a realizar dentro do amor que sentimos, na estrutura total de nossa existência, esta vida é uma porção brilhante, eternamente única e preciosa. Mas, apenas uma porção, da qual emergiremos com alegria e compreensão se morrermos amanhã ou daqui a muitos anos. A escolha de vida e morte é sempre nossa. Viver ou morrer são faces da existência eterna, sempre cambiante, contudo, somos viajantes, seja qual for nossa posição.