Associação de Estudos Huna

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Convivendo Consigo Mesmo

Tudo o que pensamos, sentimos e fazemos – assim como as nossas omissões – têm consequências, não só para nós próprios, mas também para os que nos rodeiam e até para o resto da humanidade. Perceber este processo plenamente, assumir a responsabilidade por ele, e então orientá-lo para o bem, é a melhor forma de fazer um estudo prático sobre a lei do carma em nossa vida. (…)

A influência que eu exerço sobre os outros acabará retornando para mim. Se em geral mantenho emoções saudáveis – como bom humor, otimismo e uma atitude solidária – isto fará com que a convivência com os outros seja agradável, e assim será também a convivência comigo mesmo. Afinal, somos companheiros de nós mesmos pela vida toda, e a qualidade desta convivência é uma questão de carma, isto é, de causa e efeito.

Somos nossos próprios professores, e devemos estimular constantemente nosso próprio aprendizado. Isto se faz tendo uma visão generosa de nós mesmos e investindo no nosso potencial interior, que é imenso. Então será muito mais fácil conviver com os outros e com toda a vida fora de nós.

Reproduzido da obra “O Poder da Sabedoria”, de Carlos Cardoso Aveline, Editora Teosófica, Brasília, 2001, Cap. 3, p. 22.

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Os Cristais

Os cristais são luz congelada, solidificada. O cristal de quartzo é uma fonte de poder proveniente de tudo o que é. Os cristais resplandecem à reverência que se faz. O Mestre Hilarion ensinou como usar os cristais durante a meditação. Eles aceleram o processo de sintonização e comunicação cósmica.

Para receber a telepatia prende-se seu cristal contra a testa, entre os olhos, diretamente em frente à glândula pituitária, numa pressão moderada e firme. O cristal aumentará a atividade dessa importante glândula.

Quando desejar enviar ou transmitir sua mensagem, coloque o cristal sobre a cabeça, na zona do chakra coronário, para conseguir um grau superior de força de pensamento.

Nas meditações, os orientais costumam colocar as palmas das mãos para cima, num gesto de receber, deixando que caiam suavemente sobre as coxas.

Nossos pés também são proeminentes receptores, você sabia? Um conjunto de vasos sanguíneos existentes ali também ajudam a receptividade, juntamente com as mãos.

As palmas abertas e as plantas dos pés virados de lado podem fazer uma boa diferença. Um costume muito antigo é tirar os sapatos em um lugar sagrado.

Na sua privacidade, se for possível, deixe seus pés descalços. A planta do pé é uma zona de entrada de energia, sem dúvida.

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Como Se Defender Das Energias Negativas

Todos nós sabemos que as energias negativas são uma das maiores preocupações do ser humano. Elas nos alcançam em qualquer lugar do planeta. Mas, podemos nos defender, começando a tomar uma série de atitudes e providências. Abaixo segue seis dicas para começar a combatê-las.

1. NÃO TEMER NINGUÉM
Uma das armas mais eficazes na subjugação de um ser é impingir-lhe o medo. Sentimento capaz de uma profunda perturbação interior, vindo até a provocar verdadeiros rombos na aura, deixando o indivíduo vulnerável a todos os ataques. Temer alguém significa colocar-se em posição inferior, temer significa não acreditar em si mesmo e em seus potenciais; temer significa falta de fé. O medo faz com que baixemos o nosso campo vibracional, tornando-nos assim vulneráveis às forças externas. Sentir medo de alguém é dar um atestado de que ele é mais forte e poderoso. Quanto mais você der força ao opressor, mais ele se fortalecerá.

2. NÃO SINTA CULPA
Assim como o medo, a culpa é um dos piores estados de espírito que existem. Ela altera nosso campo vibracional, deixando nossa aura (campo de força) vulnerável ao agressor. A culpa enfraquece nosso sistema imunológico e fecha os caminhos para a prosperidade. Um dos maiores recursos utilizados pelos invejosos é fazer com que nos sintamos culpados pelas nossas conquistas. Não faça o jogo deles e saiba que o seu sucesso é merecido. Sustente as suas vitórias sempre!

3. ADOTE UMA POSTURA ATIVA
Nem sempre adotar uma postura defensiva é o melhor negócio. Enfrente a situação. Lembre-se sempre do exemplo do cachorro: quem tem medo do animal e sai correndo, fatalmente será perseguido e mordido. Já quem mantém a calma e contorna a situação pode sair ileso. Em vez de pensar que alguém pode influenciá-lo negativamente, por que não se adiantar e influenciá-lo beneficamente? Ou será que o mal dele é mais forte que o seu bem? Por que será que nós sempre nos colocamos numa atitude passiva de vítimas? Antes que o outro o alcance com sua maldade, atinja-o antecipadamente com muita luz e pensamentos de paz, compaixão e amor.

4. FIQUE SEMPRE DO SEU LADO
A maior causa dos problemas de relacionamentos humanos é a “Auto-Obsessão”. A influência negativa de uma pessoa sobre outra sempre existirá enquanto houver uma idéia de dominação, de desigualdade humana, enquanto um se achar mais e outro menos, enquanto nossas relações não forem pautadas pelo respeito mútuo. Mas grande parte dos problemas existe porque não nos relacionamos bem com nós mesmos. “Auto-Obsessão” significa não se gostar, não se apoiar, se autoboicotar, se desvalorizar, não satisfazer suas necessidades pessoais e dar força ao outro, permitindo que ele influencie sua vida, achar que os outros merecem mais do que nós. Auto-obsediar-se é não ouvir a voz da nossa alma, é dar mais valor à opinião dos outros. Os que enveredam por esse caminho acabam perdendo sua força pessoal e abrem as portas para toda sorte de pessoas dominadoras e energias de baixo nível. A força interior é nossa maior defesa.

