O Valor do Silêncio

Concentre o Poder Interior para Gerar mudança Construtiva

Reconheço o valor do silêncio

Uma das formas mais sutis de desequilíbrio do chakra da garganta é a conversa fiada. “Os que têm virtude, têm algo a dizer; os que têm algo a dizer não têm, necessariamente, virtude”, observou Confúcio.

Gautama ensinou que a pessoa que tem mestria na reta palavra “tem em mente a injunção que diz: “Ao encontrarem-se, Irmãos, existem duas coisas a que devem ater-se: conversar sobre a Verdade ou manterem santo silêncio.”

A conversa fiada e a discussão são obstáculos à mestria pessoal porque drenam a nossa energia… O Tao Te Ching descreve claramente o “tipo forte e calado” que alcançou a mestria desta prescrição: “Aqueles que sabem, não falam. Aqueles que falam, não sabem. (…) Mantenha sua boca fechada, proteja seus sentidos e a vida será sempre plena. Abra a boca, esteja sempre ocupado e a vida será sem esperança.”

Isto não quer dizer que nunca possamos dizer nada. Gautama, por exemplo, disse que aquele que tem mestria sobre a reta palavra “fala na hora certa, fala de acordo com os fatos e vai direto ao assunto”. Há uma hora para falar e uma hora para permanecer em silêncio. Existe uma boa regra prática: se o que vai dizer não acrescenta nada à conversa, por que dizê-lo?

  • Será que me permito ficar em silêncio quando não tenho nada que valha a pena dizer no momento?
  • Será que passo algum tempo entrando em contato com o meu espírito antes de falar?

Com frequência lamentei as palavras que disse, mas nunca meu silêncio.

Defendo e falo a verdade

Gautama Buda disse que a pessoa que abraça a reta palavra “fala a verdade, é devotado e fiel a ela e é digno de confiança”. Falar a verdade significa descrever os fatos sem distorcê-los, sem exagerá-los e sem tirar conclusões precipitadas. Significa vencer a passividade para defender o que sabemos ser correto, a despeito do que os outros acham. “Você não precisa justificar as suas perguntas”, disse o historiador Jacob Neusner. “Mas se achar que encontrou respostas, não tem o direito de ficar calado.”

Falando sobre exagero, mau pai tinha o hábito de exagerar quando contava histórias – e ele adorava contar histórias. Por isso desenvolvi este hábito quando era pequena. Mais tarde, meus mestres espirituais me repreenderam. Eles me ensinaram que o exagero é um pouco mais do que uma mentira, porque é uma descrição errada dos fatos…

Pode ser um exercício interessante prestar atenção quantas vezes por dia nos afastamos da verdade – por um milímetro que seja. Mais interessante ainda é descobrir por que o fazemos. Será por hábito, medo, insegurança ou preocupação com o que os outros vão pensar de nós?

Confúcio disse: “Que ser honesto e defender quem é honesto pode recuperar uma nação”. “Promova o honesto, colocando-o acima do desonesto”, disse ele, “e poderá fazer com que o desonesto se corrija. (…) Se os líderes forem confiáveis, o povo não ousará ser desonesto…

As crianças imitam os seus exemplos – o mesmo fazem os adultos. Cada um de nós é exemplo para alguém. E expressamos o progresso do nosso coração e da nossa alma pela forma como falamos – pelo que não dizemos pelo que dizemos e pela forma como o dizemos.

  • Será que digo sempre a verdade, ou exagero às vezes?
  • Será que tiro conclusões e falo antes de conhecer a verdade dos fatos?
  • Será que sou confiável em defender a verdade quando necessário?”

Livro: Os Sete Centros de Energia
Elizabeth Clare Prophet