5. SUBA PARA POSIÇÕES ELEVADAS
As flechas não alcançam o céu. Coloque-se sempre em posições elevadas com bons pensamentos, palavras, ações e sentimentos nobres e maduros.Uma atmosfera de pensamentos e sentimentos de alto nível faz com que as energias do mal, que têm pequeno alcance, não o atinjam. Essa é a melhor forma de criar “incompatibilidade” com as forças do mal. Lembrem-se: energias incompatíveis não se misturam.

6. FECHE-SE ÀS INFLUÊNCIAS NEGATIVAS
As vias de acesso pelas quais as influências negativas podem entrar em nosso campo são as portas que levam à nossa alma, ou seja, a mente e o coração. Mantenha ambos sempre resguardados das energias dos maus pensamentos e sentimentos, e fuja das conversas negativas, maldosas e depressivas. Evite lugares densos e de baixo nível. Quando não puder ajudar, afaste-se de pessoas que não lhe acrescentam nada e só o puxam para o lado negativo da vida. O mesmo vale para as leituras, programas de televisão, filmes, músicas e passatempos de baixo nível.

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Citação dos Abraham

Há uma grande mistura lá fora, e há muitas coisas diferentes acontecendo, e não há um único modo destinado a estar certo. Assim como não há uma única cor, ou uma única flor, ou um único vegetal, ou uma única impressão digital. Não há aquilo que esteja certo sobre todos os outros. A variedade é o que fomenta a criatividade. E, então, você diz “tudo bem, aceito que há bastante variedade, mas não gosto de…comer pepinos.” Não coma pepinos, então. Mas não peça que eles sejam eliminados e não condene os que gostam de comê-los. Não fique nas esquinas empunhando cartazes que proíbam as coisas que você não gosta. Não arruíne sua vida debatendo-se contra. Ao contrário disso, diga “ao invés daquilo, eu escolho isso aqui. Pois isso me agrada.”

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O Grande Gatsby

Esta pequena tradução do início do capítulo I, para nós da Huna, serve para percebermos como um escritor famoso (de grau biométrico provavelmente elevado) conseguiu analisar e constatar qualidades a respeito do intelecto e da personalidade humana, sem julgamento e sem se ligar, assumindo o problema analisado.

Ceres Eliza da Fonseca Rosas

CAPÍTULO I do livro “The Great Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald.

Nos primeiros e mais vulneráveis anos de minha juventude meu pai deu-me uma recomendação que tem estado em minha mente desde então.

“Sempre que você se sentir com vontade de criticar alguém”, disse-me ele, “apenas lembre-se que a maioria das pessoas do mundo não terão tido as vantagens que você teve.”

Ele não me disse mais nada, mas nós sempre temos estado extraordinariamente comunicativos de uma maneira reservada e eu entendi que ele queria dizer muito mais que isso. Consequentemente, tenho me refreado de todos julgamentos, um hábito que tem aberto para mim muitas qualidades curiosas e também me tornou vítima de experimentar não poucos aborrecimentos. O intelecto mal formado é rápido em detectar e se ligar a esta qualidade quando ela aparece em uma pessoa normal, e assim aconteceu que quando eu estava no colégio fui injustamente acusado de ser um político perspicaz, porque eu era o confidente de rudes e estranhos homens. A maior parte das confidências eram não-procuradas – frequentemente eu fingia sono, preocupação, ou uma hostil leviandade quando percebia por um sinal inequívoco de que uma revelação íntima estava tremulando no horizonte; porque as revelações íntimas dos jovens, ou pelo menos nos termos nas quais as expressam, eram geralmente plagiarizadas e reticentes por evidente supressão. Reprimir-se de julgar é um assunto de infinita expectação. Eu estou ainda um pouco receoso de falhar em alguma coisa se esquecer isso, como meu pai orgulhosamente sugeriu, e eu orgulhosamente repito, que um senso de decência fundamental é desigualmente distribuída ao nascimento.

E depois de ostentar esse modo de minha tolerância, cheguei a admitir que isto tinha um limite. A conduta pode ser provida na dura rocha ou nos pântanos úmidos, mas depois de certo ponto, eu não me importo como ela é alcançada. Quando no último outono eu voltei do Leste, senti que queria o mundo em uniformidade e um tipo de atenção moral para sempre; não desejava mais as excursões tumultuosas com privilegiados gozos passageiros dentro do coração humano. Somente Gatsby, o homem que deu seu nome para este livro, estava eximido de minhas reações – Gatsby que representou tudo para o qual tenho um franco desdém. Se a personalidade é uma série inquebrantável de ditosas ações, então há alguma coisa esplêndida sobre ele, alguma aumentada sensibilidade para as promessas da vida, como se ele fosse refratário a uma dessas intrincadas máquinas que registram terremotos a dez mil milhas de distância. Esta conformidade não tem nada a ver com essa frouxa impressionabilidade que é dignificada sob o nome de “temperamento criativo” – era uma extraordinária dádiva para a esperança, uma disposição romântica tal como eu jamais havia achado em qualquer outra pessoa e que não é provável que volte achar novamente. Não – Gatsby continuou impassível até o fim; e é o que devorou Gatsby, aquela poeira flutuando no despontar de seus sonhos, que temporariamente liquidou meu interessa nas abortivas tristezas e sucinta relação humana.

(1925 – primeira edição do livro “The Great Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald)

(1974 – houve um filme da Paramount Pictures apresentado por David Merrick, com Robert Redford e Mia Farrow, dirigido por Jack Clayton e distribuido por Cinema International Corporation)

(2013 – filme de Baz Luhrmann estrelando Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e Carey Mulligan)